sábado, 17 de julho de 2010

Dossiê de lama: As famiglias de Chicago!

Os clãs e seu modus operandi.

Para entender a atividade das famiglias de Chicago, primeiro é bom enumerar os pressupostos da atividade organizada:

1. Todas as famiglias tem uma estrutura hierárquica verticalizada e rígida, com códigos de honra, julgamento e castigo definidos;

2. As famiglias possuem diversas ramificações em diversas atividades, e cada uma dessas células possui certa autonomia de ação, embora nunca se insurja contra o poder central da famiglia;

3. As famiglias atuam têm base territorial definida, embora seus negócios transcendam esse terrritorialidade, tanto para aumentar a "escala" dos negócios, como para confundir opositores e autoridades;

4. Têm uma enorme rede de lavagem e legalização de seus negócios;

5. Possuem enorme influência e manipulam entes e órgãos estatais direta ou através de prepostos.

6. Atuam fortemente junto a verbas públicas e negócios de Estado.

Esses requisitos básicos se aplicam a todas as organizações que se estabeleceram em Chicago, e cada famiglia, com mais ou menos influência(de acordo com sua capacidade econômica e seu poder político)atuam de forma semelhante, e não seria errado supor que toda instabilidade que Chicago vive é conseqüência do embate que travam entre si, uma vez que ainda não houve um grande consegliére, ou um capi dei tutti capi que unificasse e pacificasse todos os clãs.

Alguns meios de comunicação e seus sabujos parecem enxergar na "interinidade" de um desses lugares-tenentes, com inclinações por meninas impúberes, a possibilidade de pacificação desses clãs. Afinal, esse "interino" transita entre todos os clãs, por ter relações "intimas" com todos eles!

Assim, a promiscuidade se retroalimenta em relação de causa e efeito. Como em toda saga desse tipo: sexo(escândalos e anormalidades)poder e dinheiro, com mútua proteção que impede que venham à tona os segredos de alcova e gabinetes.

Essa é outra característica da ação das famiglias: Contam com poderosos meios de comunicação para transmitirem "recados", atacarem reputações de desafetos, e enfim, fabricarem versões como se fatos fossem.

Em Chicago, há grupos que operam grupos de comunicação diretamente, outros "terceirizam" a grosso soldo as suas páginas marrons, em preto e branco. E dizem desdenhando: Não tem jeito, SOMOS ASSIM mesmo!

Os clãs e os sindicatos!

Um dos setores caros às famiglias é o controle de sindicatos de áreas sensíveis; Transportes, luz, dentre outros.

Uma das famiglias mais importantes de Chicago tem em seu patriarca, ou o seu Don, importante liderança do setor sindicalista de luz e força, que multiplicou influência e capital com a venda da docilidade dos empregados, que lhe rendeu patrimônio que se confunde com o do sindicato, com academias, empresas, rádios comunitárias em distritos de Chicago, todas sob controle do Don e de seus herdeiros.

Esse clã, como não poderia deixar de ser, passou a atuar na esfera pública: Com a eleição como parlamentar do Don, cresceu sua esfera de influência e capacidade de manipular as verbas públicas, coincidentemente no setor de energia e iluminação pública. Na empresa pública Chicago Luz.

Dos quase 40 milhões que angariou em menos de dois meses, parte bancou suas despesas e realimentou os empresários-amigos, o silêncio de detratores, a fidelidade de sua "milícia particular", e até a cumplicidade de possíveis oponentes, que, paradoxalmente, são financiados por esse esquema.

Outras investigações que seguiam seu curso em fundações "menores", onde uma sobrinha atuava, pararam, tudo sob o beneplácito de transferências de policiais e pressão sob promotores e juízes. Pressão vinda do gabinete do governador de Illinois, onde se situa Chicago!

Assim, as investigações sobre o clã contaram com a má vontade, estranhamente, daqueles que deveriam querer o contrário, em um acordo híbrido e de natureza obscura, onde todos os rastros levavam a um lugar comum.

Na época, em Chicago, embora nunca tivesse sido citado em qualquer investigação, o Don, como compete a um patriarca, ou a um Capo, saiu ao ataque, "cuidou" dos seus, que, prontamente, assumiram toda e qualquer responsabilidade, em troca de bons advogados, que não por coincidência seriam depois indicados em cargos públicos em uma Fundação a FENOSUL, dentro de uma Universidade, patrocinados pelo próprio clã.

A imprensa tratou de protestar, e dizer que um homem velhinho e indefeso não poderia ser alvo de tamanho incômodo policial, como se o desvio de 40 milhões das crianças e doentes se tratasse de um "crime menor".


A famiglia e seus soldados.

Como não poderia deixar de ser, o clã tem seu braço armado, disposto a executar e cumprir qualquer ordem de intimidação. O problema é que tais soldados, de baixo soldo e qualificação, com pouca capacidade de discernimento, passaram a extrapolar seus "mandatos" e seus "poderes".

Em ações exageradas, promoveram o terror desmedido, que levou a repulsa da própria sociedade que, hipocritamente, os tolerava.

Foi assim com o triplo homicídio de jovens em uma república de estudantes no centro de Chicago.

Dois dos soldados do clã estão envolvidos. Estão PRESOS!

Agora chega-nos a notícia de Chicago, onde saiu a condenação no Tribunal do Júri de um dos assassinos do clã.

É lógico, o Don silenciará, ou dirá que não passa de perseguição.

Mas perguntamos:

Será que todo os jurados forma implantados por "inimigos"?

Será que os "inimigos" apertaram os gatilhos e "plantaram" evidências?

Será que direi quem és, por quem tu andas?

Leia a notícia de Campos dos Goytacazes, sobre o julgamento e condenação de um rapaz, que muito se parece com a história de Chicago:

No dia 14 de julho, quarta-feira, ocorreu o julgamento no Plenário do Júri do Fórum Maria Tereza Gusmão, do processo onde Edilberto Siqueira Batista Júnior, vulgo Careca, foi acusado de tentar matar duas pessoas, Zilda Castelo de Oliveira, apelidada “Vanessa” e José Moacir Marinato. Os crimes ocorreram em 19 de março de 2009 na BR 101, Km 26, em Caxeta, tendo a vítima Zilda ficado cega de uma vista em razão dos disparos que recebera.O crime foi um dos inúmeros desvendados à época, pelo Núcleo de Investigações  e Combate aos Crimes de Homicídios ( NICCH ) que funcionava na 4 Coordenadoria de Polícia Civil  e  trabalhava em parceria com a Promotoria de Investigação Penal ( P I P ) . O Júri Popular entendeu que o réu era culpado e o condenou a uma pena de reclusão de 18 anos e oito meses, em regime fechado. Vale registro que Edilberto responde por participação em outros Homicídios e já trabalhou como segurança para diversos estabelecimentos e pessoas da cidade, inclusive para um conhecido vereador de "peso". O réu respondeu ao processo preso e ainda pode recorrer, mas vai continuar preso.

Um comentário:

Anônimo disse...

O estardalhaço criminoso é o erro e o maior mal dos que se acham impunes e acima do bem e do mal! O primeiro de muitos soldados já foi! Os que continuam insistindo serão abatidos de forma lenta e silenciosa. Os que de forma covarde tentaram e continuam insistindo no ataque abaixo da linha da cintura enquanto a todo modo foi sinalizado que havia saída de paz entenderão mais cedo ou mais tarde da pior maneira. SE A INSISTÊNCIA AO ATAQUE DESLEAL É REAL, O SILÊCIO E AÇÃO É CONCRETA COM FATOS E VASTO MATERIAL PROBATÓRIO É CLARO MOSTRANDO QUE, QUIETO NÃO SOMOS E NUNCA SEREMOS FACTÓIDES BARATOS E MANIPULADOS ASSIM. A falta de ombridade é uma praga que tenta sem sucesso se alastar a cada esquina de forma voluntária. A mamãe já dizia mas sem sucesso, lhes subiam pela cabeça!!