terça-feira, 22 de junho de 2010

Contraideologia, eu quero uma para morrer!

Não há coração, muito menos partido.
As ilusões são realidade virtual.
Meus sonhos viraram pesadelo,
E ninguém os quis comprar,
Nem de graça levaram.
Meus heróis não morreram de overdose,
Engordaram e são diabéticos,
Meus inimigos não estão no poder,
Mas moram ao lado.

Aquele garoto que iria mudar mundo,
Não assiste a tudo em cima do muro,
Pois o muro caiu.

Aquele garoto que iria mudar o mundo,
Não vai a festas do Grand Mondé.
Vai ao shopping pagar estacionamento.

Meu prazer não oferece risco,
Portanto,
Não é prazer.
Meu sex tomou viagra,
Minhas drugs melaram,
E o rock errou!
Meu plano de saúde cobre a conta do analista
E eu vou poder saber quem não sou!

Pois aquele garoto que iria mudar o mundo,
Não assiste a tudo em cima do muro,
Pois o muro caiu,
E a história era para ter acabado.
Por aqui!
Mas ainda não acabou!

4 comentários:

Anônimo disse...

Com certeza não acabou.
A história nunca morre, meu menino, apenas se transforma.
O fim da história é apenas um mito...

douglas da mata disse...

Minha cara,

Eu creio que minha história acabou, e agora eu só me repito como farsa.

Anônimo disse...

Está dado o recado, Sr. Douglas...

Anônimo disse...

Tens razão, querido.
Se a história se repete, o faz "a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa".
Logo, "essa" história não deve se repetir... mas pode ser transformada.
E viva Marx!