quinta-feira, 22 de julho de 2010

Oposição vai "às compras"?

Impedida de se manifestar pela natureza das propostas apresentadas pelo movimento Pro-Campos(transparência no uso do dinheiro e interesse público acima dos interesses de grupos e apaniguados), uma vez que não "pega bem" se opor a temas com essa relevância, boa parte da mídia tentou pautar(mais uma vez)a cena política.

A bola da vez é uma suposta entrega de pauta de reivindicações ao prefeito-clone pelos vereadores da oposição.

Se isso de fato ocorreu, só revela a incapacidade dos parlamentares de enxergarem o "jogo" em sua amplitude, e na total subserviência que têm em relação a repercussão dos fatos pela mídia, sem se importar com a coerência por detrás de seus atos.

Ora, qualquer entrega de pauta de reivindicação requer uma negociação, onde cada parte envolvida entregará ao outro algo prometido.

Pergunta-se: 

O que a oposição espera de um governo que repete o modelo que perdura há 20 anos, e que afundou nossa cidade?
O que a oposição espera de um governo cuja "eminência parda" vem das trevas da Campos Luz, onde se manteve contratando obras pelas quais assinava como responsável técnico, e que manteve TODAS as empresas envolvidas no escândalo ALTA TENSÃO?

Perguntamos enfim: E se o prefeito-clone atender a "pauta" da oposição? Não lhes importa como serão realizadas essas obras e projetos, ou seja, com o mesmo "modelo" obscuro de gastos que temos assistido?

Ou será que subitamente, os ingênuos vereadoresa passaram a crer que o prefeito-clone representa uma ruptura com tais esquemas?

Deve ser por isso(para não constranger o prefeito-clone)que na "lista de compras dos vereadores" não se lê nenhuma alusão ao cumprimento da Lei que determina a pubicação de todos os gastos e execução orçamentária de forma detalhada na internet, ou qualquer outro meio de para utilizar nosso dinheiro de forma transparente!

Parece que a oposição desconhece que ter espírito cívico e lutar pela paz institucional requer o entendimento anterior de que no processo democrático é preciso demarcar as diferenças de forma contundente, sem que isso seja confundido com a política do "quanto pior, melhor".

Quem deseja adotar posições dúbias, com medo de ser rotulado por suas atitudes, é porque não confia nos próprios princípios, e estará condenado sempre a ser jogado na vala comum, pois afinal, se todos se parecem, por que mudar?


Erros grosseiros como esse, para agradar o desejo de determinados veículos de posarem como mediadores e fiadores de "posições políticas" do "acerto" ou do "arrego", deterioram qualquer tentativa de explicar à população o que se pretende de verdade.

Se é que se pretende algo!

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