domingo, 4 de julho de 2010

À deriva!

Qem vê e ouve todo "o circo" que se montou para desagravar a prefeita, e como bem observou a professor Roberto Moraes, mobilizar para a nova campanha que vem por aí, não tem dúvidas: O comandante-em-chefe das tropas de fanáticos da Lapa parece um paciente em surto psicótico, agravado por esquizofrenia paranóide.

Não fala coisa com coisa, se emociona com facilidade(o que no caso dele, é um sintoma grave de descontrole), e tende a enxergar perseguição e inimigos por todos os lados. Esquece-se de olhar no único onde encontraria seu maior e verdadeiro adversário: No espelho!

Depois de "rifar" cada um de seus aliados desde 1989, de romper com o PT, logo após a Direção Nacional ter "entubado" uma aliança estadual, com Benedita de vice, à revelia do Encontro Estadual que decidira a candidatura própria na ocasião, o ex-governador elegeu e tentou aniquilar seu sucessor, o atual governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Logo, não adianta procurar culpados.

Como já dissemos, e repetimos ad nauseam, a necessidade de reunir em torno de si auxiliares com pouco, ou nenhum cérebro, e de tolher os que manifestam tal característica, a fim de evitar que seja suplantado, afastou qualquer possibilidade de reciclar seus métodos pela crítica e o debate democrático. Restou-lhe a bajulação cega, o elogio e aplauso ensaiado, a devoção messiânica, que teve seu ápice na tarde de hoje, na margem esquerda do Rio Paraíba do Sul.

Por mais cínico que pareça, os automóveis dos "correligionários", estacionados ao longo da Orla, e embaixo da ponte que, ao arrepio da Lei, leva o nome de sua esposa, ostentavam adesivos com os dizeres: "Chega de instabilidade, Campos não pode parar".

Ora, ora, ora senhores, quer dizer que o cumprimento da Lei é instabilidade? O que dizer de quem burla a Lei, e utiliza meios indevidos para alcançar o sucesso eleitoral, ainda que os métodos contaminem a livre escolha do eleitor, turbada pelo abuso do poder econômico e pela manipulação de concessões públicas de meios de comunicação, como o rádio?

Essa sensação de que sentenças judiciais trazem instabilidade não foram inventadas por Tribunais, embora saibamos que o excesso de intervenções é prejudicial a Democracia. Mas por outro lado, a ausência de medidas coercitivas pode eivar nosso processo eleitoral de um mal irreversível: A impunidade para cometer crimes contra a liberdade do voto!

Então, se nossa Democracia está doente pelo círculo dinheiro-manipulação-interesses privados-compra de votos-dinheiro-manipulação-etc, e as medidas judiciais oscilam entre a possibilidade de funcionar como remédio e veneno, cabe a sociedade campista cortar o mal pela raiz, ou seja:


É hora de dizermos: CAMPOS QUER PAZ, GAROTINHOS NUNCA MAIS!

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