sábado, 31 de julho de 2010

Nova economia? Ablué, ablué, ablué!

Eu não creio que alguém ainda creia nessas coisas:

sábado, 31 de julho de 2010
OS GRANDES EIXOS DO PROGRAMA DO PCB III
– Uma Nova Economia: controle dos meios de produção pelos trabalhadores e reordenação da produção

O PCB defende a estatização dos principais meios de produção em substituição à grande propriedade privada, industrial, comercial e agrária, assim como de todo o setor financeiro, com o controle progressivo de todas as grandes empresas pelo Estado e pelo Poder Popular.(...)"

4 comentários:

Anônimo disse...

Muita gente ainda crê, o problema é que a prática desse partido que sempre foi víuva do estalinismo e conciliador de classes, seja bem diferente do seu discurso. Até porque seu discurso também é bem rebaixado em vários pontos. O lamentável ouvir de alguem que se manifesta vermelho em certa ocasiões , quando "provocado" aqui no blog por pessoas conservadoras e reacionárias, mude seu discurso de acordo com a música. No blog antigo , certa vez criticou o fato de lindberg ter vindo a campos e feito sua palestra, apresentação, sei lá o que veio fazer aqui... num local do patronato. Fato acontecido perguntou se não havia mais lutas de classes. Logo depois em outro post , defendia alianças com todos segmentos da sociedade. Critica o Garotismo e nisso está absolutamento certo, mas procura se articular com pessoas que eram do PT e votaram em Feijó, que hoje é aliado de GAROTINHO.
Receberei " elogios" de imbecil, por aí a fora, mas confesso não entender o ziguezague ideológico do blogueiro. Embora concorde com alguns de seus textos e principalmente por ser vanguarda na questão do antigarotismo, juro não entender realmente como pensa este blogueiro.

douglas da mata disse...

Bom, caríssimo(a)comentarista,

Vamos ao bom debate:

Primeiro separemos tática eleitoral, alianças, programas e princípios, que embora, à primeira vista pareçam a mesma coisa, não são.

Defender alianças com segmentos da sociedade não quer dizer rendição a esses segmentos, e como sabemos, fazemos alianças com diferentes, pois se são iguais, não se trata de fazer aliança, pois estarão no mesmo lado, ou partido.

Em cada caso, precisamos de alianças diferentes, com "arcos e profundidades diferentes", pois vejamos: Em uma cidade como Campos dos Goytacazes, é necessária uma amplíssima aliança, até com setores ditos conservadores, para quebrar a espinha dorsal do "garotismo". Isso parece claro a todos, mas nunca abrirei mão de dizer que a "direção" desse projeto cabe às classes menos favorecidas e que nesses 20 anos amargaram índices vergonhosos de qualidade de vida, e que exerceram suas posições(escolhas)através do mais vil clientelismo.

A questão do Lindberg se encaixa nesse contexto: Eu quero uma ampla aliança, mas que desde o princípio sinalize quem é quem, e onde está cada um, logo, um candidato petista não pode começar sua visita a qualquer cidade ignorando o movimento social organizado, para privilegiar os privilegiados. Essa simbologia política não pode ser desprezada! Ou seja, não há nada demais em receber os "patrões", mas veja bem, recebê-los, e não ir até a casa deles primeiro, ainda mais em uma cidade onde o PT ainda não tenha se consolidado de uma vez por todas, e ainda oscile entre arnaldistas e garotistas!

Portanto, o primeiro passo para o PT poder encarar qualquer debate ou aliança é mostrar a sua cara, sua imagem! O que sabemos, não foi feito até agora! Isto feito, não teremos "medo" ou recalque de sentar a mesa com quem quer que seja para derrotar esse câncer em nossa cidade, mas sempre com a firmeza de revelar quais princípios não abriremos mão de pautar na agenda de uma nova gestão!

Como você já deve ter percebido, todos nós nessa cidade, uma hora ou outra, fizemos opções eleitorais ruins ou equivocadas. Eu creio nisso, pois também já as fiz. Mas a diferença crucial é, e você pode acreditar ou não, se fizemos opções erradas na tentativa do acerto, ou já partíamos do erro como premissa!

As pessoas do PT que optaram por Feijó naquela época devem ser cobradas por isso, mas só na medida do seu equívoco, e dentro daquele contexto, nem mais, nem menos. Ainda assim, aquels companheiros permamencem na mesma luta pela cidade, com os mesmos valores, quem mudou, no entanto, foi Feijó, e não eles!

Sinceramente, eu acredito na política como a possibilidade de rever e reavaliar condutas e procedimentos!

Não há tibieza nisso. Os valores e os princípios mantêm-se intactos.

Transparência na gestão, interesse coletivo acima dos particulares, desenvolvimento humano e econômico sustentável, particpação popular nas decisões de utilização dos recursos, planejamento, etc.

Todos nós continuamos a defender tais idéias. Não podemos ser cobrados se quem já esteve conosco não mais as defende, ou se, quando pôde, não as praticou nos governos que esteve.

Esse não é problema nosso.

Não há ziguezague ideológico, até porque ideologia, como disse, não se confunde com tática e aliança eleitoral.

.............................

Quanto ao programa do PCB, não vou lhe dar mais atenção que já dei com boas risadas. É a única reação que me desperta! Ninguém sério pode debater um troço desses!

Um abraço.

Anônimo disse...

Caro blogueiro, voce deu sua explicação , entendi, respeito, mas não concordo com tal pensamento. Para mim aliança deve ser feita com a massa e com os oprimidos e não com partidos burgueses que vivem para manter e aprofundar as mazelas de nosso país.
Quanto ao PCB, repito que mesmo que ele chegasse ao poder ( ele não realizaria tal medida, pois sua história sempre foi de traição e conciliação e ele nao estatizaria nada. Como acredito também, que nenhum partido teria coragem para fazer. Pcdob jamais faria, é um partido burguês e fisiologista. PCO é seita, esse sim não pode ser levado a sério. PSOl e PSTU embora tenham militantes e alguns quadros sérios, também nao fariam tal medida pois tem um discurso para a base e uma prática diferente. Ze Maria chegou a citar na sabatina na Record News, a acção dos bancos americanos como exemplo. Veja bem, Obama salva os bancos com dinheiro público e depois entrega os bancos aos mesmo sanguesugas do capital que os destruiram e o "revolucionário" Ze Maria, chama isso de exemplo. Plinio Arruda é ligado a Igreja Católica Pedófila Romana e seu programa e tao neoliberal como Dilma ou no máximo um programa nacional- desenvolvimentista burguês.
Todos esses partidos na verdade só querem o aparato, vide a Conlutas que parecia ser uma central sindical nova, mas está burocratizada e aparalheda como a CUT. Conscientizar a massa oprimida não lhes interessa mais, o interesse deles é o APARATO.
Não tenho culpa se esses são traidores e não posso condenar aqueles que permanecem com um ideal, acreditando no que sempre acreditaram , ainda militando por essa causa . A queda do muro ainda é recente, tem 20 anos, muitos desiludiram, outros pularam do barco e mudaram de lado , mas aqueles que permanecem com tal pensamento e ideologia, eu não posso chama-los de não sérios. Mas
se o blogueiro pensa assim, o que eu posso fazer ???? Vivemos num país dito livre e todos têm o direito de pensar o que quiser . Afinal o blog é uma ferramenta formadora de opinião que o blogueiro utiliza para tal fim, e estaá exercendo o seu ponto de vista, apesar de eu não concordar neste tema.
Sem Mais
Boa noite !!
Um Abraço

douglas da mata disse...

Aliança com a massa? mas como? qual é o instrumento ou instituição que mediaria essa aliança com "as massas"? seria uma conexão "direta", "uber alles", como fez Hitler em 39, ou algo parecido com o neopopulismo garotista que despreza a formalidade e a representatividade?

O problema do companheiro é que sua "posição política" é uma anti-posição, o que torna inócuo esse debate.

Respeito, e teve uma época(há 15 ou 20 anos)que eu empunhava esses slognas, mas creia, são só slogans e não servem muito para lidar com a realidade!

Eu pergunto:
O que fazer com os "partidos burgueses" e a parte da sociedade que não é "massa"? Expurgo, reeducação revolucionária, trabalhos forçados?

Como dar conta da tendência a formação de uma elite dentro dessa "massa", aundo você institucionaliza os meios de representação? Vide o caso das "burocracias revolucionárias" que se locupletaram e empurraram os movimentos revolucionários para o pior tipo de conservadorismo!

A crença no poder "libertador" das revoluções é tão messiânico como a espera de um salvador que redima todos nosso pecados!

Política é processo, fluxo, refluxo, aliança, conversa, firmeza em princípios, mas flexibilidae nas ações!

Política é diversidade, ainda que diferenças sejam demarcadas e respeitadas!

Política é luta por hegemonia, sem desprezar a possibilidade de que as minorias ou os contra-hegemònicos tenham direito a lutar dentro de regras pré-estabelecidas e consensuadas entre os adversários!

O resto, é berbárie!

Um abraço.