domingo, 20 de junho de 2010

Considerações sobre a Fifa World Cup, South Africa 2010.

A tarde do el furioso
Antes que me acusem de ranzinice, de má vontade com os cabeças de dunga, aqui vai: Foi o primeiro match que o scratch verde amarelo pareceu jogar algo parecido com football. É verdade que o adversário facilitou sobremaneira as coisas. A Costa do Marfim, considerada o team of the season, dentre os selecionados africanos, não disse a que veio. Ridícula, e pior: Violentíssima, quase uma quadrilha de assassinos de chuteiras.

 O ex-melhor do mundo, Kaká, recobrou parte dos sentidos, e fez jogadas dignas da sua fama. Algumas poucas, é verdade, mas suficientes para garantir o bom resultado diante dos elefantes, que aliás, como dissemos, se movimentaram paquidermicamente em campo. O problema é que Kaká tentou se recuperar, mas trouxe consigo todo o descontrole de quem se julgava culpado pelo péssimo desempenho. Caso típico de euforia pós-depressão.
Júlio César em atuação primorosa, embora pouco exigido, mas "a melhor linha de backs do mundo", continua cochilando sobre os louros da fama. Mais um goal tolo e infantil.

Destaque para Luis Fabiano, el furioso, que desencantou e guardou dois na meta adversário, e diga-se de pasagem, o primeiro tento foi uma fantástica trinagulação que acabou no chute seco e raivoso do forward.
Já o segundo goal teve talento, garra e desonestidade, como cabe ao esporte que celebra o erro e a enganação como possibilidade desportiva.

Perguntamos de novo: O que é Michel Bastos?


A mão do diabo!
A julgar pela atuação da França, e do inferno astral que se instalou na concentração dos comedores de brioche, deve ser a maldição do gol de mão de Tierry Henry, contra a Irlanda no último jogo das eliminatórias européias. Se em 1986, o gol de Maradona foi celebrado como a mão de deus, agora, a mão do diabo levou a França a Copa, mas cobrou cedo demais seu preço.


A pior Copa de todos os tempos.
E assim será daqui por diante. O resultados inesperados dos teams europeus diante das "zebras" demonstram que o ritmo de nivelação do football por baixo continua. Os jogos estão equilibrados não porque as seleções menos tradicionais conseguiram uma melhora significativa em seu nível técnico, mas o contrário: Os "grandes" diminuíram de tamanho.
Se é resultado de uma opção sistemática pelo jogo-força, para atender às necessidade do football bussiness
cada vez menos afeito a improvisações promovidas pelo talento dos players, para enquadrá-los em esquemas táticos que privilegiem a necessidade de ganhar a qualquer custo, nunca saberemos. Mas não seria exagero dizer que: No football, quando o dinheiro bate á porta, a "poesia" foge pela janela.

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