sábado, 3 de julho de 2010

Ilações!

Ilações 1

Não se trata de levantar suspeitas sobre quem quer que seja. Decisões judiciais não apenas interpretações mecânicas ou automáticas de brocados jurídicos. Se assim fosse, bastava um programa de computador, que estudasse as variávei e as resolvesse em tom de equação. Mas não há soma zero em política, e é a política que determina o teor das Leis, e nunca o contrário.

Digo isso, porque os advogados da prefeita impetraram pedido de reconsideração da decisão que a afastou do cargo, junto ao plantão do TSE, que nesse final de semana está a cargo do presidente daquela Corte, Magistrado Ricardo Lewandovski.

E quais são as ilações:

Ora, o Ricardo Lewandovski decidirá sobre um tema que já emitiu sua opinião em recente entrevista no hebdomadário Carta Capital. O tíulo da entrevista é Menos hipocrisia.

O magistrado não enxerga efetividade em se restringir a duração da camapanha em prazo exíguo de três meses antes do pleito, e é favorável que os eleitores possam ter acesso às informações sobre os candidatos no início do ano em que se realizar;ao as eleições.
Por outro lado, o magistrado revela seu entendimento de que o abuso de poder econômico e o uso da máquina são os maiores problemas do nosso sistema eleitoral.

Não identiffiquei se tal posição inclinará o magistrado a entender o caso da prefeita como abuso de poder econômico, como foi sentenciado, ou como "antecipação da campanha", que, por razões defendidas pelo próprio magistrado, seriam mais fáceis de contornar.

Ilações 2

Mas de tudo isso, ficou claro que a despolitização da campanha, fruto de um movimento pseudo-moralista e anti-política que ocupou boa parte dos editoriais, e pautou nosso Parlamento, foi um tiro no pé da Democracia, que ameaça ter sua perna amputada pela gangrena institucional.

Com a sanha proibitiva, a título de facilitar a "fiscalização", que restringiu a campanha praticamente ao espaço midiático-jornalístico-televisivo(bem ao gosto de publicitários e donos da grande mídia), transferiu-se os processos eleitorais das ruas para estúdios, e como esses recursos cada vez toranarm-se mais caros(não por cooincidência), mais recursos foram necessários, mais empresários foram convocados, e cada vez mais fizeram os governantes escolherem modelos de gestão que os favorecessem, onde os mandatos deixaram de ser públicos, e se transformaram em instrumento de gestão de negócios.

Assim temos o círculo vicioso: Mais dinheiro, mais abusos, mais obras, mais dinheiro, menos discussão, menos povo, menos Democracia, mais intervenções judiciais, mais dinheiro, etc, etc, etc.

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