sábado, 31 de julho de 2010

Nova economia? Ablué, ablué, ablué!

Eu não creio que alguém ainda creia nessas coisas:

sábado, 31 de julho de 2010
OS GRANDES EIXOS DO PROGRAMA DO PCB III
– Uma Nova Economia: controle dos meios de produção pelos trabalhadores e reordenação da produção

O PCB defende a estatização dos principais meios de produção em substituição à grande propriedade privada, industrial, comercial e agrária, assim como de todo o setor financeiro, com o controle progressivo de todas as grandes empresas pelo Estado e pelo Poder Popular.(...)"

Ah, coitado!

Uma pequena nota, da noite de ontem, que ouvi no MPBar:


De tanto olhar para a mulher alheia, tem gente que pode "particularmente" acabar se machucando! Afinal, mais vale um gosto que um tostão, e tapa na cara é coisa que sai barato no Jecrim, mas fica "caro" na "cara" de quem leva!

Dilma não é o Lula!

Ontem, em meio a tantas conversas, no encontro "arqueológico-político" da Juventude Petista, o assunto não poderia deixar de considerar as eleições presidenciais.

Um consenso: Dilma leva no primeiro turno! Passemos então as conseqüências dessa assertiva, e embora não tenhamos aprofundado análises, pelo que pude aprender junto a tantas boas conjecturas, fiquei a "ruminar" minhas pobres razões, e tracei algumas considerações, as quais compartilho com vocês:

1. O PT deve chegar a algo entre 200 e 250 deputados federais, e talvez 25 a 30 senadores. A base aliada deve contar com maioria qualificada, ou seja, mais de 350 deputados e mais de 50 senadores. Boa parte dessa condição se dá pelos seguintes fatos: O núcleo central do poder, personificado em Lula e seus assessores mais próximos, sabe que a ausência do "carisma pessoal" do presidente mais popular da História requer uma base de sustentação muitíssimo mais coesa, orgânica e forte, numérica e qualitativamente falando. Por isso, apesar de termos torcido o nariz para certos "acertos" regionais, o foco sempre foi o Parlamento, uma vez que a "fatura" presidencial estava mais ou menos encaminhada, e o principal ator dessa cena sequer havia se movimentado: Lula agora vai "tocar" a campanha pessoalmente, para desespero do oposição! Hoje, a despeito da importância tática da eleição de governadores, seu sentido estratégico foi sendo esvaziado, na medida que orçamentariamente seu peso e autonomia diminuíram em relação aos municípios e a União, o que fez com que os governos estaduais ficassem só com a parte problemática da gestão: Professores e polícias, enquanto diminuíam sua capacidade de eleger e "manobrar" bancadas federais!

Aqui um pequeno parentêse para tocar em uma questão local, como um exercício dialético: Por ter pouco peso nesse esforço nacional de reforçar nossa base parlamentar, com a pouca chance de crescer nossa representatividade, O PT do RJ e, nós de Campos dos Goytacazes, ficaremos cada vez mais à margem do centro de decisões. Mais um erro grave nosso, como sempre! Mesmo que por intuição ou acidente, pouco importa, o ex-governador acertou em cheio: O palco principal da política nesses próximos anos será o Congresso!

2. O governo Dilma é o governo que aprofundará as reformas do capitalismo brasileiro, para lançar as bases de um inédito crescimento econômico com ganho e deistribuição de renda, melhoria de índices humanos gerais, e mais independência em relação ao eixo geoeconômico central, leia-se EEUU, Europa e por que não dizer, da China também? Para isso, vai ter que tocar em pontos sensíveis, como política educacional, reforma fiscal e tributária, política de inovação tecnológia, mas principalmente, reforma do sistema político e seu financiamento!

3. A direita espumante e raivosa, representada pelos setores mais atrasados do capital, com os grupos de mídia, que foram cevados nessas escolhas que fizeram do nosso país um dos mais ricos e injustos do planeta, vai diminuir de tamanho, mas não diminuirá o barulho, muito ao contrário: Fortemente representado no Judiciário, e em outras instâncias de poder formais e informais, essa criptodireita tenderá a uma agenda que gere a sensação de que há sempre um golpe em curso, um ataque às instituições, um confronto de legalidade, que requererá da nova presidente habilidade ímpar para demarcar o terreno de sua diferença e das mudanças que virão, com a conquista dos setores mais sensíveis a essa pauta neoconservadora, mas que também não querem a insegurança de mudanças que ameacessem tudo o que foi conquistado até agora, em termos econômicos e sociais, bem com das liberdades e amadurecimento das estruturas políticas.Para quem deseja um "panorama" do que falo, dê uma olhada no movimento Tea Party estadunidense, ressalvadas, como sempre, as diferenças e peculiaridades de cada caso!

É preciso não ceder a tentação de "passar o rodo", e justificar os temores, todos infundados e paranóicos, de que um governo petista, com poder petista, ignore os direitos das minorias e deixe de fazer as autocríticas que ficam nubladas pelo consenso da popularidade. Por mais paradoxal que pareça, precisamos cada vez mais de uma oposição forte, que elabore e discuta os contrapontos necessários em uma Democracia!

Por outro lado, não podemos estancar por medo de angariar apoios e dialogar politicamente com os diferentes, muito menos deixar de cumprir o que nos é caro, e que foi aprovado por imensa maioria dos brasileiros, que desejam que o país siga em seu rumo de crescimento com repartição da riqueza produzida por todos. 

Dilma não é Lula. Ainda bem, porque a partir de agora, precisamos muito mais de política do que de mitos!

Inventários da senilidade!

Foi ontem, no MPBar, a reunião dos fósseis da Juventude Petista, a não-instância mais famosa que o Partido dos Trabalhadores em Campos dos Goytacazes já produziu, o que, em se tratando dessa cidade, não é pouca coisa!

A primeira cosntatação explica muito do que éramos, e muito do que deixamos de ser. Nunca fomos uma esfera orgânica do Partido, mas isso pouco importava, pois o liame político que nos unia parecia superar qualquer necesidade organizativa-estrutural mais formal. O tempo se encarregou de demonstrar o contrário, e assim como nas culturas e nas sociedades, a "tradição oral" não é suficiente para perenizar laços institucionais que façam a tradição(entrega)do legado aos sucessores.
Em grande parte, o tamanho dos egos de cada "liderança", a cada tempo, se encarregou também de soterrar o espírito de corpo, mas como tudo tem seu lado bom, impediu que personalidades tão fortes se diluíssem em esquemas e nos grupos que assaltaram a cidade! Se é que isso importa, nos mantivemos íntegros!

A Juventude Petista não formou quadros sucessores, e o Partido dos Trabalhadores perdeu importante referência para sua reoxigenação e formação política, é como, em uma analogia futebolística pobre, tivéssemos ficado sem nossa "categoria de base" ou "escolinha"!

Verdade seja dita que o movimento de despolitização da juventude não foi um fenômeno localizado, cuja "conta" não deve ser "debitada" apenas em nossas incapacidades crônicas. Foi um fato de escala mundial, a reboque da individualização massificada do neoliberalismo, que transformou as novas gerações, na sua quase totalidade, em andróides replicantes, violentos e egoístas! Avessos a qualquer tipo de mobilização coletiva, a não ser a esterilidade de comunidades virtuais!

Mas por outro lado, se efetivamente os laços mais frouxos não perpetuaram todo aquele pequeno capital político que construímos, e a solidariedade que experimentamos, foi justamente essa leniência que nos trouxe até aqui, e permitiu reecontros como o de ontem. Esteticamente desfavoráveis, as lembranças ao menos divertem, e como divertem!

É possível notar na composição da mesa, com professores universitários, como Vítor Menezes, doutores como Marcos Henrique, Gustavo Carvalho e Renato Barreto, mestres como Gustavo Lopes e profissionais respeitados, como nossa Ana Paula Motta, que a Juventude Petista cuidou, cada qual a seu modo, de sua qualificação profissional, e sem dúvidas, são os melhores no que fazem!

Mas isso bastou? Certa altura, entre risadas, petiscos e bebericadas, eu disse: "Pois é, aqui estamos, e não chegamos ao poder".

Fui "saudado" com apupos, como se agisse com estraga prazeres, ou um "baixo astral". Isso também é verdade, mas não é toda verdade!

O fato de não termos chegado ao poder, de não termos transformado tanto a realidade como supúnhamos, traz algumas conclusões:
Se por um lado é verdade que não soubemos como fazê-lo, associado ao fato de que a História não nos "escolheu", por outro lado, se olharmos essa cidade e seus mandantes, e todo o lodaçal que nos cerca, podemos respirar e dizer que para chegar aonde chegaram, da forma como chegaram, foi melhor ficar onde estamos!

É lógico que isso adianta pouco, e pode parecer apenas choro de perdedor, "exclusivismo elitista", ou outro recalque qualquer! É um pouco disso também, não tenham dúvidas, mas é muito mais.

Eu creio que existe espaço para um grupo grande de pessoas nessa cidade, independentemente dos caminhos que cada um trilhou pessoalmente, para retomar a luta por uma cidade melhor! É esse incômodo que sentimos, apesar de conseguirmos reunir pessoas que são "bem sucedidas", seja lá o que isso queira dizer: Quem sabe bons casamentos, filhos, carro, algum dinheiro, conforto, reconhecimento público, etc.

Falta-nos algo!

Há espaço para um sonho coletivo, e naquela mesa de ontem, por mais que os cínicos digam que é o único lugar onde nos unamos, pude perceber que alguma coisa em nossa biografia não está como gostaríamos.


Com certeza essa lacuna nunca se complete mas ontem, eu percebi que ainda assim, nunca nos cansaremos de tentar preenchê-la!

Esse sentimento não nos torna "iluminados" ou "detentores de uma verdade universal".

Mas com certeza nos distancia daqueles que passam pela vida sem percebê-la, ou daqueles que só percebem o que lhes interessa.

E se isso funciona como consolo a quarentões adaptados(pero no mucho), podemos dizer, sem medo de sermos felizes, e com o sucesso de Lula e do nosso governo, que nós tínhamos um bocado de razão no que queríamos.

Salve a Juventude Petista!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pensamentos de lama!

Feliz é o homem(mulher)senhor das suas razões, e dono de suas verdades. Ignóbil é o homem(mulher)que vive a razão de seus senhores, e não tem verdades para crer!

Mohamed Ali-MATA de Ogum, babalorixá messiânico fundamentalista roxo da guerrilha virtual Fatah-CCJ(Comando de Caça ao Jornalixo).

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cifradas e cifrõe$

Pior que a "parcialidade raivosa" é a pretensa "imparcialidade canalha, extorsiva e silenciosa" de quem fez carreira achincalhando terceiros para obter vantagem!

O texto a que se refere a colonista de um jornal ordinário da região foi publicado por esse blog, e chama-se:

Dossiê de lama: As famiglias de Chicago!


A réplica que fizemos está aqui, nessa outra publicação:

Observatório da imprensa. Dossiê de lama: Coragem.


Agora veja o triste comentário de quem mexe com quem está quieto, e depois não tem disposição para enfrentar as conseqüências. Pretendem lançar ofensas à esmo, e depois quando confrontadas dizem se tratar de paranóia ou "doença da carapuça":

"Carapucite - Esse mal atinge muita gente e nem os adeptos de blogs estão livres da contaminação.(...)"

Mandamos avisar para esse tipo de "jornalixo", representado pela "colonista" em questão, que seu tempo já passou, e essas "mensagens supostamente cifradas" servem mesmo é para catar alguns cifrões de quem tem rabo preso.O que não é o nosso caso!

Portanto, as demais respostas se darão nas barras dos Tribunais. E é só!

Agora vamos encerrar esse assunto, porque já gastei vela demais com defunto ruim. E bota ruim nisso!

Secretário particular? Um luxo, com certeza!

Há certos cargos que pelo nome já dão a natureza de quem o ocupa.

Eu pergunto: O que faz um secretário particular?

Ué, eu pensei que todas as funções públicas, inclusive as de livre nomeação tivessem uma característica primordialmente pública, a despeito da confiança pessoal nelas depositadas.

Na planície lamacenta NÃO! Temos um cargo particular ao ocupante da cadeira de prefeito(a).

Seria um "taifeiro"? Um "ajudante-de-ordens-de-luxo"? Um "puxador-de-cadeiras" ou "abridor-de-portas" oficial, e pago com dinheiro público?

Ai eu pergunto de novo: Pode alguém festejado como "independente" e de "coluna ereta" agüentar o "peso" da "corcunda" do cargo, que tanta particularidade/privacidade carrega em si?
Afinal, esse deverá ser o defeito de postura de alguém que como lacaio pessoal do prefeito(a) terá, após tantas dobraduras da espinha em reverência particular! Ou não?


Não sei.

Deve ter sido essa "independência" que produziu um "parecer inconstitucionalmente favorável" na questão dos vigilantes e a Guarda Municipal! Ou será que foi só incompetência mesmo?
Inserir servidores sem concurso, alternado seu regime jurídico e seu vínculo com o Erário à fórcepes é coisa de gente "independente"!

Deve ter sido essa "coluna ereta" que fez ser atropelado pelas jurisprudências cristalinas do STF e TSE, acerca da vaga de vereador pretendida pelo médico-escudeiro!

Deve ter sido muita "competência" se manter sempre à beira do poder e da caneta ao longo de tantos anos!

Essa "capacidade inquebrantável de dizer o que pensa". Mas o que pensa alguém que substituirá alguém, como sua antecessora, talhada para tal cargo, haja vista sua fidelidade canina a mão de quem alimenta?
Será ele mais ou menos "competente" que a "servidora", que de tanto exagerar em puxação de saco, acabou por tornar inelegível sua "patroa"?


Bom, sei lá, nessa planície quase tudo é o que parece mesmo: Lama!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Observatório de lama: Os blogs!

É aqui na blogosfera onde o cidadão campista pode ter informação em seu sentido amplo. Não há só fatos, mas opiniões embasadas e nunca estéreis ou pretensamente "imparciais", embora alguns sub-blogs tentem vender essa falsa imagem.
Mas como sabemos, em todos os setores existem as aberrações e distorções, e na blogosfera não poderia ser diferente.
Mas veja o serviço prestado pelo maior jurisconsulto da blogosfera local, e de longe, o mais temido e respeitado,  Campos em Debate, do Advogado, com "A" maiúsculo, Cléber Tinoco:

terça-feira, 27 de julho de 2010


Presidente da Câmara ao assumir interinamente o Executivo continua vinculado ao Legislativo


Como dissemos noutra postagem, o Presidente da Câmara que assume interinamente a Chefia do Executivo continua vinculado à Câmara de Vereadores. O que justifica a interinidade é justamente o fato de ser Presidente da Câmara.
O TSE orienta-se neste sentido, veja-se, por exemplo, a ementa abaixo:
É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.
CONSULTA. DEPUTADO FEDERAL. APLICAÇÃO DO ART. 224 DO CE. PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL NO EXERCÍCIO DA CHEFIA DO PODER EXECUTIVO LOCAL. INTERINIDADE.
1. Iniciada nova sessão legislativa sem decisão final quanto ao registro dos candidatos que obtiveram mais de 50% dos votos válidos, a administração do Poder Executivo Municipal ficará a cargo do Presidente da Câmara eleito nos termos do seu Regimento Interno.
2. O posto de Chefe do Executivo Municipal ocupado pelo Presidente da Câmara de Vereadores tem natureza transitória e não se vincula a pessoa que desempenha o mandato (AgRgREspe nº 28.500/SP, de minha relatoria, DJ de 8.8.2008).
3. Nos casos em que o Presidente da Câmara Municipal assume a Chefia do Poder Executivo local como consequência da aplicação do art. 224 do Código Eleitoral, sua permanência nas funções de Prefeito restringe-se ao período em que estiver no exercício da Presidência.
4. Eleito novo presidente, de acordo com o Regimento Interno de cada Câmara Municipal, altera-se o responsável pela Chefia do Executivo local, até que sobrevenha decisão definitiva ou se realizem novas eleições.
5. Consulta conhecida e respondida negativamente quanto à primeira pergunta e positivamente quanto à segunda. (Consulta nº 1738 – brasília/DF, Resolução nº 23201 de 17/12/2009, Relator Min. FELIX FISCHER).
Ademais, o TSE ao examinar o vínculo de juiz eleitoral que assume interinamente o Executivo local, assentou a manutenção do vínculo do juiz à magistratura estadual:
Ao juiz eleitoral que assume a chefia do Poder Executivo Municipal não é devida a gratificação eleitoral, uma vez que permanece vinculado à magistratura estadual, sendo sua remuneração custeada na forma prevista pela Lei de Organização Judiciária Estadual.” (PA - PROCESSO ADMINISTRATIVO nº 19186 – manaus/AM, Resolução nº 21880 de 12/08/2004, Relator Min. CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO).
No plano federal, o Presidente do STF é o terceiro na linha de substituição em caso de impedimento do Presidente da República ou do seu Vice, ou de vacância dos cargos respectivos, depois dos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado (art. 80, da Constituição Federal).
No dia 15/05/2002, o Min. Marco Aurélio, então Presidente do STF, assumiu interinamente a Presidência da República por sete dias. Neste período, ele sancionou (ato privativo do Chefe do Executivo) a lei que criou a TV Justiça, porém sem perder o status Presidente e o vínculo com o STF.
Veja como identificado a autoridade responsável pela sanção da lei:
Acrescenta alínea ao inciso I do art. 23 da Lei no 8.977, de 6 de janeiro de 1995, que dispõe sobre o Serviço de TV a Cabo, para incluir canal reservado ao Supremo Tribunal Federal.
O PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Da mesma fora, quando o Presidente da Câmara assume interinamente o Executivo continua sendo Presidente, mantendo-se vinculado à Casa Legislativa.

Justiça Eleitoral é incompetente para definir questão da convocação do suplente para a Câmara de Vereadores

De modo simplificado, podemos dizer que compete à Justiça Eleitoral preparar, realizar e apurar as eleições. A sua competência, no entanto, cessa com a diplomação dos eleitos, consoante iterativa jurisprudência do TSE (Consultas nos 1.236, Rel. Min. Gerardo Grossi, DJ de 1º.6.2006; 761, Rel. Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira, DJ de 12.4.2002; 706, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 1º.2.2002).
“A diplomação é o ato em que a Justiça Eleitoral declara os candidatos eleitos e seus suplentes, em determinada eleição” (Mandado de Segurança nº 2.987, Porto Velho – RO, trecho do voto do relator: Ministro Nelson Jobim). A posse dos eleitos, como é ato posterior, não se insere entre as matérias de competência da Justiça Eleitoral. A respeito, transcrevo trecho de decisão do TSE:
"Não se conhece de questões atinentes à ordem de convocação de suplentes para assumir a titularidade de mandato eletivo - vago em razão de o titular ter sido cassado ou em virtude de ter tomado posse em cargo no Poder Executivo - por se tratar de situações posteriores à diplomação, não sendo, por isso, de competência da Justiça Eleitoral". (CTA - CONSULTA nº 1458 - brasília/DF, Resolução nº 22811 de 27/05/2008, Relator Min. MARCELO HENRIQUES RIBEIRO DE OLIVEIRA)
Aliás, o TSE firmou entendimento no sentido de que “a diplomação de suplentes deve ocorrer até a terceira colocação, facultando-se aos demais suplentes o direito de solicitarem, a qualquer tempo, os respectivos diplomas” (PA - Processo Administrativo nº 19175 -Rio de Janeiro/RJ, Resolução nº 23097 de 06/08/2009, Relator(a) Min. ENRIQUE RICARDO LEWANDOWSKI).
Dessa forma, eventual litígio envolvendo a posse do suplente deverá ser resolvido pela Justiça Comum Estadual.

O presidente e o Presidente!

Lula é um presidente com P maiúsciulo, e seus pares, no PT ou em outras siglas deveriam aprender com ele.

Infelizmente, o PT do Estado do Rio tem sofrido sérios danos com a gestão de péssimos presidentes. Campos dos Goytacazes não é diferente.

Há por aqui, um grave problema. A direção partidária não sabe o que faz, e quer fazer o não sabe!

Uma lástima.

Pensamentos de lama: Frustração 2!

Eu sou fodinha, porque foda é papai, e fodão era meu avô!

Pensamentos de lama: Frustração!

Não há cargo, emprego, título ou função nessa cidade, nesse Estado, País ou nesse mundo que eu almeje!
O único cargo que me interessa não existe, pois eu não acredito nele, uma vez que sou ateu! 
Isso sim, é frustrante!


Mohamed al Ali-MATA. 

Ph(o)D(ão) taxidermia felina.
Maestro eleito da orquestra municipal de tamborins.

Por que voto em Chico D'Ângelo?

Bom, a sinceridade nem sempre é bem recebida, mas como não sei fazer diferente, aqui vão as minhas razões para declarar meu voto a esse parlamentar que tenta sua reeleição pelo meu partido, o PT:

1. Não há candidatos petistas na região e na cidade, e as opções não me animam.


2. Ainda acredito que um segundo mandato de Chico possa lhe conferir a segurança necessária para fazer o que não fez no primeiro: Formular e propor debates sobre polítcas públicas amplas, e não só funcionar como "mero despachante" de questiúnculas locais, como arrecadar um caraminguá para a lavoura canaviera, decadente e adepta de práticas trabalhistas similares as que existiam no século XVI.

Ainda assim, tenho plena consciência de que o deputado, sem o auxílio luxuoso da prefeitura de Niterói, e da condição de secretário de saúde daquele importante e denso colégio eleitoral, não repetirá seu bom desempenho daquela ocasião.

Mas política é isso aí. Nem sempre votamos no que queremos, nem sempre votamos para vencer!

Uiiiii, que mêêêêda!

Quem poderá nos salvar agora? Parece que o médico-escudeiro-ex-quase-futuro-vereador está prestes a perder a paciência!

Embora não apresente nenhum argumento consistente, ou novo, ele insiste na cantilena de que a vaga é dele. Vamos aos fatos:

1. O fato de ter existido um erro no passado, com a posse de Geraldo Venâncio, não justifica que o erro se torne "precedente"(nas palavaras do quase-edil);

2. Pareceres são peças consultivas, e nem o presidente da Câmara, ou nenhuma outra autoridade de onde quer que seja está obrigado, administrativa ou legalmente a eles, desde que haja uma dúvida significativa e fundamentada, e pelo que parece, foi isso que o vereador Rogério Matoso apresentou.

3. Questionar os propósitos do vereador-presidente da Câmara é desconhecer ou tentar fazer crer que a questão é só jurídica, e não política. Não, senhor, edson, não é. A motivaçãodo presidente-vereador é simples, e o senhor, como decano da política na cidade, como escudeiro de um grupo chegado a tais táticas e arranjos, deveria já saber: Impedir que seu grupo tenha mais um vereador, dentro da Lei, é claro. É o jogo. Por que alguém daria boa vida ao seu grupo político? Em nome dos seus belos olhos?

4. A questão não é mais eleitoral, e a "opinião" do Juiz da 100ª ZE vale tanto como uma nota de três reais. O foro para dirimir a lide não é de competência da Justiça Eleitoral.

5. Enfim, se há coação ilegal e evidente de um direito líquido e certo, vamos a sede do mandado de segurança, e por que não o faz? Justamente porque não estão certos disso!

Observatório da imprensa. Dossiê de lama: Coragem.

Existe uma "colonista" da cidade que, decididamente, é uma pessoa de coragem.

Afinal, quem acusaria duas instiuições públicas, assim, de forma generalizante, de praticarem extorsão?

Com o perigo, incluisve, de figurar como pólo passivo de ação por calúnia(na esfera criminal) e danos morais(na cível) promovida por todos os seus integrantes, uma vez que ela, de forma descuidada, não particularizou as acusações?

Porque ainda que a "colonista" diga que só reproduziu o "que ouviu dizer", vale a reprimenda: Incorre no mesmo crime contra honra quem o repercute e amplia seus efeitos. O fato de ser meio público de divulgação é qualificadora da ação.
 
Leia o trecho que pescamos na rede, e que entregaremos ao Sindicato de Policiais Civis, para as devidas providências. Recomendo o mesmo ao colegas da PMERJ. Detalhe: Respondem solidariamente os responsáveis pelo veículo, a empresa(no dano) e "colonista":

"(...)Esquecimento
Na, até bem feita, descrição de uma cidade americana, com situações muito semelhantes as da planície goitacá, o autor só se esqueceu de abordar a questão da polícia civil e militar, a todo o momento acusadas de serem venais, de praticarem extorsão(...)" 


Fonte: Jornal O Diário. Coluna Maria Ester.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A mexicanização do combate às drogas!

Quem quiser um panorama, ainda que consideradas as diferenças geográficas e culturais, bem como as diferenças logísticas do tráfico internacional de entorpecentes, entre a atual situação das cidades de fronteira mexicanas e as nossas capitais brasileiras pode se servir à vontade no noticiário internacional, e no jornalismo pátrio.

Lógico que para isso, deve afastar as inexoráveis simplificações e reducionismo cínicos, que a mídia nacional e internacional promovem, com o inutito, dentre outras coisas, de criar o arcabouço "teórico" e "ideológico" que fomenta as políticas públicas de exclusão e as "guerras" que lotam as agendas poítico-eleitorais, que tanto agradam ao pânico-classe-média.

Falo da permanente militarização de um conflito(sim, no México já pode ser considerado um conflito de larga escala)que tem multifaces, e que no entanto, é enfrentado de forma única, ainda que os efeitos sejam e permaneçam desastrosos.

Nos últimos vinte ou trinta anos, os cartéis responsáveis pela produção, refino e transporte de drogas ilícitas(mormente a cocaína) se mobilizaram e transferiram suas operações para a borda do território do maior mercado consumidor do mundo , os EEUU. Uma piada, se não fosse trágico. Ou seja, com sua estratégia, os EEUU trouxeram o problema para seu quintal.

É lógico que os antigos cartéis colombianos continuam a movimentar grandes quantidades de drogas, mas seu poder de "fogo" diminuiu consideravelmente, e não só pelo incremento da "operação mexicana", mas também para a migração de suas atividades para países vizinhos, como Peru, Bolíva, por exemplo.

Não seria incorreto supor que parte dos esforços desse setor sulamericano se voltou para outro mercado importante, o Brasil, que vai aos poucos, deixando a categoria de mercado de "passagem", para mercado "final".
Outra conexão considerável é a operação africana, que utiliza Brasil e América do Sul como plataforma de lançamento de seus carregamentos para a Europa e Norte da África.

Mas o que nos interessa aqui, nessa análise pobre, é demonstrar que os efeitos das "guerras às drogas", ou "war on drugs", preconizados desde Washington, e avalizados pela ONU e seus organismos internacionais, são um retumbante fracasso.

Não diminuíram a oferta, e muio menos a demanda por drogas(legais ou não), e pior, assolaram os países que aderiram a esse modo de combate de uma escalada de violência e corrupção estatal sem precendentes.

Assim temos como resultado inútil: O desmonte dos cartéis colombianos fez com que se voltassem para os mercados consumidores "menores"(mas em expansão)como Brasil e vizinhos, enquanto o "grosso" da produção se instalou mais próximo do maior mercado, os EEUU, nas cidades ao sul do Rio Bravo.

Mais uma vez, para que não restem dúvidas: Se entendermos os fatos como relacionados entre si, e toda a ação anti-drogas estadunidense com um "sistema", vamos compreender como o "endurecimento" desmedido, com ações militares espetaculares na selva amazônica só conseguiram empurrar as drogas para a vizinhança de seu próprio país, que já o ameaça, inclusive, com o transbordamento da onde de violência mexicana de Ciudad Juarez, dentre outras.

Os círculos estão fechados e se tocam em perigosas intersecções: Mais drogas, mais dinheiro, mais recursos, mais corrupção, mais violência, mais dinheiro público para o combate, compras e recursos, mais corrupção, mas violência dos narcos, mais violência policial, mais necessidade de produção de drogas, mais corrupção, etc, etc, etc.

A grande questão que subsiste é quase óbvia: O combate e controle de ações criminosos que envolvam um PIB tão grande não se faz lá na ponta, quando o produto já está pronto, embalado e muitas vezes, no "mercado". Não se interrompe essa cadeia produtiva na escala varejista, ainda que TVs e jornais publiquem que as "operações militares", as ocupações tipo "UPP" sejam a solução para a "pacificação" de comunidades e regiões!
Não são!

Se mantidas intactas as estruturas de financiamento e lavagem do dinheiro do tráfico, as operações de produção, transporte e comércio só mudam de lugar, e pior, em alguns casos, como o mexicano, partem para um confronto que o Estado está fadado e perder, e com ele toda a sociedade para a qual ele deveria funcionar como ente garantidor. Com a corrosão da percepção da sociedade da capacidade do Estado em cumprir esse papel pelos atores sociais, teremos a anomia, o vale-tudo, ou seja, o fim!

Os jornais, e meios de comunicação que festejam, quer por ignorância, quer por cinismo, ou ambos, as polítcas desastradas de combate ao tráfico de drogas, enquanto "protegem" sigilos bancários e fortunas angariadas de forma suspeita, mas que posam bem nas páginas colunáveis, são cúmplices da tragédia que assistiremos acontecer sob nossos narizes.

Para se combater o comércio de drogas é preciso acabar com o principal argumento que o justifica: O lucro! E o lucro, senhores, está menos em favelas ocupadas por "Unidades de Propaganda Pacificadora", e mais em gabinetes e escritórios luxuosos e climatizados, onde a polícia e a Justiça fariam um tremendo estrago sem dar um único tiro de fuzil sequer, sem helicópteros, nem caveirões.

Em nenhum lugar do mundo, em qualquer tempo da História a intervenção estatal nas variáveis: demanda(nesse caso, os narco-consumidores)e oferta( os narco-produtores)em qualquer mercado deu certo: Desde a tentativa de planificação econômica estatal comunista, até a produção de bens culturais não-autorizados("piratas"),a venda de fármacos(descontrole de instalação de farmácias), comida, etc, etc.

A única chance de obter alguma regulação é alterar as possibilidades de ganho, quer seja pela ação tributária(impostos), quer pela ação direta, com o oferecimento dos mesmos bens por valores subsidiados, ou alterando a composição de "preço final", com encarecimento das obrigações fiscais trabalhistas, dentre outras medidas, e ainda assim, se essas medidads forem acompanhadas de uma estrutura legal-normativa-fiscalizadora capaz de impedir a migração dessas atividades para informalização ou ilegalidade.

Como nossa sociedade não parece inclinada a permitir a legalização desse comércio de drogas, resta atingir seu "coração": O bolso!

Mas como esgoto que embaixo da terra não dá voto, atacar a violência em seu berço financeiro esplêndido também não dá, e ainda tira possibilidade de financiamento de campanhas respeitáveis!

Sai mais "barato" e dá mais voto desperdiçar vidas humanas, inocentes ou não!

Ahhhh, e é claro: vende mais jornal e notícia, por que afinal, você já imaginou a transmissão, ao vivo, de uma operação de combate à lavagem de dinheiro, com a análise monótona de milhares de documenos, cruzamento de contas, dentre outras coisas? Sem um tiro, sem sangue, lágrimas ou desfiles militares das forças policiais? Claro que não!

domingo, 25 de julho de 2010

Humor de lama.

Propagandas de motéis, enviada pelo nosso colaborador Renato Azeredo.

sábado, 24 de julho de 2010

O movimento, a oportunidade e os oportunistas!

Ao longo dessa semana, repetimos uma tecla que já está gasta. A necessidade dos partidos políticos encontrarem uma agenda comum para que as questões partidárias se transformem em questões de Estado, e ultrapassem os governos e frutifiquem em ações que beneficiem toda a cidade, e não só parte dela!

Temos uma chance ímpar, embora tenhamos que afastar o fatalismo recorrente. Não há momentos derradeiros, nem revelações. Política é processo, com erros, acertos, idas, vindas, quedas e recomeços.

Nesse caminhar, as verdadeiras chances são aquelas que escolhemos.

Um grupo de pessoas se deu ao trabalho de repercutir a reunião da quarta-feira última, e entre ceticismos e cinismos, colhemos algumas considerações que nos ensinam um pouco do gênero humano.

Há as raposas, para quem as uvas sempre estarão verdes. Não importa o que façamos, eles nunca farão nada, mas sempre dirão que o resultado poderia ser melhor!

Há os parasitas ou oportunistas, que em muito se assemelham às raposas em caráter, mas vão um pouco mais adiante, e são capazes de unir esforços, desde que tenham a certeza de que farão parte do grupo vencedor!

É mais ou menos como chamar um amigo para jogar bola, e antes que se diga onde, quando e as regras do jogo, ele pergunte: Só jogo se Pelé, Garrincha, Romário, Leandro, Júnior, Zico e etc, estiverem. Eles jogarão?
´
Esse é o espírito de boa parte dos críticos do movimento Pró-Campos. Eles não se interessam pela possibilidade de debater e apresentar alternativas para a cidade. Eles querem a certeza de um "resultado", que muito embora, caso sejam perguntados, não saibam muito bem o que fazer caso o consigam.

Mas tudo isso está dentro do previsto, pois não há churrasco sem moscas, nem oportunidade sem oportunistas!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Observatório de lama: Dossiê PIG!

Bom, eu não morro de amores por Hugo Chávez e seu estilo "bolivariano", embora não engrosse o coro conservador que enxerga em toda iniciativa populista um inferno de ações diferentes das "boas intenções" dos polidos senhores de Wall Street!

Mas nesse "novo" trelêlê entre Colômbia e Venezuela e as Farc eu pergunto:

Ué, não seria trabalho do presidente da Colômbia, o Rambo Uribe deter as guerrilhas em seu território, e não "exportá-las"?

E ainda assim, se depois de fora do país, não seria problema do menino colombiano de recados da CIA, impedir que retornassem?

Não deveria ser o Hugo que deveria estar reclamando?

Pois é, eu devo estar ficando meio lelé da mufa.

Entrevista!

Pequeno bate-papo com o prefeito-clone, da cidade-clone-planície-paralela.

Blog: Senhor prefeito, caso o senhor não fosse político e advogado, qual seria a sua profissão?
prefeito-clone:  Pediatra ou padre!
Blog: Senhor prefeito-clone, qual é sua ideologia política?
prefeito-clone: O comunismo, é claro!
Blog: Senhor prefeito, qual é sua manifestação cultural predileta, música, teatro, cinema?
prefeito-clone: Contar histórias!
Blog: E qual sua história predileta?
prefeito-clone: O lobo mau e chapeuzinho vermelho!

Samba-funk, esquina paranóia-delirante!

Campos, 40 graus,
Cidade-planicie,
purgatório da vergonha
e dos maus!

Onde moram os ratos!

Bom, que o topogiggio Marcel é um tipo de roedor ninguém mais tem dúvidas! A surpresa é o local onde ele resolveu fazer ninho.

A dimensão paralela. A cidade-clone!

Em uma cidade muito longe daqui, mas bem parecida com a nossa, em sua geografia, seu povo e sua política, havia uma incrível desordem institucional. Era a cidade-clone!

Depois de 06 anos, houve sete prefeitos, e volta e meia, policiais e operações mobilizavam essa cidade-clone, nessa dimensão planicie-paralela!

A mídia era um caso à parte: Totalmente dócil aos dois grupos que se digladiavam pelo poder. De um lado, a "mídia chapa branca", sobre quem pesava a desconfiança de ser propriedade de um determinado "chefe politico" local, e do outro lado, um outro grupo de mídia, que fazia o tipo jornalismo de programa, ou seja, dava(a matéria) para quem pagasse melhor!

A sociedade nessa cidade-clone também fazia "sua parte".Viciada por bilhões e bilhões de reais, oriundos da exploração de uma riqueza local, adormecia entre cúmplice e vítima de um processo de pauperização da cidade e concentração de renda nas mãos de uma elite grotesca!

Mas eis que, em um belo dia, a Justiça resolveu dar uma chance aquela cidade-clone, naquela dimensão planície-paralela.

Assumiu a prefeitura, no lugar daquela que teve seu mandato anulado por ter tomado "dopping político", e desequilibrado a competição eleitoral, o seu cunhado.

Esse cunhado era um caso perdido. Pesava sobre si a estranha situação de ter se defendido de acusações de pedofilia, que ninguém lhe imputou, mas que ainda assim, ele disse que tudo fora feito por um clone!

Quis a Lei que ninguém entrasse em sua vaga na Câmara, e desta feita, a cidade-clone-planície-paralela poderia assim começar pela Câmara uma faxina inédita de métodos e nomes da política daquela cidade, naquela dimensão paralela. Instaurar CPIs, rever contratos e concessões, enfim, fiscalizar e imobilizar o descaramento do (abuso)do poder Executivo.

Mas aí veio a surpresa, ou pior, a surpresa era nenhuma surpresa. Fiéis aos pactos de cumplicidade que firmaram e os uniam em beneficiários de um modelo que nunca mudou nada, mas só alternou seus pilotos, os vereadores de "oposição" diante da tarefa de varrer do mapa aquele grupo que destruira a cidade,e iniciar, quem sabe, um tempo de boa governança, quedou-se de joelhos, e foi entregar ao prefeito-clone, da cidade-clone-planície-paralela, sua lista de compras!

Observatório de lama: Dossiê imprensa na planície!

Destaque para a "manchete" da semana:

"Oposição entrega lista de reivindicações a Nelson Nahim"!

Leiamos:

Oposição entrega lista de compras e preços a nelson nahim!

Chorando na cova errada!

É lógico que o dr edson, fiel escudeiro da ex-prefeita rosângela (adhemar)de barros quer a vaga na Câmara. Mas a julgar pela insuficiência jurídica de seus argumentos, não é de se estranhar que esse, e o ou outro (des)governo que o ilustre médico representa, vivam à tapas com a "dona Justa".

O cumprimento ou não do regimento, a sua convocação ou não, não é matéria eleitoral, meus caros, portanto, a resposta do ilustre magistrado consultado tem tanto valor como uma nota de três reais!

O foro para arguir o descumprimento ou cumprimento do regimento e da lei Orgânica municipal, de acordo com o interesse de quem pede, é outro, senhores!

Eu pergunto: Se há certeza de quem um direito líquido e certo foi violado, por que o futuro-ex-quase-parlamentar não recorre ao remédio constitucional da segurança em forma de mandado, e encerra essa lenga-lenga?

Ora, ora, ora, justamente porque eles não têm certeza! Simples, não?

E aí, criam os factóides, e tentar empurrar suas "teses" goela adentro do presidente atual da Câmara e da opinião pública.

Mas como minha vó já me dizia: "muito peido é sinal de pouca merda!"

As boas intenções e o inferno!

Leiam aqui embaixo, um trecho de um texto do Hamilton Garcia, coronel do pequeno feudo denominado Movimento de Controle Social, seja lá o que isso queira significar. Depois do texto, algumas de nossas considerações:

"

O controle social da política local, destarte, necessita avidamente de uma pauta nacional que substitua a anemia dos partidos, como se viu no protagonismo de rede da Lei da Ficha Limpa, que, independentemente de seu resultado final, mostrou essa necessidade de ligar o local ao nacional como modo de promover efetivamente a cidadania política.
A ideia da democracia participativa, em países com as características políticas do nosso, assume um caráter diverso daquele verificado em países institucionalmente maduros. Não se trata apenas de romper os limites aristocráticos das instituições liberais através de uma ação direta da cidadania, mas de instituir uma forma específica de controle do corpo político que o impeça de manipular o voto popular por meio da corrupção de Estado semi-institucionalizada.
Sem uma reforma política ampla, geral e irrestrita, os ensaios de controle social do poder local que surgem no país correm o risco de perderem o impulso em meio à poderosa barreira institucional legitimada pelo voto popular, que garante às neo-oligarquias o controle sobre o Estado, em seus diversos níveis, a despeito das ações localizadas, tênues e restritas da Justiça brasileira e de outros atores sociais e institucionais de boa índole.
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Hamilton Garcia de Lima é cientista político e professor do LESCE-CCH/UENF-DR (Laboratório de Estudo da Sociedade-Civil e do Estado – Centro de Ciências do Homem/Universidade Estadual do Norte-Fluminense – Darcy Ribeiro). 

NOSSOS SINGELOS COMENTÁRIOS

Como assim, controle social, pauta nacional para substituir a anemia dos partidos? Que anemia? Só se for a anemia da direita representada pelo PSDB, DEMOS e o PPS(que goza da simpatia do controlador)!Vamos fazer política sem partidos, é isso? Aí eu pergunto, quem controla os controladores?

Será que alguém estuda tanto, se torna doutor, com nosso imposto de renda e outros tributos, para depois tentar me convencer que há algum movimento político eivado de boas intenções e despregado de qualquer sentido ideológico ou interesse?

Pelamordedeus, que tipo de "contrabando" teórico é esse?

Será que o nobre doutor entende que o movimento ficha limpa(de cunho fascista e moralóide)está desvicunlado dos mesmos interesses que movimentam partidos e outras esferas de poder da sociedade? Ou será que ele não enxerga que em um país onde só tem ficha suja quem não tem dinheiro, esse instrumento é mais um filtro para impedir que se exerça a Democracia, embora à primeira vista, e com auxílio de editorais do PIG, achemos tudo lindo e maravilhoso? Será que não enxerga que embora gostemos de cassar candidaturas de adversários, e taticamente isso nos favoreça, o que está em jogo é uma garantia constitucional caríssima ao Estado Democrático de Direito?

Se não for só cisnismo(*), é caso grave de internação!

Mas nada temam. O doutor não precisa de médico!
Para nos mostrar como funciona sua tese, o Movimento do Hamilton irá propor um DURO controle nas contas e obras de seu amigo reitor da UENF.

Porque meu pai(que não é doutor)me transmitiu que o EXEMPLO não é a melhor forma de ENSINAR, é a ÚNICA.

PS:

Ahhh, e antes que me acusem de intolerância, eu confesso: Sou intolerante. Poderia ser tolerante com quem não teve instrumentos e meios para enxergar a realidade. Mas nunca poderia ser tolarante com quem se reveste do manto sacralizado da ciência para proferir asneiras desse tipo! 

(*) cisnismo- neologismo que mistura cinismo com a doença do cisne: a vaidade!

Duplo crime: dupla punição!

Nosso ordenamento pátrio veda o bis in idem, ou seja, dupla punição por um mesmo crime. Mas esse aqui não é o caso. Trata-se de, como gostam os jurisconsultos, de um concurso material de condutas.

O programa página esncancarada, e chapa-branca, ancorado por um ainda-secretário, um quase-radialista e um ex-jornalista, comete duas infrações graves, pois viola duplamente uma concessão pública que lhe foi outorgada.

Sim, meus caros, rádio e TV são concessões públicas, e não feudos de comunicação, onde se faz tudo que se pretenda.

O citado trio de patetas desrespeita um espaço considerado "educativo", criado para "ensinar" a futuros radialistas como se DEVE fazer jornalismo nesse veículo!

Alguém imagina que a repetição ad nauseam da propaganda governista, sempre às sextas-feiras, por um secretário que já conclamou a população a desordem e ao terrorismo(quando pretendeu impedir o embarque de petroleiros pela questão dos royalties) cumpre esse papel?

Onde estão a fiscalização de radiodifusão, e o Ministério Público?

Vão deixar que cometam os mesmo abusos de poder econômico, e tantos outros abusos, para depois então anularmos mais um eleição?

Como se não bastasse toda essa esdrúxula situação, o fato se agrava pela relação econômica existente entre o poder público municipal e a instituição de ensino que abriga a "rádio educativa", através do programa de bolsas, que nada mais é que a privatização descarada dos prejuízos causados pela incapacidade dos reitores e diretores gerirem suas entidades PRIVADAS de ensino!

Temos patrocínios privados camuflados de apoio cultural, e toda a sorte de excrescências.

Por derradeiro, ao fim dessa jornada matinal de infrações, os três patetas partem para a defesa do setor escravagista canavieiro local, repercutindo uma suposta reclamação dos fornecedores de cana pelo aperto fiscalizatório promovido pelo Estado, através da Operação Barreira Fiscal.

Que fique bem claro: SOMOS PELA ATIVIDADE CANAVIEIRA E SUCROALCOOLEIRA, SEMPRE, desde que respeitados os DIREITOS DOS TRABALHADORES E O RECOLHIMENTO DEVIDO DE IMPOSTOS E OUTRAS OBRIGAÇÕES, INCLUSIVE AMBIENTAIS.

Defender um lider de classe patronal que responde por diversas infrações e que pode ter que responder por crimes análogos a escravidão em suas terras e de outros fornecedores a ele ligados, e acusar os policiais que trabalham na Barreira Fiscal de "perseguição" ao setor, é de uma leviandade sem limites, até para eles, que não conhecem limites, muito menos o da Lei. Emolduraram os comentários com: " O fulano é gente séria, equilibrado". Putz! Equilibrado, desde que não tenha que pagar impostos e respeitar os direitos trabalhistas!

É preciso que se diga: Toda ação policial ou de fiscalização do Estado, entendida em seu sentido amplo(lato sensu)é persecutória sim, resta saber se legítima ou não, e aí as distorções devem ser tratadas como tais, e não podemos generalizar para impedir o Estado de cumprir seu papel de tributar, que enfim, é a sua função precípua! 

Eu pergunto: se é para utilizar lugares-comuns e comentários simplistas para defender atividades que escravizam(e em alguns casos, MATAM) trabalhadores, acabam com o meio ambiente e não pagam impostos, por que não defender o "fantasma da favela"?

Ahh, deve ser uma questão de classe, só isso!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Revolução? Nos c... dos outros é refresco!

Eu nem sei se estou anacrônico, e isso é bem possível. Ainda acredito em coisas em desuso, e em outras que parecem raras. O bom senso é uma delas.

Logo, esperar que um movimento político, que têm a missão de juntar cacos políticos de partidos que até 30 segundos atrás e por 20 anos, se esconderam e escorreram pelos ralos de nossa vergonhosa história, que se unam instantaneamente, como por milagre e que todos entoem cânticos revolucionários e abandonem sua memória recente é desconhecer os sentidos de qualquer lógica!

Política se faz no caminhar, e desde já afastemos o pragmatismo cínico, mas tampouco bebamos na fonte dos delírios de propaganda!

Não é à toa que a ex-URSS deu no que deu, e o legado do chamado comunismo revolucionário seja uma Rússia violenta, alcóolatra, mafiosa e que dizima opositores! História, senhores e senhoras, é irremediável! Fatos, senhores e senhoras, refutam manipulações!

Esse pessoal que nunca sacrificou nada em nome de qualquer coisa, e sempre viveu de oportunismo sindical e do aparelhamento dos movimentos sociais, junto com "lideranças estudantis" que vivem de "mesada" de esquemas políticos e clãs tradicionais, vêm nos chamar às falas, e empregar um tom professoral.
Ora, tenham paciência!

Eu continuo achando que inclusive eles são bem-vindos, e sou capaz de exercitar a tolerância em nome de objetivos maiores, mas alto lá:
O que não existe em poítica é idiota. Não queiram criar "argumentos" para justificar sua inoperância e incapacidade de sensibilizar quem quer que seja!

Perguntamos diretamente: Que autoridade moral tem o PCB, ou o topogigio Marcel para questionar a dinâmica de qualquer processo democrático?


Que biografia revolucionária têm os companheiros?

Ah, já sei, vai ver confundem cara feia e gritaria com seriedade, e símbolo de boutique com bandeiras hsitóricas.

Menos, companheiros, menos, quando vocês trazem o milho, já cagamos a pipoca há muito tempo!

Já sei, Amaro Sérgio para prefeito, e Marcel para vice!

Ipsi literis.

Do blog do Félix Manhães

quinta-feira, 22 de julho de 2010


A REUNIAO NA AIC


Estivemos ontem na reunião da AIC. A intenção era estar lá só para ouvir. No entanto, citados, resolvemos meter o nosso bedelho. O tempo da intervenção em 3 miguados minutos, cronometrados com o devido rigor pela parlamentar presente, pouco deu para se mostrar o pensamento das pessoas presentes. Alguns efusivamente aplaudidos por que acreditavam piamente na eficiência do movimento, outros tiveram com resposta, como no meu caso, a um sonoro silêncio, porque as palavras não foram aquelas que realmente muitos gostariam de ouvir.

Agora, logicamente acomodado tranquilamente e de mãos dados com o mouse, fica mais fácil tentar dizer o que pensamos sobre esse movimento. Ele é excelente e deveria ter acontecido há mais tempo, talvez sempre e paralelo ao discutido muda campos, hoje um mau falado em sem conserto jovem de apenas 20 anos.

Deixou-se por muito tempo esse movimento caminhar sozinho, sem o devido contraponto por parte da sociedade. A população eleitoral foi deixada de lado e só lembrada ou provocada, de 4 em 4 anos, já que tinha sido convencida desse movimento contra as chamadas "elites". Mas essa mudança não aconteceu e como manter no seu canto essa força invisivel de votos e vozes.

Líderes comunitários combativos e propositivos que poderiam incomodar, foram "convencidos" com um DAS e a partir daí, funcionavam como meros despachantes dos bairros que representavam e apenas reguladores das demandas sociais daqueles que o tinham como suas lideranças.

Líderes de movimentos sociais, aí incluindo as sindicais foram muitas delas também cooptadas e o aplauso e concordância foram a tônica desse longo período. A cidade que era pobre ficou milionária, sem no entanto pegar para si a missão de melhorar a vida população, pois melhor que ficasse pobre, sob pena de deslocar da barriga para o alto da cabeça o seu dispositivo de pensar. Muitas vozes emudeceram. Depois outros métodos para acalmar essa mesma força teriam que ser produzidos. Eram as pirâmides que intermediavam a insatisfação do eleitor estabeleciam a ponte com o robusto cofre oficial. E eles eram "convencidos" de que tudo iria mudar nos próximos quatro anos, porque novos arautos da "verdadeira mudança" teriam que para isso chegar ao poder. Era trocar o antigo pelo mesmo.

O movimento caminhou pro lado e deu no que deu, nem se precisa comentar. Basta dar uma chegada nos arquivos dos matutinos da cidade, mesmo aqueles fiéis a seus patronos.Sete prefeitos em 6 anos, avião preto lotado, chefes do executivo afastado pela justiça e depois retornados ao cargo por que fora convencida de que uma liminar era o remédio provisório até que se tivesse certeza ou não de que havia se equivocado quando se defrontara com o texto legal que provocara o afastamento.

Chegamos ao fundo do poço, mesmo para aqueles que usam os métodos não republicanos para a sua permanência no poder. O custo hoje é muito alto por que os "convencíveis" aumentaram o seu preço e a contrapartida da garantia da permanência no poder por 4 anos já não mais se tem.

É uma boa iniciativa, é maravilhosa. Já deveria ter acontecido há mais tempo. Hoje, embora acreditemos que não seja, pode ser rotulada de oportunismo ou manobras aliancistas de bastidores. No entanto, esse tipo de movimento ele é contra outro que tem a idade de 20 anos e não pode se exigir dele resultado imediato. Nada de ansiedade ou açodamento. É necessário que se reaproxime da população, mesmo com a face ruborizada, mas com a capacidade de reconhecer possíveis omissões e/ou equívocos. Muitos de nós, atores dessa caminhada cívico-democrática teremos que explicar por onde e com que andamos ao longo desses vinte poucos anos. É necessário que novas e mais pessoas se aproximem para dar robustez e sustentação ao movimento. Entidades religiosas e de classe também tem que ser convencidas de que podem e vem caminhar junto. Há a necessidade de que se desloque da pedra para as comunidades e tentar explicar que apesar desse silente comportamento, há um outro modo de se relacionar com elas e que os seus nativos devem e podem tomar parte da administração viva dessa rica cidade, desfrutando das suas riquezes e não ficar à espreita das migalhas que vão cair da mesa oficial de quatro em quatro anos.

A contribuição não é muita. Pode ser meio ácida, mas estou dentro. Nosso destino é nossa escolha!

Oposição vai "às compras"?

Impedida de se manifestar pela natureza das propostas apresentadas pelo movimento Pro-Campos(transparência no uso do dinheiro e interesse público acima dos interesses de grupos e apaniguados), uma vez que não "pega bem" se opor a temas com essa relevância, boa parte da mídia tentou pautar(mais uma vez)a cena política.

A bola da vez é uma suposta entrega de pauta de reivindicações ao prefeito-clone pelos vereadores da oposição.

Se isso de fato ocorreu, só revela a incapacidade dos parlamentares de enxergarem o "jogo" em sua amplitude, e na total subserviência que têm em relação a repercussão dos fatos pela mídia, sem se importar com a coerência por detrás de seus atos.

Ora, qualquer entrega de pauta de reivindicação requer uma negociação, onde cada parte envolvida entregará ao outro algo prometido.

Pergunta-se: 

O que a oposição espera de um governo que repete o modelo que perdura há 20 anos, e que afundou nossa cidade?
O que a oposição espera de um governo cuja "eminência parda" vem das trevas da Campos Luz, onde se manteve contratando obras pelas quais assinava como responsável técnico, e que manteve TODAS as empresas envolvidas no escândalo ALTA TENSÃO?

Perguntamos enfim: E se o prefeito-clone atender a "pauta" da oposição? Não lhes importa como serão realizadas essas obras e projetos, ou seja, com o mesmo "modelo" obscuro de gastos que temos assistido?

Ou será que subitamente, os ingênuos vereadoresa passaram a crer que o prefeito-clone representa uma ruptura com tais esquemas?

Deve ser por isso(para não constranger o prefeito-clone)que na "lista de compras dos vereadores" não se lê nenhuma alusão ao cumprimento da Lei que determina a pubicação de todos os gastos e execução orçamentária de forma detalhada na internet, ou qualquer outro meio de para utilizar nosso dinheiro de forma transparente!

Parece que a oposição desconhece que ter espírito cívico e lutar pela paz institucional requer o entendimento anterior de que no processo democrático é preciso demarcar as diferenças de forma contundente, sem que isso seja confundido com a política do "quanto pior, melhor".

Quem deseja adotar posições dúbias, com medo de ser rotulado por suas atitudes, é porque não confia nos próprios princípios, e estará condenado sempre a ser jogado na vala comum, pois afinal, se todos se parecem, por que mudar?


Erros grosseiros como esse, para agradar o desejo de determinados veículos de posarem como mediadores e fiadores de "posições políticas" do "acerto" ou do "arrego", deterioram qualquer tentativa de explicar à população o que se pretende de verdade.

Se é que se pretende algo!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

É hoje, e todos os dias: Nosso destino é nossa escolha!

Na Associação de Imprensa Campista, às 19 horas, a reunião Pró-Campos. Juntos, mais uma vez, os partidos que pretender lançar uma plataforma comum para governar essa cidade para o benefício de todos, e não apenas de alguns!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Quando a liberdade de imprensa estupra a Democracia!

Nenhum valor é absoluto. Nenhum princípio caro ao Estado Democrático de Direito também o é. Nem o direito à vida, consagrado como inviolpavel em nossa CRFB/88 é flexibilizado em tempos de guerra, e nos momentos de legítima defesa.

Logo, a tese de que a liberdade de imprensa deve ser levada às últimas conseqüências, sem que a sociedade civil e o Estado possam mitigar esse princípio e controlar os excessos é uma falácia que está na origem  dos males de nosso sistema político.

Em Campos dos Goytacazes, essa distorção é mais gritante. O círculo vicioso que aprisionou a cena política e partidos ao achaque e ao assassinato de reputação feito pelo jornalismo marrom, que depois "vende" soluções e apoios, a preço do ouro das verbas e contas públicas de publicidade, se fez em "carne e osso" nas sentenças judiciais que condenaram parlamentares e a prefeita por abuso de poder econômico.

Ainda que a lei de improbidade não tenha sido considerada para impedir que esses veículos sejam impedidos de contratar com o poder público, e ou receber qualqure verba pública, ainda que por terceiros, no tempo que durar a suspensão de direitos políticos, cabe ressaltar que essa relação espúria não ficará mais escondida.

É estranho que haja abusadores de poder econômico(arnaldo, rosinha e garotinho, por exemplo)e  os veículos que serviram como meio e fim desses abusos sejam mantidos incólumes e à salvo da Justiça!

Se há políticos que usam do poder econômico para turvar a escolha dos eleitores e desequilibrar o pleito, o fazem com a cumplicidade dos meios de comunicação que abusam de suas outorgas e concessões. Logo, mais um circulo: o pasquim protege o rei, que financia o pasquim, que fala bem do rei!

Os partidos políticos que se reúnem amanhã na AIC, às 19 horas têm uma chance ímpar de colocar a imprensa em seu devido lugar:observador e repercutidor dos fatos, e só!

Infelizmente, por aqui, em nossa planicie lamacenta, os jornais, TVs e rádios criam versões que depois se esmeram para que se autorealizem, empurrando goela adentro do eleitor seus interessses escusos!

Não se trata de ignorar a importância da imprensa livre.

Mas liberdade sem limite é tão opressora quanto a falta de liberdade!

Campos: Nosso destino é nossa escolha!

O movimento, os vícios e os paradoxos!

Todo movimento político suscita paixões, adesões e resistências. Mede-se a sua repercussão pelos fatos que gera, os agentes que o integram e pelo apoio ou indiferença de determinados setores.

Não temos dúvida: O total silêncio do jornalismo-canalha da planície lamacente, personificado em veículos que, recentemente, estiveram nas sentenças judiciais como instrumento de abuso de poder econômico que suspendeu direitos políticos e mandatos, é sinal de que o movimento tem boa origem. Afinal, diga-me com quem andas, e direi quem és!

Não será pautado por folhas ordinárias o movimento, isso está mais que claro!

Outro ponto que revela o incômodo e a capacidade de provocar ressentimentos, em consciências pesadas pela inércia e inaptidão de assumir responsabilidades frente a cidade, é o silêncio de alguns blogueiros, até agora incompreensível, haja vista que esse era o questionamento desses setores: que a blogosfera nunca foi capaz de interagir com a esfera pública de debates políticos, e mobilizar o que quer que fosse!

Agora está aí, e o silêncio é ensurdecedor!

Já outros blogueiros pretendem "assumir" o papel de semeadores de boatos. Ótimo, qualquer repercussão é melhor que nenhuma. Mas seria muito melhor que esses ótimos quadros da blogosfera se achegassem, pois tem espaço para todos, e todos de bem são bem-vindos.

Não precisa ficar falando do "cardápio" das reuniões como fazem os "colonistas de fofoca social". Entrem e fiquem à vontade, e construam suas opiniões com impressões retiradas dos eventos, e não de insinuações.

Assim temos os mesmos vícios que acometem movimentos desta envergadura, e paradoxalmente é a indiferença de uns, e o açodamento boatista de outros que nos dá a dimensão que o "troço" está incomodando!

Nosso destino é nossa escolha, e cada um vai escolher o papel que quer desempenhar, e a sociedade, uma hora ou outra vai cobrar a fatura de quem faz papel de joão-sem-braço, ou da raposa com as uvas sempre verdes!

Sejam todos bem-vindos, como dissemos, tem trabalho para todo mundo!

Dia, local e a razão!

É na quarta-feira, dia 21 de julho, às 19 horas na Associação de Imprensa Campista, a reunião dos partidos que estarão reunidos sob uma mesma agenda comum de boa governança dessa cidade.

Campos: Nosso destino é nossa escolha!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Dossiê de lama:Jornalismo na planície, "imprensa" que dá anúncio!

Um dos truques mais manjados do jornalismo de achaque brasileiro, "cacoete" herdado de seus pares estadunidenses, é criar escândalos, achincalhar reputações para angariar "anúncios", uma forma "heterodoxa" de conferir ao atingido uma espécie "torta" de contraditório.

Quem não paga, vira manchete!

É no mínimo estranha a postura de um certo grupo de comunicação com uma empresa concessionária de depósito judicial a administrativo de veículos, a Pátio Norte!

Em sua franquia semanal, o grupo desce a "marreta", para em suas folhas diárias publicar anúncios!

É a boa e velha prática de criar dificuldades e "vender" soluções. Como manda o manual da burocracia estatal que eles dizem tanto odiar!

Agora a pergunta é: Por que o grupo do Pátio Norte resolveu "ceder" a tais "chantagens"?

Que tipo de interesse se movimenta por detrás desse negócio, que "mobilizou" órgãos de imprensa, deputados estaduais da capital que "representam" empresas concorrentes, e jornalistas-de-aluguel?

Em breve, esse blog vai esmiuçar os bastidores dessa saga de amor, ódio e dinheiro na planície lamacenta.

E creiam, meus caros leitores: Tudo por aqui, quase nunca é o que parece, e nem sempre somos assim mesmo!

É para rir?

Não sou marionete, não sou traidor, quem sou eu, quem sou eu? Sou o clone! Se não fosse trágico, seria até engraçado!

O melhor é que entrevistas desse tipo reforçam a "credibilidade" de qualquer veículo. Será que pediram exame de DNA ao entrevistado, afinal, pode ser uma das cópias-replicantes que ele usa em caso de "emergência"!

Na próxima quarta!

Acontecerá a nova rodada de debates e negociações dos partidos que se unem para retirar Campos dos Goytacazes do lamaçal no qual se encontra.

Campos: Nossa destino é nossa escolha!

sábado, 17 de julho de 2010

Dossiê de lama: As famiglias de Chicago!

Os clãs e seu modus operandi.

Para entender a atividade das famiglias de Chicago, primeiro é bom enumerar os pressupostos da atividade organizada:

1. Todas as famiglias tem uma estrutura hierárquica verticalizada e rígida, com códigos de honra, julgamento e castigo definidos;

2. As famiglias possuem diversas ramificações em diversas atividades, e cada uma dessas células possui certa autonomia de ação, embora nunca se insurja contra o poder central da famiglia;

3. As famiglias atuam têm base territorial definida, embora seus negócios transcendam esse terrritorialidade, tanto para aumentar a "escala" dos negócios, como para confundir opositores e autoridades;

4. Têm uma enorme rede de lavagem e legalização de seus negócios;

5. Possuem enorme influência e manipulam entes e órgãos estatais direta ou através de prepostos.

6. Atuam fortemente junto a verbas públicas e negócios de Estado.

Esses requisitos básicos se aplicam a todas as organizações que se estabeleceram em Chicago, e cada famiglia, com mais ou menos influência(de acordo com sua capacidade econômica e seu poder político)atuam de forma semelhante, e não seria errado supor que toda instabilidade que Chicago vive é conseqüência do embate que travam entre si, uma vez que ainda não houve um grande consegliére, ou um capi dei tutti capi que unificasse e pacificasse todos os clãs.

Alguns meios de comunicação e seus sabujos parecem enxergar na "interinidade" de um desses lugares-tenentes, com inclinações por meninas impúberes, a possibilidade de pacificação desses clãs. Afinal, esse "interino" transita entre todos os clãs, por ter relações "intimas" com todos eles!

Assim, a promiscuidade se retroalimenta em relação de causa e efeito. Como em toda saga desse tipo: sexo(escândalos e anormalidades)poder e dinheiro, com mútua proteção que impede que venham à tona os segredos de alcova e gabinetes.

Essa é outra característica da ação das famiglias: Contam com poderosos meios de comunicação para transmitirem "recados", atacarem reputações de desafetos, e enfim, fabricarem versões como se fatos fossem.

Em Chicago, há grupos que operam grupos de comunicação diretamente, outros "terceirizam" a grosso soldo as suas páginas marrons, em preto e branco. E dizem desdenhando: Não tem jeito, SOMOS ASSIM mesmo!

Os clãs e os sindicatos!

Um dos setores caros às famiglias é o controle de sindicatos de áreas sensíveis; Transportes, luz, dentre outros.

Uma das famiglias mais importantes de Chicago tem em seu patriarca, ou o seu Don, importante liderança do setor sindicalista de luz e força, que multiplicou influência e capital com a venda da docilidade dos empregados, que lhe rendeu patrimônio que se confunde com o do sindicato, com academias, empresas, rádios comunitárias em distritos de Chicago, todas sob controle do Don e de seus herdeiros.

Esse clã, como não poderia deixar de ser, passou a atuar na esfera pública: Com a eleição como parlamentar do Don, cresceu sua esfera de influência e capacidade de manipular as verbas públicas, coincidentemente no setor de energia e iluminação pública. Na empresa pública Chicago Luz.

Dos quase 40 milhões que angariou em menos de dois meses, parte bancou suas despesas e realimentou os empresários-amigos, o silêncio de detratores, a fidelidade de sua "milícia particular", e até a cumplicidade de possíveis oponentes, que, paradoxalmente, são financiados por esse esquema.

Outras investigações que seguiam seu curso em fundações "menores", onde uma sobrinha atuava, pararam, tudo sob o beneplácito de transferências de policiais e pressão sob promotores e juízes. Pressão vinda do gabinete do governador de Illinois, onde se situa Chicago!

Assim, as investigações sobre o clã contaram com a má vontade, estranhamente, daqueles que deveriam querer o contrário, em um acordo híbrido e de natureza obscura, onde todos os rastros levavam a um lugar comum.

Na época, em Chicago, embora nunca tivesse sido citado em qualquer investigação, o Don, como compete a um patriarca, ou a um Capo, saiu ao ataque, "cuidou" dos seus, que, prontamente, assumiram toda e qualquer responsabilidade, em troca de bons advogados, que não por coincidência seriam depois indicados em cargos públicos em uma Fundação a FENOSUL, dentro de uma Universidade, patrocinados pelo próprio clã.

A imprensa tratou de protestar, e dizer que um homem velhinho e indefeso não poderia ser alvo de tamanho incômodo policial, como se o desvio de 40 milhões das crianças e doentes se tratasse de um "crime menor".


A famiglia e seus soldados.

Como não poderia deixar de ser, o clã tem seu braço armado, disposto a executar e cumprir qualquer ordem de intimidação. O problema é que tais soldados, de baixo soldo e qualificação, com pouca capacidade de discernimento, passaram a extrapolar seus "mandatos" e seus "poderes".

Em ações exageradas, promoveram o terror desmedido, que levou a repulsa da própria sociedade que, hipocritamente, os tolerava.

Foi assim com o triplo homicídio de jovens em uma república de estudantes no centro de Chicago.

Dois dos soldados do clã estão envolvidos. Estão PRESOS!

Agora chega-nos a notícia de Chicago, onde saiu a condenação no Tribunal do Júri de um dos assassinos do clã.

É lógico, o Don silenciará, ou dirá que não passa de perseguição.

Mas perguntamos:

Será que todo os jurados forma implantados por "inimigos"?

Será que os "inimigos" apertaram os gatilhos e "plantaram" evidências?

Será que direi quem és, por quem tu andas?

Leia a notícia de Campos dos Goytacazes, sobre o julgamento e condenação de um rapaz, que muito se parece com a história de Chicago:

No dia 14 de julho, quarta-feira, ocorreu o julgamento no Plenário do Júri do Fórum Maria Tereza Gusmão, do processo onde Edilberto Siqueira Batista Júnior, vulgo Careca, foi acusado de tentar matar duas pessoas, Zilda Castelo de Oliveira, apelidada “Vanessa” e José Moacir Marinato. Os crimes ocorreram em 19 de março de 2009 na BR 101, Km 26, em Caxeta, tendo a vítima Zilda ficado cega de uma vista em razão dos disparos que recebera.O crime foi um dos inúmeros desvendados à época, pelo Núcleo de Investigações  e Combate aos Crimes de Homicídios ( NICCH ) que funcionava na 4 Coordenadoria de Polícia Civil  e  trabalhava em parceria com a Promotoria de Investigação Penal ( P I P ) . O Júri Popular entendeu que o réu era culpado e o condenou a uma pena de reclusão de 18 anos e oito meses, em regime fechado. Vale registro que Edilberto responde por participação em outros Homicídios e já trabalhou como segurança para diversos estabelecimentos e pessoas da cidade, inclusive para um conhecido vereador de "peso". O réu respondeu ao processo preso e ainda pode recorrer, mas vai continuar preso.

Mais louco é quem me diz!

Lá se foram os anos de 1988, 1989. Naquele tempo, um bando de muleques desembarca na Cinelândia. Dois caras que depois eu soube se chamarem Zé Dirceu e Zé Luís Fevereiro(dois "capas", como se chamavam os "luas pretas" do PT), distribuíam milhares de panfletos aos integrantes das caravanas que chegavam para o Comício do Lula que se daria no enclave Pedro Ernesto, Municipal e Amarelinho. Naquela época, coração da Brizolândia, totalmente hostil.
Nossa missão, distribuir os panfletos na SAARA e imediações. Muito mais hostil, dada a própria "geografia" intrincada de ruelas, que permitia os apupos e "laranjadas", sempre no anonimato, que o campo aberto da Cinelândia não permitia.

Lá fomos nós. A certeza no peito e a História nas mãos.

Na hora do comício, nós, da Juventude Petista, subimos os andaimes da reforma do Teatro Municipal e fixamos uma faixa enorme, que ornou a primeira página do O Globo: Campos Presente, Lula Presidente! Naquele dia, antes de nos orgulharmos das escolhas pelo Lula, nos orgulhávamos de sermos campistas. Quanta diferença para os dias de hoje! Será que eu fixaria uma faixa para me identificar como de Campos? Não sei! Realmente, não sei!

Hoje, a História mudou tanto, e tanto pelas nossas mãos, como pela de outros, mas ficou uma certeza: vale a pena acreditar, SEMPRE!

Esse pequeno ensaio nostálgico, quase um inventário pessoal, é um lembrete para aqueles que se esqueceram de onde viemos.

Há 20 anos ou mais, nos chamávamos de malucos, radicais, estreitos, fanáticos, e outros adjetivos menos nobres.


Vejo a nossa situação em Campos dos Goytacazes, vejo o ceticismo revestido de cinismo oportunista, vejo as mesmas frases: "Isso não dará certo, vocês não têm voto, não chegam a lugar algum, são "radicais".

Vindo da boca de quem vem, de quem traiu aos seus e aos próprios sonhos, eu só posso manter uma certeza:
Se eles "venceram", prefiro e me orgulho de ficar do lado dos perdedores, como diria Darcy Ribeiro!

Será que essa corja se olha no espelho e acredita que mudou essa cidade para melhor?

Que a saúde está bem?

Que a Educação condiz com o dinheiro que temos?

Que as eleições e o processo político são dignos?

Que deixaram como legado, valores e princípios que gostariam que seus descendentes praticassem?

Que depois de mais de 10 bilhões de reais existam homens-mulheres-urubus nos lixões, eles ainda acham que está tudo bem?

Eu prefiro ser "louco", e acreditar que Campos dos Goyatcazes pode ser diferente. Porém, mais "loucos" são quem me diz que tudo deve ficar como está!

É hoje!

Teremos hoje, às 14 horas e 30 minutos, a segunda rodada de debates entre os partidos que buscam uma Nova Alternativa para Campos dos Goytacazes.

Temos certeza que o movimento se amplia, e se fortalecerá a cada passo!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lamentamos!

Não tenho lá muito jeito para lidar com esses eventos, portanto, empresto a sobriedade do texto dos companheiros do Núcleo:


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Nota de falecimento

Recebemos agora há pouco a notícia do falecimento do artista plástico Marcelo Beraldi.
Marcelo, de 40 anos, estava internado no Hospital Ferreira Machado há quase uma semana, vítima de um acidente na BR-101 na madrugada da última sexta-feira quando faleceu seu sobrinho Alessandro que dirigia o veículo.
Beraldi foi membro da Juventude Petista no final da década de 80 e era muito querido entre artistas e educadores, foi animador cultural da Rede Estadual e fazia cenários para teatro.
Mais tarde informamos o local do velório e do enterro.
Nessas horas ficamos mesmo com um travo amargo na garganta e não há muito o que falar.
Segue me paz, Marcelinho...

Atualização às 17:23 :O velório será na Capela da Santa Casa em frente ao Cemitério do Caju. O sepultamento ocorrerá(aconteceu) amanhã(hoje) às 9h.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Lama cultural.

A imagem foi tratada pela Branca, nosso anjo da blogosfera.
A letra é da música do Chico. Difícil não associar, não acham?



Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava

Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço

Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, a ferro e fogo
Em carne viva

Corações de mãe
Arpões, sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sentes

Os canalhas, os imbecis, os ingênuos, eleições e política!

Toda vez que se imagina, e se tenta, organizar algum tipo de movimento que una distintas correntes políticas dessa cidade em torno do mais surrado dos princípios democráticos: O bem comum, começa a ladainha das pitonisas e cassandras.

É claro, isso também faz parte da Democracia e da publicização do debate. O que turva, no entanto, essa interlocução é a desfaçatez que esconde interesses escusos, e não traz à tona a verdadeira intenção por detrás de certos comentários e análises. Isso sim, corrói e destrói a confiança e açoda os atores políticos. Aliás, para parte desses criptoanalistas, a intenção é justamente essa, ainda que cantem suas boas intenções e a suposta "torcida" para que tudo corra bem!

Mas o nosso papel, além de repetir a crença na POLÍTICA e na discussão permanente, ainda que RESULTADOS imediatos não brotem como por milagre, unção ao atos de heroísmo, é desmascarar essa corja, então lá vamos desmontar uma por uma, cada "tese" dessa farsa, ou polidamente, falsas premissas:

1. "O partidos que pretendem debater um movimento suprapartidário para formular uma agenda de boa governança para a cidade não tem votos, portanto, estão fadados a fracassar." Nada mais FALSO. Resumir a política a eleições é de uma tacanhez mórbida, que só nos revela o porquê  de chegarmos a esse ponto de caos em nossa cidade.
Quando abrimos mão de pensarmos a cidade, seus problemas, as escolhas políticas que os administradores fazem, e uma plataforma política que privilegie toda a sociedade, e não só parte dela, alimentamos o círculo vicioso que nos condenou a ser a vergonha da nação, com 06 prefeitos em 06 anos!
Não é leviano supor que de tanto privilegiarmos o aspecto "quantitativo" da política(votos), é que as eleições passaram a valer o que valem hoje, ou seja: NADA. Ganhar eleição em Campos dos Goytacazes se tornou um esporte de revezamento, onde mandatos e votos são comercializados, e nunca uma conseqüência de capital político ou representatividade!

Antes de mais nada, é bom que digamos: ter voto é importante, mas voto a qualquer custo(e muito alto)não serve a Democracia. O que os garotistas fizeram, ao longo desses 20 anos, foi reduzir o voto a uma mero instrumento de troca. Logo, tem mais voto quem tem mais dinheiro! Essa não é nossa proposta.
Não temos máquina, nem dinheiro, é verdade. Mas não podemos acreditar, indefinidamente, que dinheiro e máquina administrativa SEMPRE serão sinônimo de votos.
Se assim for, acabemos com a eleição e adotemos a monarquia, perpetuando no poder as dinastias, sem necessidade de consulta popular!


2. "Os partidos racharão e cada um vai trabalhar para seu próprio nome". FALSO. Ter muitos nomes não significa algo ruim, e ao contrário, é uma vantagem. Se temos muitos nomes que podem representar práticas de moralidade e boa governança, sem embaraços com o Judiciário, ÓTIMO. O problema deles, os garotistas, é que lhes faltam nomes para assumir esse papel, e os nomes que têm simbolizam tudo de errado que assistimos ao longo desses 20 anos. Daí, precisam dizer, ad nauseam, que um movimento dessa natureza se esfacelará por vaidades.
Nada disso.
Trata-se de um movimento que elabore uma agenda positiva para a cidade, que devolva aos partidos a capacidade de mobilizarem a sociedade, sem negociatas e conchavos. Um nome ou vários nomes é apenas questão de tática eleitoral, que como dissemos, não encerra todas as demandas que precisamos colocar na pauta!
Que bom que tenhamos candidatos ou um candidato que assuma publicamente o compromisso de governar essa cidade com a sociedade, e não apenas para seus pares e apaniguados.
É preciso avançar e fugir a essa dictomia triste que condenou nossa cidade ao escárnio nacional!

3. "Esse movimento é antigarotinho." FALSO. Trata-se de romper com o garotismo, termo muito mais amplo que seu próprio criador, e que abrange, por certo , suas criaturas, tão ou mais nefastas que sua origem! Agora, não se pode ser ingênuo. Falar aos outros que sua forma é melhor e merece confiança, implica em apontar erros e incongruências de quem está no poder. E, atualmente, quem determina os rumos dessa cidade são os criadores do garotismo. Se queremos ser diferentes, temos que dizer onde, como e por que o somos!
Não há como fazer omeletes sem quebrar os ovos.
E riscos sempre haverá riscos de produzir inúmeras decepções. Esse é um risco permamente! Mas o antídoto é ampliar ao máximo o debate e seus participantes. Soluções exclusivistas, antipartidárias, do tipo "Cansei" e outros do gênero são na verdade, o ovo da serpente!
Quem deseja um ambiente de condições ideais de "temperatura e pressão", onde tudo sempre dá certo, e não há problemas, nem defecções ou decepções, deve, sinceramente, para de pensar em fazer política.
Esse modo de pensar que oscila entre o ingênuo autoritário e o canalha autoritário tem muito mais responsabilidade pelo surgimento de "aberrações" no processo político, pois ele parte de uma premissa mortal: A descrença no outro. E sem o outro, não há Democracia.
E por outro, não podemos entender imagens refletidas no espelho, por mais que isso seja sedutor!

domingo, 11 de julho de 2010

Cinismo nas folhas!

Na edição de ontem, de um jornal que se orgulha "do preto, e do branco", publicou em sua página 06 uma matéria interessante. Falava da proibição pelo CONTRAN da "reserva de vagas" ou "capitania hereditária de estacionamento", que órgãos, empresas, e alguns jornais, inclusive o próprio veículo que ostenta o texto, se beneficiam, em detrimento de TODO o público, que afinal, é dono do espaço público que eles grilaram por anos e anos.

Nenhuma linha sobre o fato de que eles mantinham "vagas cativas" em frente ao jornal, e muito menos, nenhuma menção ao fato de que esse blog já vem alertanto, há meses, sobre a dupla incongruência: o fato em si, empresas e órgãos privatizando espaço público e o pior, o órgão de comunicação que se arvora de defensor do espaço público(contra camelôs, e outros exemplos)praticar a conduta que condena!

Cinismo é isso aí. Cinismo do preto, e do branco. Cinismo até em infográfico!
Vai querer de qual, "minha corrente"?

Veja a publicação de março, logo no nascimento desse blog:

Retratos da Planície Lamacenta.

Rua 21 de Abril

Rua 21 de Abril
Rua 13 de Maio.
Rua Sete de Setembro

Rua Carlos de Lacerda

Rua da Jaca

Essa é uma das seções que teremos nesse blog.
Como o título já diz, são incursões imagéticas(nem sempre fotográficas)das coisas que temos por aqui.

Hoje é o dia do aniversário da cidade, e nada melhor que esses retratos para nos entendermos melhor.

Como nenhuma outra, somos a terra do "faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço".

Vejam vocês a mais nua e crua apropriação do espaço público pelo interesse privado, quer seja ele de pessoas físicas(como no caso da entrada do Condomínio na Rua da Jaca, o Diamond Tower), ou por pessoas jurídicas, como empresas de comunicação, e uma igreja no centro da cidade.

Ora, você cidadão que paga impostos, tem que pagar por vagas privadas em estacionamento, enquanto o poder público reserva pequenas "capitanias hereditárias", onde sustentamos o ônus dessas atividades, e dos privilégios da elite.

Não há nenhuma justificativa legal ou administrativa no Código Brasileiro de Trânsito(Lei 9503), ou em qualquer outra legislação para que esta distinção aconteça.

Um pequeno retrato dessa jovem senhora de 175 anos.

Esses "pequenos vícios", que sequer percebemos, se entrelaçam e se desdobram em vícios maiores, com repercussões que conhecemos bem.

Na planície lamacenta, direito atende pelo nome de privilégio ou favor.
7 comentários

O que dizer?

Bens declarados de 80 mil reais. O que dizer do ex-governador? Desrespeita a todos, seus eleitores e correligionários! Que tipo de homem mente descaradamente em público, apenas para ostentar uma imagem falsa que faz de si mesmo, e pior, que ele próprio acredita!

Se isso não for um caso patológico de mitomania, é também caso de polícia, pois falsa declaração em documento público é crime.

Será que os órgãos fisaclizadores desconhecem as declarações dele mesmo acerca das suas empresas, e os sinais aparentes de que seu patrimônio é muito, mas muitíssimo maior do que o declarado?

Ora, quem pagou o apartamento onde mora seu filho, que vale ao menos 500 mil reais? Se é alugado, quem paga o aluguel, já que o pobre garotinho dos garotinhos nunca trabalhou na vida, nunca teve carteira assinada e sua única função é ser herdeiro do "trono"?

É esse tipo de gente que quer que nós acreditemos em teorias de perseguição, e que alimentam seus fanáticos seguidores com essas versões que eles vomitam como se fossem verdades inquebrantáveis e cristalinas.

80 mil reais. Tenham paciência!

Eu pergunto: Se o homem tem mais do que declara, por que esconde o que ganhou, se o foi hoenstamente? Por que se envergonha da origem e da quantidade de seus bens? Afinal, se tudo fosse fruto de trabalho honesto, não seria motivo de orgulho?

Pois é, seu eu fosse ex-governador, ex-prefeito, ex-secretário estadual de agricultura, ex-deputado estadual, radialista de sucesso, com certeza me orgulharia em declarar que obtive um ganho patrimonial condiente com tal biografia.

Afinal de contas: Quanto o ex-governador ganha por mês? Quem paga suas despesas?

Por que o ex-governador esconde seu patrimônio?