quarta-feira, 30 de junho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

Ecos do passado!

Iam os anos de 2002, e eu era chefe de gabinete da Fenorte. Antes do concurso público que instituiu o corpo de funcionários efetivos atuais, todos os servidores eram contratados ou nomeados, como era o caso dos procuradores da FENORTE, na gestão Garotinho/Rosinha, através da preposta Ana Lúcia Boynard.

Dentre esses, um de muito talento, que inclusive era meu professor na FDC, apesar da pouca idade: Társis Nametala Jorge.

Hoje, vejo  um sobrenome igual, Nametala Jorge, presidente do TRE, e a prefeita, mantida no caro às custas de uma "compreensiva interpretação da Lei" pelo primeiro, e pergunto: Quanta coincidência, não?

Mas onde alguns vêem coincidência, eu vejo conseqüência.

Precedente perigoso!

Ainda que louvemos todas as "boas intenções" da corte do TRE, mesmo sabendo que as boas intenções pavimentam o inferno, fica a dúvida:

Pode um magistrado, em surpreendente ato, que se reveste de discricionariedade incomum, adiar os efeitos de sentença que o órgão, ao qual ele mesmo preside, prolatou?

Então decisão é para ser cumprida, ou cumprida de acordo com as conveniências.

Se pesavam sobre a Justiça as suspeitas de terem partidarizado suas decisões, agora não restam dúvidas: Cumprimento de sentença se discute, SIM, tudo depende dos argumentos, ou milhares deles!

A tese de que a instabilidade provoca a "espera" é canalha. Não há mais instabilidade do que a demora em decidir, e se a Lei manda que se espere o recurso de efeito suspensivo fora do cargo, QUE ASSIM SEJA.

Nenhum magistrado está acima da Lei, ainda que "eivado de preocupações" com a normalidade.

Não há como fazer omeletes sem quebrar ovos, portanto, não como fazer Justiça sem algum prejuízo.


E PELA FORÇA DA SENTENÇA: FORA PREFEITA, JÁ

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Bom, e o resto?

Ok, ok, ok, as sentenças do TRE nos dizem o que já sabíamos, como bem observou o decano dos blogs, o professor Roberto Moraes.

Mas se houve beneficiamento ilícito dos candidatos pelos meios de comunicação, e se esse beneficiamento macula e muda o rumo da vontade popular, um crime gravíssimo e de lesa-Estado, e se estendermos esse raciocínio, e concluirmos que ninguém colocaria sua reputação em risco à toa, eu pergunto:

Onde está, nas sentenças, uma punição exemplar pelo conluio desses meios de comunicação com políticos que abusam do poder econômico?

Se é verdade que a liberdade de imprensa é fundamental para a Democracia, por outro, o abuso dessa liberdade, como um valor absoluto e inatingível, é um veneno fatal para o amadurecimento do nosso Estado Democrático de Direito.

Não seria o caso de uma punição severa,pecuniária(multa), ou restrição de direitos(proibição de contratar com o poder público enquanto durar a suspensão dos direitos políticos dos seus cúmplices) para que esses veículos se preocupassem mais, antes de contaminar a Democracia com seus interesses escusos?

Está aí uma boa tese de discussão para nossos legisladores e doutrinadores jurídicos.

Afinal, se considerarmos que a eleição é modalidade de licitação pública, assim como os concursos que empossam servidores nos cargos, e que nos certames, a fraude implica em um corrompido e um corruptor, essa lógica deveroa ser aplicada a quem desequilibra o pleito em favor desse ou daquele candidato com o poder que desproporcional que detém, ou não?

Quinta coluna!

De todos os que "torcem" contra ou a favor da manutenção das sentenças que destituiu o mandato da prefeita, e tornou inelegíveis o deputado "canecão", o ex-governador e o ex-prefeito, um deles faz todos crerem o contrário do que deseja.

Trata-se do ex-governador.

A inelegibilidade é o ato final da farsa que montou: Dizer que não será candidato ao governo do Estado porque foi perseguido.

É o mote que pretende emplacar para preservar o pouquíssimo capital político que lhe resta, e adiar o fim próximo!

Afinal, diante a acachapante derrota que se avizinhava, a suspensão de seus direitos políticos cai-lhe como uma luva.

Hexacampeões.

O clima de Copa do Mundo tenta rivalizar com os útlimos acontecidos na esfera política dessa cidade, mas em vão.

As "torcidas" rivais levam a expectativa a níveis estratosféricos. De um lado, os que torcem pela queda da prefeita, de outro, os que prentendem que ela fique.

Como árbitro desse jogo, os magistrados do TSE.

Esse é o grande problema de nossa sociedade. Nos últimos anos, reduzimos nossa participação popular a torcer contra uns, e a favor de outros.
Logo, perdemos o controle do processo eleitoral, que afinal  deveria se decidir sob o império da vontade popular.
Mas na medida que aceitamos as simplificações do exercício da política a trocas simples, e legitimamos assim toda aa sote de clientelismo, passamos a eleger prefeitos sempre sub judice.

Assim vamos mais uma vez. Na torcida, sem qualquer possibilidade de influirmos no resultado do jogo. Quem poderia utilizar seu capital político para fazer frente a esse caos instituicional: partidos políticos, entidades de classe, sindicatos, associações, etc, ou estão em "coma", ou foram cooptados.

Deste jeito caminhamos para o hexacampeonato: 06 prefeitos desde 2004.

Gabinete de crise 3: Nada mais a dizer.

Repito o acorde monocórdio. Fico chato, mas não desisto. Tanto faz a decisão do TRE, TSE. Esse governo já acabou. Ninguém poderá manter a autoridade e a legitimidade para governar um município como Campos dos Goytacazes sob o signo da provisoriedade de sentenças.

Eis que as forças políticas que desejam sepultar de vez o garotismo nessa cidade, tanto o garotismo situacionista, quanto o oposiconista, representado em arnaldos, bacellares, inlsans, e outros menores, devem reunir forças e se apresentar a sociedade!

Tudo mais é balela. Saudações a quem tem coragem!

Quem ama, não mata!

O companheiro Félix Manhães nos envia o recado, e nós repercutimos.

Nesse dia 29/06, terça-feira, às 19 horas, acontecerá no Auditório da Santa Casa, a audiência pública que debaterá a necessidade de instalação de uma DEAM, Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher.

Várias autoridades foram convidades, dentre elas o Chefe de Polícia Civil, Alan Turnowski.

Um assunto importante e que merece nossa atenção. Compareça!

Atualizado para inserir o horário.

domingo, 27 de junho de 2010

A vingança dos chucrutes!

Lá iam os anos de 1966, e toda a Londres, capital daquilo que já teria sido o Império onde o sol nunca se punha, assistia o triunfo dos cavaleiros de Sua Majestade sobre os germânicos.

Eis que em 2010, 44 anos após um dos maiores erros da história do football, é a vez do English Team receber o troco, e ter um goal seu legítimo anulado.

Naquela final, em 66, o goal ilegítimo fora validado, ao contrário da tarde de hoje, na África do Sul.

Mas não deixa de parecer com justiça poética.

O que não exime a Board de manter o espetáculo sob o signo da dúvida permanente que o deslegitima, ao contrário de outros esportes de massa, que adotam critérios de revisão(via meios imagéticos e outros) em busca da verdade esportiva, como bem observou a turma do Sociedade Blog.

Como dizem os piás nas peladas: "quem rouba, não comenta".

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Para colocar as coisas em seu devido lugar!

Indenpendentemente da veracidade dos boatos veiculados no Blog da Candoca e da Jane Nunes, dentre outros, vai aqui um senão desse blogueiro ranzinza:

É preciso domar a euforia, embora todos esperem com ansiedade o desfecho e o ocaso do Muda Campos, que se dará não por superação no embate político, mas por causas alheias ao processo de disputa democrática. A possibilidade de mais uma decisão judicial a cassar prefeitos na região é em si mesma um grave sinal de que estamos no fundo do poço institucional.

Outra questão importante: Nenhuma força política conseguiu reunir o mínimo de capital político para fazer frente a responsabilidade de alternar o poder nessa cidade, embora os sinais estivessem claros há muito tempo, logo, tentar capitalizar a derrocada da prefeita e seu séquito a blogs, mídia tradicional, partidos de "oposição", ou qualquer outro ente da sociedade é um embuste.

O garotismo cairá pela siua própria podridão intestina, nada mais, nada menos!

A única que poderia reunir as condiçoes de representar o desejo de mudança, a vereadora Odisséia Carvalho, do PT, tem demonstrado inaptidão singular para o cargo que ocupa, e parece bem menor que a estatura que seu mandato exige. Isso não é uma crírtica raivosa, é antes, um lamento de quem acreditou sempre que ela seria a possibilidade de construção de uma plataforma para lançar um projeto político decente, que agregasse as diversas forças interessadas em virar essa página triste de nossa História recente.

Do grupo que está mais próximo dela, hoje, só ouço desânimo. Projetos dormitam nas gavetas, intervenções extemporâneas, desconexão com os movimentos sociais(base histórica e capital poítico tradicional do PT), incapacidade de interlocução para além do sim, senhora.

É verdade que a necessidade de ocupar o espaço deixado pela prefeita, e na impossibilidade de que os outros pretendentes postulem a vaga pelas mesmas razões que afastaram, ou seja: problemas com a Lei, caberá a vereadora do PT reciclar seu modo de fazer política.

Caberá a seu marido honrar as "calças" que veste, e passar a presidir o Partido dos Trabalhadores, o partido do presidente mais popular da História do Brasil e quiçá da História recente mundial, partido que vai eleger a sucessora no primeiro turno, que promoveu a maior inclusão social do capitalismo moderno, enfim, é hora de abandonar a autopiedade e as crises depressivas e passar a bater na mesa. Caso contrário, deixe quem sabe(e quem queira)fazer. Se não quer, delegue.

Mas cabe ao PT resolver um dilema crucial nessa cidade: Ou cagam ou desocupam a moita!

E antes que venham com a cantilena de que quem está fora não pia, e que isso é papo de ressentido, perdedor, eu digo: Tudo bem, que seja, mas o que os vencedores fizeram mesmo? É para isso que lutaram tanto para conseguir o controle?

Que rejeitem e denunciem a "covardia" das minhas críticas, não me importo, desde que reflitam sobre elas!

So o preço para que o presidente do partido comece a agir como tal, e a vereadora enfim tome conta de seu mandato seja a impossibilidade de reatarmos a nossa velha amizade, não me importo, ou melhor: me importo, mas isso é irrelevante frente ao trabalho que ambos precisam fazer, portanto:

ACORDEM!

Ah, entendi.

Está explicado porque a Igreja Católica é tão fervorosamente contra o aborto. Afinal, faltaria "matéria-prima" para os padres pedófilos, não é não?
Quem seria melhor "alvo" para a lascívia, que crianças geradas com rejeição?

Previdência social: um debate necessário!

O jornal inglês The Independent traz hoje, em sua página eletrônica, uma matéria sobre a intenção do governo inglês em aumentar a idade mínina para aposentadoria para 66 anos em 2016, no caso dos homens. Hoje, a idade o limite mínimo é de 65. Portanto, seria uma mudança mínima, mas que por lá, provoca debates acalorados, e acusações de que o governo conservador pretende fazê-los trabalhar até a morte!

O debate sobre a previdência é uma das chaves para entendermos a sociedade moderna. Afinal, o que fazer com quem produziu riqueza, mas que não o faz mais de forma direta(venda da forçad e trabalho ao capital), e que, cada vez mais, pelas melhorias dos índices de desenvolvimento humano, proporcionado pelo aumento da riqueza relativa e absoluta, e com o avanço das ciências médicas, vivem mais tempo, e assim, demandam mais recursos? Qual o nível de "sacrifício" que os mais jovens devem fazer pelos mais antigos?

Qual é o modelo ideal? Público, privado, misto? Poupança individual ou partição com cáculo autuarial? A previdência é instrumento de distribuição de renda e diminuição das diferenças entre classes? É só número, ou tem viés sócio-político?

Parece-nos claro que o cuidado com os hipossuficientes, crianças, idosos, e outras faixas e categorias de portadores de necessidades especiais, devem ser amparados pelo Estado. Mas, como tratar as distorções?

A ideologização, tanto à direita, quanto à esquerda desse debate só serve como referência, afinal, não há discurso neutro. Mas as soluções têm que buscar equilíbrio, uma vez que a repercussão das decisões atuais são futuras, e para as quais, não há volta!

Lama internacional: Vinde a mim as criancinhas!

O pedófilo e o Papa, em 1985, durante visita do "santo padre" a Bélgica.

Bom, não sou cristão, e a tolerância religiosa é um princípio que me é caro. Mas tolerência é via de mão dupla, e não um valor absoluto. Logo, sou intolerante com as manifestações de canalhice escondidas atrás do manto do sagrado. Hipocrisia, conluio, poder, vaidade, luxúria, etc. Pecados tão humanos quanto a própria religião.

Quando a Bíblia cita jesus; Vinde a mim as criancinhas, não deve estar insinuando nenhuma preferência pedófila do messias deles. Mas a piada trágica é irresistível nesses tempos, pois vejam:

o jornal El País publica, hoje, em sua página eletrônica que a Polícia Belga revelou que a Cúpula Episcopal da Igreja Católica naquele país está sob investigação.

Um dos indiciados é o bispo de Brujas, Roger Vangheluwe, que aparece na foto, aí em cima, com o papa, em 1985.

O arcebispo da Conferência Episcopal , Andre-Joseph Leonard prometeu extremo rigor para punir eventuais
culpados.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sai da lama, vereador!

Será o albertinho um homem-bomba, ou um vereador meia-bomba?

É com vocês, mas sem exageros!

A Espanha rumo as trevas!

O senado espanhol, com a união das forças políticas sediadas na Catalunha, e o PP(partido Popular, direitista) aprovou um a lei que proíbe o uso da burka(a vestimenta que mulheres muçulmanas usam para cobrir todo o corpo)em locais públicos e eventos, a não ser que esses eventos e locais sejam destianados a manifestações religiosas específicas.

Não se trata de promover a laicidade estatal, desejável e imperativa, para separar símbolos religiosos dos equipamentos da administração pública, como escolas, hospitais, repartições, etc.

O que a lei espanhola pretende é se imiscuir no direito das mulheres muçulmanas expressarem sua fé individual.

Perguntamos: Será editada lei similar para freiras e padres?

Bom, cada povo tem o direito de escolher como lidar com suas questões sócio-econômicas, políticas, religiosas e culturais.

Mas não deixa de ser mais um passo da Espanha rumo as cavernas.

Eu visitaria o Império Persa(Irã) a turismo, mas nunca iria a Espanha ver as toradas de Madri.

E antes que me ataquem por defender um pais teocrático, a informação factual: 50 mil judeus vivem em Teerã, com liberdade religiosa e direito a voto e associação e representação política, desde que não ataquem com palavras ou símbolos a fé islâmica.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Na lama cultural.

Marcelo Camelo é um dos raros talentos da 3ª geração do rock nacional. Embora quase tenha sido soterrado pela indústria cultural de massas, com a repetição ad nauseam de um hit da sua banda, Los Hermanos, ele parece ter sobrevivido para nos brindar com rara poseia musicada.

 

Veja Bem, Meu Bem

(Marcelo Camelo)
Veja bem, meu bem
Sinto te informar
Que arranjei alguém
Pra me confortar
Este alguém está
Quando você sai
Eu só posso crer
Pois sem ter você
Nestes braços tais...
Veja bem, amor
Onde está você?
Somos no papel
Mas não no viver
Viajar sem mim
Me deixar assim
Tive que arranjar
Alguém prá passar
Os dias ruins...

Enquanto isso
Navegando eu vou sem paz
Sem ter um porto
Quase morto, sem um cais
E eu nunca vou
Te esquecer, amor
Mas a solidão
Deixa o coração
Neste leva-e-trás...

Veja bem além
Destes fatos vis
Saiba: traições
São bem mais sutis
Se eu te troquei
Não foi por maldade
Amor, veja bem
Arranjei alguém
Chamado saudade
Amor, veja bem
Arranjei alguém
Chamado saudade...

Ladrões de sono e a proletarização da medicina: riscos na saúde pública!

Esse é o título de um livro, resultado de uma trabalho de pesquisa de uma autor(a) o(a) qual me escapou o nome, cujo resultado pode ajudar o vereador Magal a encontrar o tom do debate, uma vez que supomos que o teor de sua "indicação legislativa" teve apenas o condão de acirrar o embate com os médicos e profissionais de saúde, que hoje, contestam a gestão de saúde pública do governo ao qual o parlamentar está filiado.

É que o autor(a)descobriu que a privação de sono, em escalas de trabalho superiores a 12 horas, provocam uma série de transtornos fisiológicos, psiquiátricos, dentre outros, que comprometem a qualidade e a segurança ods procedimentos inerentes a atividade laboral.

Em outras palavras: médicos e profissionais de saúde que trabalham 24 horas ou mais(na medida que a pauperização das categorias os forçam a contratar mais de um vínculo de trabalho)tendem ao erro, ao desgaste e doenças laborais vinculadas a privação do sono, bem como o uso e abuso de substâncias psicoativas(lícitas ou não)que sustentem a vigília.
Assim acontece com pilotos, motoristas, policiais, bombeiros, socorristas, etc e etc.

Na Polícia Civil já está em andamento a redução da carga horária dos plantonistas, bem como na PMERJ.

Bom, mas a questão principal transcende esse problema, que na verdade, está inserida na questão das condições de trabalho que estão submetidos os profissionais de saúde.

A proletarização da medicina, que é resultado das seguintes questões, em nosso entender de paciente:

1. A privatização permanente dos serviços de atendimento de saúde, com a expansão dos planos de saúde, que aviltou a mão de obra, e transferiu a inciativa privada a tarefa de atender uma boa parte da população(a mais "rentável").
2. A concentração desordenada de mão-de-obra no eixo sul-sudeste, com o excesso de oferta de profissionais, o que baixou a remuneração;
3. Com isso, médicos e profissionais procuraram dois caminhos: Múltiplos empregos, em detrimento da qualidade do exercício da atividade e; especialização exagerada que isolou as áreas médicas, que encareceu a formação e procedimentos de ponta, geralmente, inacessíveis a parte mais pobre da população, ou até os usuários de empresas de medicina de grupo, seguradoras e planos de saúde.
4. Formação deficiente e rala, com a mercantilização da profissão. 

Cabe ressaltar que o excesso de especialização médica não é um mal em si, mas não pode impedir que o profissional tenha uma visão "universal' do paciente, o que tem acontecido com freqüência, e que tem outro desdobramento: o fim dos generalistas, como pediatras, clínicos, etc, responsáveis pelo atendimento primário e secundário(urgência/emergência e ambulatorial). Basta checar os números de casos de erros e omissões processados pelas comissões de ética médicas dos conselhos para comprovarmos que há médicos que operam partes complexas de um tendão de um dedo da mão, mas são incapazes de promover uma reanimação, ou checar o prontuário antes de prescrever um medicamento para um paciente alérgico.

Em nossa cidade, temos um exemplo de uma área sensível: O combate a dengue. Temos, de acordo com as colunas sociais(?), o maior especialista em sorologia, profilaxia e sintomatologia das cepas virais. Em suma, um especialista na doença, mas nunca em prevenção, caso contrário, já teria aplicado uma intervenção sanitária drástica, ao invés de repetir a cantilena de que a culpa/responsabilidade é da população.

Aos seus fãs, nosso reparo: esse profissional ocupou em diveros governos o cargo de responsável pelo órgão de combate e prevenção de infestação do aedes aegyptis, embora tenha demonstrado que sua aptidão é de gabinete e laboratório.
Dengue é problema de coleta de lixo, tratamento de rejeitos sólidos, intervenção pública em domínio econômico privado, etc.
Mas preferimos os especialistas em internação e hospitais de "campanha". Loas, livros e coquetéis sobre os caixões das vítimas sazonais.

Em nossa rasa opinião de paciente, essa  a receita do fracasso da nossa saúde, quer seja ela pública ou privada.

Mas enfim, ninguém parece disposto a enfrentar um debate desses. É mais fácil simplificar. Uma pena.

Rio: terra das oportunidades!

Por "increça que parível", nessa eleição vai sobrar dinheiro, e não haverá onde gastar. Se confirmado o quadro, as "compras" serão antecipadas, e tanto Wagner Montes, quanto gabeira já tem preço definido no mercado.

A falta de uma disputa acirrada deflaciona campanhas e apoios.

Não sei o efeito que isso tem sobre a Democracia e o pleito, mas é certo boa parte do dinheiro "arrecadado" ficará sem uso, pelo menos, eleitoralmente falando!

Talvez os recursos passem a inflacionar a corrida parlamentar, o que diminui as chances de uma renovação via legislativo.

Uma pena.

A chapa cascaleta, casamento de cascavel com borboleta!

Só assim pode ser interpretados os últimos movimentos de gabeira em direção ao púlpito do ex-governador garotinho.
É sabido que em política, esses arranjos "genéticos" são possíveis, e até desejáveis, uma vez que Democracia rima com diversidade e nunca com exclusão.

Mas sabemos também que alianças tão híbridas e heterogênas só se confirmam em duas hipóteses: ou quando uma ou ambas as partes têm muito a ganhar, ou por desespero.

Fico com a segunda alternativa, e explico o porquê:

Ora, gabeira vende a imagem do off-establishment, reciclando seu radicalismo verde em um neoudenismo pragmático e "responsável", tingido com cores de polticamente correto, tendo abandonado a parte mais picante de sua agenda. Está, em uma metáfora televisiva, como uma mistura de Ana Maria Braga, com William Bonner e Serginho Grosman, salpicado pelo voluntarismo do Ali Kamel.

Mas esse neoudenismo verde-claro, não conseguiria se aproximar do fundamentalismo evangélico, que até bem pouco tempo, escorraçava o candidato flex(pró-marina e pró-serra). Não há como "converter" gabeira em um pastor das almas garotistas. Um amigo de fé, irmão camarada.

Por outro lado, o gabeira perderia sua identidade onde sua imagem está mais sedimentada:  eleitorado zona-sul carioca que detesta o ex-governador.
Poderia imaginar que ganharia a capilaridade interiorana, e das camadas pobres da zona norte. Ledo engano.
Imaginem o gabeira discursando em um evento evangélico, ou em um programa de rádio em São Sebastião do Alto. Não dá.
Assim, o que resta é o desespero do ex-governador, que nada tem a perder(já perdeu tudo, ou quase tudo), e ainda busca influenciar o jogo com o pouquíssimo capital político que lhe resta, embora capital financeiro não lhe falte.

Um legítimo abraço de afogado do ex-governador no gabeira.

Cabral agradece. Com adversários desse naipe, é mais fácil que mandar a PM bater em professor!

A crônica de uma morte anunciada: agonia na Last Mile(*)!



Nunca houve na história da curta dinastia da Lapa, um período tão ruim como esse.
Mas, o que é ruim, pode e vai piorar, na medida que todos sabemos que não se trata apenas de um revés momentâneo, mas sim do início do fim, o ocaso de um ciclo que foi adiado por manobras, inquisições radiofônicas, espetáculos, greves de fome, queima de pneus, manifestações à soldo, apoio alugado das entidades da socidede paracivil/paraestatais, e por fim, chicanas jurídicas conseguidas à peso de ouro!

Nada mais resta aos garotistas, pois todos os argumentos se voltam contra quem os profere. Pois vejam a tese da conspiração persecutória.
Não é que ela não exista.
Ao contrário, é bem provável que o governador Cabral Jr tenha acordado a tempo, e utilizado o governo ao menos para algo em seu favor, já que administrar que é bom, ele nunca pareceu inclinado a fazer.

A questão crucial para o grupo garotista é que ninguém se importa, e mais: todos torcem para que a perseguição se "transforme em execução em praça pública", como um ato de vingança e desagravo pelos atos executados pelo casal enquanto detinham poder para tanto.

Como se vê, cada sentimento que o casal desperta é um atentado a Democracia, um acerto de contas, nesse caso revestido pelos atos processuais da Justiça Eleitoral, o atual "dono" do poder originário.

Quando se chega a esse ponto, não há retorno, e cada gesto de reação exala o cheiro de morte e desespero!

Caberia a quem tem o poder de aconselhá-lo, se é que isso é imaginável, colocar as cartas na mesa: Do jeito que vai, não haverá espólio para entregar aos herdeiros de sangue, e políticos.

Um mandato parlamentar, uma prefeitura com dinheiro, mas sob a mira de todos, rádio, jornal de péssima qualidade e nenhuma confiabilidade não são capazes de funcionar como plataforma dos projetos políticos que subordinaram todos que estiveram junto com o ex-governador, ou seja: Tornar-se presidente, mas não do Brasil, mas de si mesmo e de sua vaidade. Não conseguiu nem uma coisa, nem outra!

Que entre o pastor, para as últimas orações.
Que venha a última refeição.
Raspem-lhe o cabelo,
Vistam-lhe as fraldas geriátricas.

É chegada a hora da execução do garotismo!
E não haverá perdão de última hora.

O diabo veio cobrar a conta do "acordo", e pelo jeito vai levar mais algumas almas de troco, porque a que foi vendida já vale bem menos!



(*)Last Mile(última milha): como é chamado o corredor da morte(death row) pelos presos nos EEUU que aguardam a execução.

Contraideologia, eu quero uma para morrer!

Não há coração, muito menos partido.
As ilusões são realidade virtual.
Meus sonhos viraram pesadelo,
E ninguém os quis comprar,
Nem de graça levaram.
Meus heróis não morreram de overdose,
Engordaram e são diabéticos,
Meus inimigos não estão no poder,
Mas moram ao lado.

Aquele garoto que iria mudar mundo,
Não assiste a tudo em cima do muro,
Pois o muro caiu.

Aquele garoto que iria mudar o mundo,
Não vai a festas do Grand Mondé.
Vai ao shopping pagar estacionamento.

Meu prazer não oferece risco,
Portanto,
Não é prazer.
Meu sex tomou viagra,
Minhas drugs melaram,
E o rock errou!
Meu plano de saúde cobre a conta do analista
E eu vou poder saber quem não sou!

Pois aquele garoto que iria mudar o mundo,
Não assiste a tudo em cima do muro,
Pois o muro caiu,
E a história era para ter acabado.
Por aqui!
Mas ainda não acabou!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

As sombras da especulação!


Esse  blogueiro, pela generosidade de um casal amigo, pode passar um aprazível final de semana na Praia do Morro, no balneário capixaba de Guarapari.
Visitamos a praia do Ermitão, após uma leve trilha, visualisamos a ilha do Pirata, todos no parque Morro da Pescaria.
Infelizmente, os registros não foram realizados porque compramos pilhas alcalinas vencidas, o que impossibilitou o funcionamento da velha HP Phostosmart M627.

Restaram esses registros com o restinho de energia disponivel.

Fotos que incomodam por uma observação que nos entristece.

Notem que às 09 horas da manhã, ou seja, três horas após a aurora, a faixa de areia estava totalmente encoberta pela sombra dos edifícios.

Não, não, não, é claro que não se trata de obstaculizar o progresso, e não entendam como um lamento hipócrita, afinal, ocupamos uma dessas maravilhosas edificações verticais, verdadeiro milagre da engenharia para acomodar mais gente, em terrenos menores.

O problema, como sempre, é a falta total de regulamentação do poder público, para evitar que o espaço público, nesse caso a insolação da orla(que é o principal motivo da presença das pessoas junto ao mar), esteja prejudicada pelo avanço do interesse privado sobre o direito de todos.

Pasmem: os quarteirões adjacentes e anteriores a quadra da praia, os prédios diminuem de tamanho, e invertem a lógica: na beira do mar, espigões, atrás, blocos de três andares.
Quer dizer: além de tapar o sol, o poder econômico ainda impede a livre circulação do vento às edificações que se posicionam em quarteirões mais afastados.

A coluna de edifícios de luxo deixou apenas faixas de sol por entre os prédios, e resumiu o horário de plena insolação, justamente, no horário não recomendado: entre 10 e 15 horas.

Além de um "roubo do sol", um atentado a saúde pública!

É certo que aqui não temos mar, nem orla, mas não custaria nada que esse exemplo refletisse nas consciências de nossas autoridades, a fim de que a verticalização movida a especulação imobiliária não privasse-nos de sol, vento, espaço, e do privilégio de olhar as estrelas!

Não liguem, isso é só "viagem" de um "bicho-grilo"! Podis crê...

O que eu gostaria de ter dito ao Mauro Silva.

 Hoje, pela manhã, no playground da classe média campista, o Wal Mart, encontrei o secretário de propaganda da prefeita.
Sempre afável, nos cumprimentamos, e lhe disse: "Acho que vou dar uma folga a vocês, estou meio enjoado", ao que ele respondeu, educadamente: "Opa, um alívio é sempre bom!".

Esse diálogo, de trinta segundos, no máximo, de dois velhos conhecidos, encerra muita mais significados, ao menos para mim, do que um colóquio despretensioso.

Primeiro, só depois de internet e da rede de blogs é que um joão ninguém como eu poderia manter um tipo de diálogo desses com uma "autoridade municipal de primeiro escalão", e pior, do núcleo duro do poder. Essa é uma virtude que a internet e os blogs possibilitaram ao zé povinho(como eu), e que aterroriza redações, assessorias, marqueteiros e outros "prestidigitadores" da comunicação.

Outra, que creio mais grave, é a constatação do comportamento esquizofrênico da prefeita e de seu "time". Ora, se levada à cabo a possibilidade de uma convivência respeitosa, como demonstrada no rápido encontro matinal, poderia o governo ter estabelecido uma ponte de diálogo com a sociedade, ao invés de se enfiar em uma "sinuca de bico" institucional, ainda que goze de folga parlamentar, e um orçamento arabesco. O governo da prefeita não dialoga: ou coopta, ou destrói.

Existem pequenas coisas que gostaria de ter dito ao Mauro, mas a pressa nos impediu, e nem ele, ou qualquer outra "autoridade" estaria disposto a ouvir(eu sei bem o meu lugar, e nunca o convidaria), uma vez que o poder reveste de certezas quem o exerce, nem que seja para se encontrar com o fim prematuro, provocado por essa atitude arrogante.
Quem "ganha" eleição, tende a se achar ungido de uma infalibidade monolítica, e de certa forma, mídia e sociedade corroboram esse mito, quando depositam expectativas irrealizáveis, ou empurram governantes e mandatários para "acordos e consensos" improváveis de serem cumpridos. E depois, a mesma sociedade e midia "sapateam" sobre os restos mortais dos governos estatelados na "calçada", caídos do 348º andar da vaidade e o isolamento autosuficiente!

Mas vamos ao que gostaria de ter dito ao Mauro Silva, que chamo de "ministro da propaganda":

Caro Mauro,

1. A ocupação da rede com uma postura beligerante não ajuda. Esse não é papel de quem detém a institucionalidade pública. Blogueiros, sem mandato e sem atribuição administrativa podem (e DEVEM)cumprir esse papel, agentes públicos, NUNCA. Ainda porque, essa postura revela desespero e falta de argumentos, além de corroer o já frágil canal de interlocução governo X sociedade, se é que em nosso caso, nessa planície, esse canal ainda exista. Há, portanto, uma "liturgia do cargo" que secretários e prefeita devem cumprir. Posturas do tipo "rivotril bin laden", ou "aves de rapina", não contribuem para resgatar a imagem do governo.
Ao contrário, o efeito é contrário, e veja que em duas ou três semanas crescerão exponencialmente os blogs anônimos com ofensas de baixo calão contra governantes e auxiliares da prefeita. Essa é uma guerra perdida,e  nem você, nem ninguém do governo sabe "brigar" essa "briga".

2. Governos são entes que podem refazer sua imagem todos os dias. Não há mal que sempre dure. Logo, seria preciso parar, refletir e pensar: Olha, se tanta gente está insatisfeita, e os que se dizem satisfeitos são mantidos por laços de "compromisso financeiro e de sobrevivência", que contamina o "livre julgar", algo está errado, muito errado.

3. Se um governo com maioria parlamentar, orçamento generoso, eleito com expressiva margem de votos, não deslancha e parece imobilizado pela sua própria ineficiência autofágica, e tendência a autodestruição, é porqe falta liderança(não confundir com autoritarismo), falta bom senso e humildade.

4. Se é preciso colocar sempre a "conta" nas costas da "oposição", e lembrar a todo o momento um governo anterior horroroso, e usar esse passado como referência para ressaltar suas "qualidades"(sempre duvidosas), é porque o navio afunda de proa a popa.

5. Se com todo o "poder" e a "caneta", o governo não atrai aliados, e simplesmente tem que comprar apoio a peso de ouro, eu digo: Esse círculo vicioso nunca pára, e é a derrocada do "sistema", pois não há verba que dê conta de alimentar o "monstro do clientelismo", e mais, nesse processo são produzidas "as provas" para condenação e linchamento em praça pública do pouco de credibilidade que lhes resta.

Mauro, caro amigo(perdoe-me a intimidade), é hora de fazer como preconizou Lênin: "Um passo atrás, para dar mais dois à frente", quando ele implementou a NEP.

Emnbora eu saiba que vocês rezem mais na cartilha do Goebbels, não custa aprender um pouco com outro gênio da nossa História.

Peçam o boné, juntem os cacos, e atravessem o deserto. Quem sabe um dia, a planície volte a crer em vocês.

Um abraço.

domingo, 20 de junho de 2010

Direto do esgoto.

Não há o que retrucar sobre a atuação dos milicianos virtuais do pessoal da Lapa.

Desespero, descontrole, destempero, ou simples tentativa de atrair o "jogo" para onde se movimentam melhor: O esgoto?

Na verdade, é tudo isso, e talvez mais um pouco. Mas os blogueiros dessa cidade não devem aceitar as provocações. A indiferença é o melhor antídoto para esses imbecis.

Só podemos dizer o seguinte: É o começo do fim, e devemos cortar as cabeças desses idiotas até a quinta geração, e salgar todo o chão onde pisaram, a fim de que ali nada mais brote.

Não haverá misericórdia.

Considerações sobre a Fifa World Cup, South Africa 2010.

A tarde do el furioso
Antes que me acusem de ranzinice, de má vontade com os cabeças de dunga, aqui vai: Foi o primeiro match que o scratch verde amarelo pareceu jogar algo parecido com football. É verdade que o adversário facilitou sobremaneira as coisas. A Costa do Marfim, considerada o team of the season, dentre os selecionados africanos, não disse a que veio. Ridícula, e pior: Violentíssima, quase uma quadrilha de assassinos de chuteiras.

 O ex-melhor do mundo, Kaká, recobrou parte dos sentidos, e fez jogadas dignas da sua fama. Algumas poucas, é verdade, mas suficientes para garantir o bom resultado diante dos elefantes, que aliás, como dissemos, se movimentaram paquidermicamente em campo. O problema é que Kaká tentou se recuperar, mas trouxe consigo todo o descontrole de quem se julgava culpado pelo péssimo desempenho. Caso típico de euforia pós-depressão.
Júlio César em atuação primorosa, embora pouco exigido, mas "a melhor linha de backs do mundo", continua cochilando sobre os louros da fama. Mais um goal tolo e infantil.

Destaque para Luis Fabiano, el furioso, que desencantou e guardou dois na meta adversário, e diga-se de pasagem, o primeiro tento foi uma fantástica trinagulação que acabou no chute seco e raivoso do forward.
Já o segundo goal teve talento, garra e desonestidade, como cabe ao esporte que celebra o erro e a enganação como possibilidade desportiva.

Perguntamos de novo: O que é Michel Bastos?


A mão do diabo!
A julgar pela atuação da França, e do inferno astral que se instalou na concentração dos comedores de brioche, deve ser a maldição do gol de mão de Tierry Henry, contra a Irlanda no último jogo das eliminatórias européias. Se em 1986, o gol de Maradona foi celebrado como a mão de deus, agora, a mão do diabo levou a França a Copa, mas cobrou cedo demais seu preço.


A pior Copa de todos os tempos.
E assim será daqui por diante. O resultados inesperados dos teams europeus diante das "zebras" demonstram que o ritmo de nivelação do football por baixo continua. Os jogos estão equilibrados não porque as seleções menos tradicionais conseguiram uma melhora significativa em seu nível técnico, mas o contrário: Os "grandes" diminuíram de tamanho.
Se é resultado de uma opção sistemática pelo jogo-força, para atender às necessidade do football bussiness
cada vez menos afeito a improvisações promovidas pelo talento dos players, para enquadrá-los em esquemas táticos que privilegiem a necessidade de ganhar a qualquer custo, nunca saberemos. Mas não seria exagero dizer que: No football, quando o dinheiro bate á porta, a "poesia" foge pela janela.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tadinha da rosinha, tão sozinha!

Será que o cravo brigou com a rosa?
Pois é, escondido na campanha, escondido na derrocada do mandato! Tsk, tsk, tsk. Certos gestos em política tem um simbolismo enorme. O que dizer de um evento de desagravo no qual o mentor e chefe político da família não está presente?
Bom, se nem o marido quer aparecer nessa foto, eu fico a pensar: Será que não está na hora de "jogarem a toalha", pois vejam:

1. Sem candidatura a governo;
2. Filha ameaçada de perder o mandato;
3. Problemas na Justiça;
4. Mandato municipal por um fio;
5. E por derradeiro, "aliados" que já começam a fazer as contas, e se preparam para abandonar o barco, como convêm aos ratos!

Definitivamente, duas mil ou cem mil pessoas não fariam a mínima diferença. Pobres trouxas!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Second half time: impressions.

Nilmar fez mais em cinco minutos que Luis Fabiano, el furioso, em todo o match!

Para um team que se gaba de sua mediocridade defensiva, com 354 cabeças-de-dunga, terminar o match com raid norte-coreano é dose para leão africano!

Que cara de pau, hein Galvão?

Bom, alívio pelo gol.

Mas não dá para deixar de anotar a canalhice do escroque galvão. Dizer que o lateral Maycon chutou para o gol é demais.

Como dissemos, aí embaixo, nossos laterais cruzam para chutar a gol, e chutam a gol para cruzar. Dessa vez, deu certo.

No varal do lamaçal.

Força na peruca, meninas e meninos, e afins. Se Priscila á a rainha do deserto, Mr Gayrrison reina na Planície Rosa.

Confira o novo blog: camposdosgaytacazes.blogspot.com


E quanto ao preconceito: Chuta que é macumba!

Football, esse jogo maravilhoso!

Com salários que, somados, equivalem a quase o PIB Norte Coreano, vale a máxima adaptada ao esporte bretão:
Dinheiro não traz felicidade em jogar!

First half time: impressions!

Algumas considerações curtas sobre o football apresentado pelo scratch verde amarelo, até porque com o nível apresentado, não há muito o que dizer:

Kaká deve voltar correndo para as propagandas de lâmina de barbear. Se está machucado, procure outra coisa para fazer. Deu dois passes errados de envergonhar até o mais troglodita brucutu de várzea. NO mais, foi fiel a sua escola: discreto como um bambi.

O que é Michal Bastos? Um back? Não é, pois deu carona durante todo o half time. Um ala? Muito menos, pois quando chutou a meta, cruzou e quando cruzou, parecia que queria chutar a meta. Ou seja, um perfeito desastre!

Felipe Mello: Está explicado seu péssimo desempenho. Ele adora maltratar tudo que é feminino. Logo, coitada da bola!

Luis Fabiano entrou em campo? A não ser pelo pescoção que deu no back norte-coreano, não teria sido "filmado"!

Você escolheria o Elano no par ou ímpar? Apenas se fosse o dono da bola! Vai para a cerca, Elano!

E o ponta enceradeira Robinho: gira, gira, gira e não sai do lugar!

Destaque para a apatia do anão dunga. Nem ele esperava que fosse tão ruim.

Qual nada, dunga, o que é ruim, sabemos, sempre pode ficar pior!

Desse jeito, é melhor ficar na primeira fase, e evitar vexames maiores!

Essa é para quem acredita: Apocalipse Now!!!!

Não tem jeito. É hora do diabo cobrar a conta. Não adianta chorar, nem espernear. Não há "refinanciamento, ou renegociação do acordo"! 20 anos já está de bom tamanho, e o "produto" que prometeram entregar(a alma) nem está valendo tanto assim!

Que queimem os infiéis da Lapa!!!

Olha o cheirinho de enxofre!!!

Convocação:

Ei, você aí que acreditou no programa de governo da mudança!

Você mesmo que acreditou que poderia deixar de ser um contratado, e fazer parte do funcionalismo por concurso, ou melhor, que pudesse disputar um emprego na inciativa privada, gerados por um desenvolvimento local, movido pelos bilhões e bilhões que recebemos!

Você que fica na fila para conseguir uma ficha para consultar seu filho(a)!

Você que recebe esmola em troca de seu direito!

Você que anda de ônibus a um real, em ônibus que parecem pocilgas!

Você que viu a escola do seu filho fechar, e agora tem que se deslocar muito mais para garantir o direito dele(a) à Educação!

Você que viu o preço da merenda ser multiplicado por dez, embora o "rango" seja o mesmo!

Você que vai "sambar" em 70 milhões para que agremiações de maltrapilhos possam desfilar seu cortejo fúnebre de Carnaval!

Você pequeno e médio empresário que viu os serviços e contratos serem entregues a uma meia dúzia de "amigos do rei"!

Você que foi obrigado a ir a manifestação, porque disso depende seu emprego, e logo, sua sobrevivência e dos seus,

Vá, mas grite e dê um sonoro e rotundo, NÃO a essa gente, como nos ensinou Leonel Brizola, que também foi traído e escorraçado por eles!!!!

VOCÊ NÃO ESTARÁ SOZINHO, PODE ACREDITAR!!!

Possível flagrante da manifestação da lapa!

É hora de termos vergonha na cara 2!

Outro ponto que merece atenção é o financiamento de transporte, alimentação, material de propaganda, etc. Não é difícil para a polícia e MPE conferir se o "abuso de poder econômico com dinheiro público(peculato)" vai se repetir, como foi na queima de pneus da BR101.

É hora de termos vergonha na cara!

Quero ver as autoridades ministeriais, OAB e outras entidades de classe, sindicatos e associações virem a público e comprovarem as notícias que chegam pela rede.

Cabe-nos fiscalizar se qualquer das unidades administrativas da PMCG estarão funcionando a contento, com todo o pessoal escalado. Quem estiver de folga e quiser fazer papel de "barnabé-de-coleira", que vá, isso é do jogo democrático, desde que não esteja sob coação.

Mas fechar instituição pública para que os servidores "compareçam" a ato de desagravo a pessoa da prefeita, e por conseqüência, servir aos interesses políticos privados da mesma, é crime, e como tal, deve ser punido!

Morte ao Ancien Regimé. Todos à Bastilha da Lapa!

Diz um antigo ditado que: "Se a vaca atolou no brejo, não tira ela, senão ela te dá uma chifrada, assim que se livrar".

É mais ou menos o que devemos fazer com os garotistas que se encontram atolados em suas próprias excrescências.
Devemos cortar a cabeça, até da quinta geração e depois salgar o território onde pisaram, a fim de nada mais vingue desse monstro.

Quem imaginaria o garotismo tão fraco há cinco ou seis anos atrás:

Problemas insolúveis na Justiça, acuados pela sua incomptetência e falta de transparência na administração, sem apoio nenhum fora de suas hostes, sem credibilidade, confinados a um partideco de aluguel qualquer, sem "herdeiros" capazes de assumir o leme durante a tempestade, uma filha "seqüestrada" em um mandato em um partido controlado por inimigos, assessores medíocres.

Acossados, acuados, amedrontados.

É hora de arrancar a planta daninha com raiz e tudo!

Sem misercórdia, amanhã, não faremos prisioneiros!

É a nossa queda da Bastilha. Guilhotina neles!

No varal do lamaçal.

Publicamos o aviso de que há carne fresca na rede:

http://campistarebelde.blogspot.com/

Provocações.

Antes que os imbecis da corte da Lapa comecem a entoar seu mantra predileto: O cântico da perseguição, vamos lá:

Quando conclamamos a população e a sociedade civil a confrontar a manifestação promovida com dinheiro público, com coação de funcionários terceirizados e com toda a sorte de chantagem, estamos exercendo nosso direito democrático de contestação.

Será que Campos dos Goytacazes vai aparecer mais uma vez como a cidade onde o casal de garotinhos fazem e desfazem e depois vão às ruas promover atos em seu próprio desagravo?

Não é possível que uma cidade permaneça impassível frente a uma provocação dessas:

Usam e abusam do poder econômico, maculam nossas eleições, repetem os erros os quais foram eleitos para consertar, e depois, de forma cínica, chamam um evento que grite contra as justas conseqüências que agora sofrem.

Eu pergunto: Como é que será que a população reagiria de Alexandre Mocaiber, à época do Telhado de Vidro fosse às ruas, com todo o aparato gvovernamental, exigir uma reparação, ou protestar contra a "possível perseguição" que estaria sofrendo?

Pois é.

Estaremos lá, no dia e local marcado, para ver e ouvir a canalhice dessa gente. E, claro, para gritar bem alto:

FORA ROSINHA, FORA GAROTINHO!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Eutanásia.

Nunca houve alguém na História política desse país, algum personagem que tenha experimentado uma ascenção e queda em espaço de tempo tão curto, na proporção inversa de suas pretensões.

Tudo, ou quase tudo já foi dito acerca do garotismo, um fenômeno político que reúne forte apelo popular, uma agenda assistencialista, de certa forma com viés inclusivo/redistributivo, e alguma proposição de fortalecimento do Estado como indutor/articulador de interesses e demandas, com característica de proatividade.

Mas, passados vinte anos, desde que se elegeu para o primeiro mandato de prefeito nessa  fedorenta e plana cidade, o grupo central do garotismo se vê as voltas com seu ocaso.
Apenas vinte anos depois, o garotismo agoniza, o que em termos historiográficos é quase um soluço de tempo.

Não resta nada do projeto incial do garotismo, e a despeito de alguns aliados e inimigos que se revezam de lado, mais impulsionados pelas mudanças de rumo do eixo central("o chefe"), do que por inciativa própria, a base social de apoio se diluiu, e a atração desses setores depende cada vez mais de trocas financeiras, e menos do conteúdo das propostas que não têm mais qualquer apelo ou sentido.

É lógico que o recall do nome garotinho ainda é forte, mas fica a pergunta:

Alguém imagina que os asseclas e o próprio "chefe" tivessem tanta dificuldade em arregimentar batedores de palma lá nos idos de 1989, 90 ou mesmo até 98?

É certo que não. Mas então, o que mudou?

De certa forma, o assédio dos adversários aumentou, e a medida que cresceu o capital poítico, cresceu a oposição, ainda que atabalhoada e batendo cabeça.

Mas o fato é que nunca um chefe político regional cedeu tão rápido ao cerco inimigo. Levando-se em conta a proeza de eleger-se chefe do executivo estadual, e depois repetir a façanha com sua esposa, uma ilustre dona de casa e primeira dama, sem qualquer projeção ou lastro político, o "chefe" desceu a "ladeira". Contem também os quinze milhões de votos na eleição presidencial, também como um extra-classe.

Mas a mágica acabou. A novidade veio dar na praia, metade cabeça de porco, metade rabo de bagre.

Quais são os motivos?

Ora, ora, ora, isso não é novidade, e a resposta está na própria carreira. Para ascender tão rápido, como um outsider, sem vínculos partidários, e com centralismo personalista monolitico, a coesão em torno de si exigia muito mais um séquito de bajuladores, do que compartilhadores/parceiros/aliados que o impulsionasse a construir um projeto político no qual os diversos setores da sociedade pudessem confiar. A confiança era no "homem". Na medida que o "homem" ficou nu, acabou o encanto.

Cada vez ficou mais caro manter aliados, e tudo isso depende da "caneta". Como a sociedade passou a vigiar mais de perto, inclusive porque o eleição de sua esposa a prefeitura(outra notável façanha) se deu sob o signo da "moralização da coisa pública", é correto afirmar que estão amarrados por sua própria "lingua".

Assim, o espaço de manobra para o garotismo começa a estreitar, e não por ação dos inimigos, como querem fazer os idiotas à soldo, que repetem a exaustão o mantra que lhes foi empurrado goela abaixo, em uma improvável teoria da perseguição. Não há herdeiros "maduros" para carregar o "cetro", nem beneficiários diretos do espólio, uma vez que a relação criador-criatura dói na lembrança do "chefe".

Acabou o milho, acabou a pipoca.

Quem matou o garotismo foi o próprio garotinho! Melhor assim, é mais justo!

Acabou a brincadeira!

Bom, os problemas pessoais que afligiam esse blogueiro já fazem parte do passado. Recente, mas é passado, e isso basta. Portanto, voltemos à vaca fria, e pau na máquina.

Não haverá trégua contra o garotismo!

Não há possibilidade e negligenciarmos nossa cidade!

O exílio não é alternativa, pois há muita resistência a ser feita!

Há uma cidade para tomarmos conta, e retomarmos das mãos dessa escória!

Pé na bunda do garotismo!

É hora de varrer a planície fedorenta e lamacenta dessa corja!

Todos ao local da manifestação pró-prefeita, é hora do confronto! Que sejamos um, dois, seis ou trinta. Vamos lá gritar: Fora Rosinha! Fora Garotinho!

Diário de bordo.

Diário de bordo.
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Histórico:

Recebemos hoje um relatório da nave DiHumor. Ela está em outra missão, mas não deixa de nos enviar farto material para que elevemos nosso moral, aqui na solidão do espaço. Gravarei esse registro para posteridade, conforme instrução normativa n.6709-zuh(*):

segunda-feira, 14 de junho de 2010


Gabinete de Crise, Como sair de uma!!

Se voce é político e foi pego com batom na cueca, perdeu o mandato, foi cassado...
Nós lhe ajudaremos.

DIHUMOR Gerenciamentos de Crise S/A

Siga nosso passo a passo.

1ª Crie um Fato.
Ex: A população de Campos, indignada com a covardia da decisão do TRE de cassar a prefeita Rosinha e me tornar inelegível prepara para quarta-feira, às 17h, na Beira-Rio, esquina com rua Saturnino Braga, um ato público intitulado: “Em defesa de Campos e contra a covardia feita contra Rosinha e Garotinho”.
2ª Invente uma explicação qualquer.
Ex: A população que durante 12 anos conviveu com governos corruptos, liderados por Arnaldo Viana e Alexandre Mocaiber viu na decisão do TRE um golpe na moralização que a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho está dando na administração do município. Rosinha transformou a cidade num canteiro de obras, implantou programas sociais, atitudes inovadoras na saúde, como por exemplo, a vacinação gratuita contra a meningite para todas as crianças até 1 ano e também no transporte, com a passagem social a R$ 1 para todos os moradores
3ª Monte um instituto de pesquisa e divulgue uma.
Ex: Pesquisa que acaba de ser feita pelo Instituto Precisão mostra que 80% da população não quer uma nova eleição em Campos. E 74% aprovam a administração da prefeita Rosinha. A história de luta e a tradição dos campistas não vai se deixar abater por um golpe da caneta, dado por interesses inconfessáveis e impublicáveis.
4ª Clame pela ajuda de Deus, junte um monte de assalariados, pague um lanche e grite algo assim "O povo vai reagir. Ninguém admite, nem mesmo os adversários, que, por causa de uma entrevista de rádio, uma prefeita eleita seja afastada do cargo e alguém se torne inelegível. Está claro para os juristas que já leram o processo, que a decisão trata-se de uma vergonha para a justiça do Rio de Janeiro."

Bom agora reze à Deus para que tudo dê certo, bata a cabeça no gongado, distribua algumas notas de R$50,00 e espere. O povo, sempre na merda vai acreditar e deixar tudo na mesma, quer ver? olha só!!

Comunicações.

Diálogo entre Torre de Controle e nave Planície Lamacenta. Dia mais 07, hora de missão, mais 134, hora local, doze doze. Código da missão: Vega Uno, exploratória.

Histórico da transcrição:

Houston:
-Ok,PL, checar todos os sistemas.
Planicie Lamacenta:
-Ok, Hosuton, sistemas checados, todos ok.

Houston:
-Informe extensão dos danos ao sistema de comunicação.
PL:
-Houston, parte dos sistemas digitais foram afetados, e mudamos para analógico. Sistema de transmissão, ok. Sistemas de captação, ok. Sistemas de gravação, ok.

Houston:
-Informe se recebida a última mensagem?
PL:
-Ok, mensagem recebida. Haverá mudanças na administração municipal, Houston?
Houston:
-Tudo indica que sim, deverão haver novas eleições, e o ambiente tende a ficar hostil. O controle da missão avalia possibilidade de retorno, entendido, se confirmadas as informações, o controle de missão abortará a missão, e ordenará o retorno, informe se entendido?
PL:
-Ok, Houston, entendido. Mantenha-nos informado, por enquanto manteremos os protocolos iniciais, ok?
Houston:
-Ok, perfeito, manter protocolos iniciais, e manter o curso.

Fim da trnasmissão.

domingo, 13 de junho de 2010

Comunicações sobre a Fifa World Cup.

Nenhuma novidade pelas imagens que recebemos aqui no espaço. O nível é de médio para baixo, e nos primeiros matches, nenhum scratch surpreendeu.
Novidade mesmo, é o jogo instintivo de los hermanos. Ficou claro que o coach Diego Armando tentou desesperadamente imprimir um esquema autoral que justificasse sua presença à beira das quatro linhas.
Essa atitude se prende a dois propósitos:
1. Descarregar a pressão sobre seus players, e desviar a atenção sobre eles;
2. Alimentar o ego del Pibe D'Oro, fiel ao seu estilo outsider, ainda que envergue terno em gravata.

Assim, o team da terra de Perón aventurou-se em um sistema defensivo que deixa espaços, mas em contrapartida, com uma linha de forwards fortíssima, empurra os backs adversários, e os confina em sua metade da cancha. Capítulo à parte para o Lionel Messi. De longe o melhor até agora, dentre os popstars da bola.
Eis nossa compreensão sobre o desenho tático do team alvianil:
É quase um três-três-quatro sem a posse do balón, que varia para quatro-dois-quatro, quando estão com la pelota.

Se o talento argentino congelar os inimigos como faz o minuano, tudo bem.

Caso contrário, assitiremos mais uma flagelação pública do seu caso de amor e ódio predileto, que responde pelo nome de gênio, com apelido de Maradona

Comunicações.

Recebo aqui no espaço, mais uma definição dos gaiatos acerca do discurso do secretário sectário: suledil bin laden rivotril para que os "barnabés-de-cabresto" assumam seu lado rosa:
"Aí meu caro, ou caga ou desocupa a moita".

Comunicações.

Dia mais 06; hora missão: mais 108; hora local: um quatro um zero(1410). Código de missão: Vega Uno, exploratória.Diálogo entre torre de controle e Planície Lamacenta.

Houston:
-Ok, ok, ok, Planície, checagem de rotina de todos os sistemas. Operacionais?
PL:
-Entendido, operacionais, ok.
Houston:
-Comunicações?
PL:
-Ok.
Houston:
-Controle, navegabilidade, logísticos?
PL:
-Ok.

Houston:
-Ok, PL, entendido, sistemas checados, vamos a transmissão de dados do dia, informe se recebida a imagem do Sérgio Cardoso Moreira?
PL:
-Ok, Houston, imagem recebida e publicada, encerrando transmissão, ok?
Houston:
-Ok.

Diário de bordo.

Diário de bordo.
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Dia: mais 06.

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Histórico:
No dia de hoje, recemos a notícia de que acólitos da prefeita da planície fedorenta arregimentam seus "barnabés de coleira" para construir uma base de apoio a manutenção do mandato cassado. Demonstração inequívoca de desespero, como opinaram vários blogs da rede. Há um senão, ainda mais grave: é crime, e podem as autoridades escolherem como tipificar a conduta, senão vejam:

Constrangimento ilegal
Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.
Aumento de pena
§ 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas.


Atentado contra a liberdade de associação
Art. 199 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a participar ou deixar de participar de determinado sindicato ou associação profissional:
Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência.

Anotem os nossos grifos: 

No caso do artigo 146, o secretário rivotril, em concurso de agentes com a prefeita e outros secretários e chefes de seção que aderirem a sua conduta, praticam um constrangimento ilegal, na medida que condicionam a manutenção dos empregos("arquem com as conseqüências", aqui, a grave ameaça de que fala i tipo penal)a adesão ao abaixo-assinado e outras manifestações de apoio. Há dúvidas se o concurso se restringe a causa de aumento de pena, como visto no §1º do artigo, ou se configuraria crime autônomo de formação de quadrilha, 288, uma vez que há estabilidade e perenidade da condurta, divisão e hierarquização de tarefas para cometer o crime em questão(constrangimento).

Mas podem entender os jurisconulstos, que se trata de crime específico, na medida que turba as relações de trabalho e obriga aos contratados a se associarem no abaixo-assinado em "apoio" a prefeita.

Com a palavra, as autoridades ministeriais e policiais.
Fim de transmissão.

sábado, 12 de junho de 2010

Diário de bordo.

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Dia: mais 05.

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Histórico:
No dia de hoje as comunicações sofreram fortes interferências. Uma chuva de meteoros de desconfiança atingiu as antenas do sistema de transmissão. Não há como diagnosticar a extensão dos danos. Houve também a passagem por um setor carregado de ondas eletromagnéticas, que provocaram ruídos em nossas transmissões. A torre informou que houve um ataque de hacker, e boa parte dos e-mails foi violada com mensagens truncadas. A tripulação ficou apreensiva. Usamos essas transmissões de forma precária. A ansiedade pela chegada ao nosso destino começa a incomodar a tripulação.

Fim de mensagem.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Diário de bordo.

Diário de bordo.
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Hora local: 31303
Hora missão: mais 69.
Dia: mais 03.

Informante: Douglas da Mata.
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nível de acesso: 5
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Objeto: Informação.
Categoria da informação: não classificada.
Destinatário: Interno e externo


Histórico:
Depois de um laspo de comunicação causado pela passagem pelo lado escuro da vida, retornamos as comunicações, com todos os sistemas operacionais. Retomamos também a transmissão desse diário de bordo. A solidão aqui é inimaginável. Uma paz aterradora. Uma paz construída pela ausência de tudo, desoladora. Talvez a única paz possível. Recebo as comunicações da planície lamacenta:
Não há bienal, médicos à beira de uma ataque de nervos, epidemia de dengue, cassação de mandatos, anulação de eleições, e o silêncio cúmplice e aterrador da sociedade. Será que estão todos como eu, aqui, com a "cabeça na lua", boiando no vácuo, perdidos no espaço? Não sei. Minhas referências aqui estão distorcidas, mas e a de vocês? Agora todos varrem os problemas para baixo do tapete. É hora de Copa do Mundo. A tripulação reage com euforia a notícia de que nos aproximamos do planeta U-096, que carinhosamente apelidamos de Utopia. Sabemos que não encontraremos vida por lá, mas o sentido de nossas vidas, hoje, é essa busca, por Utopia. A possibilidade de fincar os pés em território utópico nos alegra. Talvez seja o ambiente hostil e o confinamento na cabine, por tantos dias, que nos faça cultivar esse estado de espírito. Os sinais vitais, porém, não indicam nenhuma alteração importante. Por hoje, encerramos essa gravação para transmissão.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Diário de bordo.

Diário de bordo.
Missão: exploratória, código Vega Uno.
Hora local: 0903.
Hora missão: mais 49.
Dia: mais 02.

Informante: Douglas da Mata.
código de acesso: #44@@!11.
nível de acesso: 5
Confirma exceção de segurança: sim.
Objeto: Informação.
Categoria da informação: não classificada.
Destinatário: Interno e externo


Histórico:
No dia mais 02, hora zero mais 49, cruzamos o quadrante 34 do setor Alfa. Os sistemas funcionam dentro do planejado, sem intercorrências. Tripulação motivada e sem ocorrências de desajuste fisiológico. Adaptação as condições satisfatórias. 
 Nesse segundo dia de jornada fico imaginando como estão as coisas na planície lamacenta. Não aqui no espaço, onde tudé neutro, imparcial e silencioso. Mas aí, em terra. Será que nossa busca por um mundo e uma cidade melhor não é coisa de "lunático"? Pode ser. mas aqui nessa imensidão, temos a nítida impressão do tamanho que temos: quase nada. É como se entendêssemos que só há harmonia no caos, pois sim, o Universo, assim visto de "perto", longe das nossas construções e pequenos sistemas políticos, econômicos e sociais, nos revela que só há um sentido em tudo, que é: não há sentido algum! Todas as nossa tentativas de elaborarmos uma consciência coletiva que pacifique o convívio deram errado, e talvez essa seja a chave: não há como evitar o conflito, e dessas repetições surgem novos conflitos, como se fossêmos capazes de entender o raciocínio matemático que diz que a menor fração de tudo pode ser dividida por dois, mais uma vez.
Seré esse nosso encontro com "deus"? Não sei. Mas a solidão do espaço aguça a percepção. Acalma os sentidos. Sinto falta dos meus pares, mas ao mesmo tempo me regojizo por estar longe deles. Me torno mais humano pela lembrança de quem somos, mas me humanizo também por estar longe do que somos, na essência: seres de lama.

Fim de mensagem.

Comunicações.

Diálogo entre Planície Lamacenta e torre de controle.
Missão: exploratória.
Código de missão: Vega Uno
Hora local 0847
Hora missão: zero mais 48
Data: 10062010

Controle:
-Ok planície lamacenta, informe as leituras dos instrumentos, pressão e temperatura.
Planície Lamacenta:
-Ok Houston. Sistemas operacionais, ok, sistemas de navegação, ok, comunicação, ok, controle de estabilidade, mapas e orientação, ok, velocidade, mach 1 mais 8, temperatura, 18º, pressão nível 3, estável.

Controle:
-PL informe o nível de CO 2, pressão de combustível, sistemas de rejeitos e faça o check list da tripulação.
PL
-Ok, Houston, nível de CO 2, em 13%, pressão de combustível 3400psi, sistemas de reciclagem e rejeitos, ok, tripulação com sinais estáveis, batimentos em nível 1, pressão arterial, nível 1, condições de sono, alimentação, excreção, ok, temperatura corpórea, ok, testes de reflexo e concentração, ok.

Controle:
-Ok, positivo, PL, vamos as informações: Aqui em terra, na planície lamacenta as coisas continuam as mesmas. Ambiente hostil e inóspito. Autoridades sem autoridade alguma, ou legitimidade. Cenário de conflagração e quebra institucional. Pouca esperança. Vazamento de recursos ameaçam ambiente. Pedófilos atacam revestidos de imunidade. Mídia não confiável. Reação inexistente.
PL:
-Ok, Houston, entendido. Prosseguimos na missão: Ou estabelecer um posto avançado de civilização ou encontrar alguma tecnologia para reverter esse quadro. Planejamento sujeito a alterações, mantenha-nos informados sobre mudanças de conjuntura, e condições para retorno, caso hajam.

Controle:
-Ok, PL, manteremos informados. Posição atualizada: Não há chance de retorno a planície. Ambiente hostil, repito, ambiente hostil. Informe de entendido?
PL:
-Ok, ok, copiado.

PL:
-Houston, contornaremos agora o lado escuro da vida, ficaremos sem comunicação durante alguns dias, ajuste hora de quebra de comunicação em menos 23 minutos e contando a partir da hora zero mais 49, entendido?
Controle:
-Ok,ok,ok, PL ajustando hora de quebra em 23 minutos menos hora zero mais 49.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Aguardando lançamento.

Diálogo entre tripulação e torre de controle. Dia: 08/06, lançamento do blog Planície Lamacenta para o espaço:

-Todos os sistemas operacionais de lançamento, navegação, controle e contingência checados.
-Ok Planície Lamacenta, checar a sincronização dos protocolos de lanamento.
-Ok. Checados. Rgeistrar em 18:30, repito um, oito, três, zero hora, confirme se copiado?
-Ok, hora de início de protocolo de lançamento, um, oito, três, zero hora.
-Houston, programar contagem hora lançamento, 00:01hora, confirmado? Hora zero é 00:01hora.
-Ok, PL, hora zero, zero, zero um, hora de lançamento, com contagem regressiva em menos 20 minutos da hora zero.
-Houston, favor checar os sistemas de comunicações, analógicos e digitais, ok?
-Ok, PL, sistemas checados.
-PL, informe a temperatura, pressão da cabine?
-Ok, Houston, pressão estável em nivel três, pressurizando a 0.02psi por segundo até hora zero. -Temperatura estável em 20º.

-Favor checar sistemas de ignição, protocolos de emergência e de cancelamento.
-Ok, Houston, checados e operacionais.

-PL, voltamos a fazer contato em 20:00, dois, zero, zero, zero hora, informe de recebeu mensagem?
-Ok, Houston, confirmado em dois, zero, zero, zero hora para novo contato e checagem.

Deram mole!

Ao rejeitarem a aprovação da Comissão Processante pelos argumentos dos pareceristas da Câmara, os quais muito respeito, e não cabe aqui discutir, o presidente da Casa deu uma enorme engolida de "mosca".

Ora, foi dada a senha para que a oposição discuta o arrazoado na Justiça, esticando a corda(e o desgaste)da perefita até o limite.

O certo seria passar "o rodo" em plenário, mas os vereadores da situação parecem com "medo" de arcarem com o ônus político de sustentar uma administração tão "pesada". Aliás, como de costume!

Que mole, hein?

Como já cansamos de dizer, com uma situação dessas, nem precisa de oposição. Opa, vai ver que é por isso que não tem mesmo!

Poemas de lama!

A arte do impossível.

Dos amores que tive,
Os melhores foram os impossíveis.
Impossível te esquecer,
Impossível te de deixar,
Impossível não te querer,
Impossível não amar,
Você!


D. da Mata, aos 08 de junho do Impossível.

Atenção!

Antes que as cassandras e as pitonisas se assanhem, e todos os imbecis do quartel da Lapa comprem todos os lotes de fluoxitina, rivotril, bromazepan e assemelhados, vai aqui o aviso:

O comentário inserido no texto sobre a possibilidade do ex-governador não vir a ser candidato apenas reforça o que anunciamos há tempos, e que nem precisava ser gênio para revelar.

Bastava olhar um pouco o cenário, e perceber o remexer das nuvens.

Ninguém joga dinheiro fora, ainda que seja dos outros(nesse caso, nosso).  O ex-governador, ao que saiba, é meio maluco, mas não rasga "numerário"!

E e sempre bem melhor sair como vítima a derrotado. Está nos manuais de marquetíngue manejados com sofreguidão pelo "chefe" e seus asseclas.

E não me venham os imbecis da lapa retrucarem, dizendo que as contas do casal 50 nos tribunais eleitorais são aprovadas, e que as fontes de recursos são todas conhecidas, blá, blá, e blá, blá, etc e tal!
Sim, as fontes podem até ser "conhecidas", mas nunca declaradas.

Ora, ora, ora, qualquer um sabe que o que os tribunais ratificam é a contabilidade que está nas prestações de contas.
Ou então vocês afirmariam que os valores consignados correspondem aos milhões gastos na campanha? Assim, na maior cara-de-pau?
Então me indiquem esses marqueteiros e fornecedores de vocês, que vou fazer "um rachachá" entre os amigos e lançar minha candidatura, ora bolas! Já que fica tão baratinho, e dá certo, eu também quero!Nem preciso ganhar, basta a diversão!

Tenham dó, e não abusem da nossa pouca inteligência!

Se quiserem discutir o problema do financiamento de campanha, e o quanto a falta de transparência na captação desses recursos prejudica a nossa Democracia, eu até aceito, mas vir com essa conversa mole não cola!

Portanto, ficamos combinados assim: O "chefe" vai no máximo partir para uma candidatura a um cargo parlamentar, resta saber se vai passear em Brasília ou aporrinhar o governador Cabral na ALERJ. Com a casinha da Lapa, o telefone e o carrinho velho, é o máximo que restou para disputar!

Poemas de lama.

Big-bang.

Lá no momento da criação,
Ou da explosão,
Ou no início,
Se houve algum,
Alguém disse:
Haverá as coisas,
Separadas em duas,
A partir de agora,
(e de onde derivarão todas as outras),
O resto,
E nós dois!

Mas se essa história é falsa,
E nunca houve início,
(porque nunca haverá fim)
Eu lhe digo:
Nós sempre existimos!


Douglas da Mata. 8.900.000.989.234 anos antes de tudo!

No varal do lamaçal.

Convergência é isso aí. Foi, voltou, e foi de novo. Da rede para a TV, e agora, de volta para a rede. São essas múltiplas possibilidades que assustam quem tem no monopólio e manipulação a matéria-prima do poder. Vejam aí o recado dos secos e molhados mais inteligentes da planície lamacanta:

Segunda-feira, Junho 07, 2010

Está no ar o blog da Mercearia Campista

Trechos do programa, intervalos, fotos, detalhes do cenário, comentários, entre outros secos e molhados. Aqui.

Breviário de decomposição.

Tomo esmprestado o título de obra de Cioran, e escrevo o meu epitáfio, onde na lama da planície fica enterrada a lápide do blog.
Como prometi, sendo esse o prazo para sua extinção, me dedico a escrever o dia de hoje como se um dia qualquer fosse.

Apertem os cintos, tapem do narizes mais sensíveis. É hora de jogar lama no ventilador, ainda que, por aqui seja, pela última vez.

Os eternos imbecis.

É de dar pena dos acólitos da prefeita e do prefeito, que buscam ocupar espaço que perderam. Primeiro, achincalharam a rede, tripudiaram, e agora se rendem, tal e qual outros veículos de mídia. Tentem adaptar suas modorrentas falas e incapacidades a um meio que por si é libertário.
Daí, ficam como os blogs dos jornalões e outros excrementos que existem.
Repetem e vomitam estilos que pretendem em figurinos "mudernos". Alertai-vos! O problema não é o meio, ou forma, é conteúdo, e isso, lhes falta, ou ao menos, algum conteúdo crível, o que é pior, muito pior.

Mas feito esse pequenino nariz de cera(na linguagem empolada dos comunicativos comunicadores), vamos a vaca fria:

Os seguidores do casal 50 não se cansam, agora repetem um mantra: querem por que querem se comparar com administrações passadas, e usam isso como referência para reivindicarem um cheque em branco, a saber: se tudo foi feito daquele jeito, não caberia mais questionamento, ainda que o governo atual "da mudança" pratique tudo, tal e qual foi feito antes:
Terceirização? Temos de sobra;
Licitações suspeitas? Idem;
Contratados sem consurso: Ibidem;
Escândalos: De sobra, e para todos os gostos;
Ineficiência: Profissão de fé.
Falta de informação e desrespeito a sociedae civil: Mister

Vejam bem, meus caros, eu nada me contrario se os auxiliares do casal 50 querem se comparar com o que de pior houve na História desse município. Se eles querem dizer que são melhores que a escória, tudo bem, é uma decisão temerária, mas soberana e deve ser respeitada.
Mas que é engraçado, isso é. Bom, pensando bem é trágico. Mas tanto faz, aqui tudo é assim mesmo! Trágico e cômico.

Novas notícias aparecerão essa semana, e mais tristeza florescerá no campo de rosas. Palácios da Guanabara de areia se esvairão ao sabor das ondas da realidade. Ah, a realidade cruel e desumana, rs!

Outro ponto que os auxiliares do casal 50 andam cantando loas é o esquemão de obras tocado pela maluf-cor-de-rosa. Ora, ora, ora, senhores, tenham dó. Todo mundo sabe que isso não tem nada a ver com o bem comum. Ou como explicar o "túmulo do samba" de 60 e tantos milhões de reais?

Adotem logo o slogan do Adhemar de Barros!Aproveitem logo a coincidência do sobrenome. Adhemar de Barros, Rosângela Barros Matheus de Oliveira, não é isso? Olha o mote aí, meu pessoal do comissariado de propaganda, e meu caro Goebbels!

Em tempo, se o governo é tão diferente e se tudo mudou, eu pergunto: e o contratinho de coleta do lixo, de 50m milhões por ano, em dez anos(500 milhões), o lixo mais caro do Brasil, como ficou? Mudou também?

Interesses cruzados no esgoto da planície.

Ora vejam vocês meus caros amigos e amigas que estive hoje cedo no Parque Santo Amaro, ali na rua Maron B. Buechen.

Curioso como eu sou, vi um caminhão da EMHAB esatcionado em frente a uma Estação de Tratamento da Águas do Paráiba.

Como não sabia se era uma elevatória de água, ou tratamento de efluentes(esgoto), parei para alimentar minha curiosidade: Afinal, o que um caminhão oficial e público faz em uma empresa privada? Bom, se fosse apenas uma visita técnica ou de cortesia, tudo bem, mas o caminhão estava com um tubo conectado, penso eu, a estação, e de lá de dentro, um rapaz com EPI(equipamento de proteção individual)apropriado para evitar contaminação biológica e coliformes(macacão branco, máscara e luvas).
O cheiro era inconfundível, e logo conclui que era um "caminhão-fossa".
Todos os operadores, o motorista, todos vestiam uniformes da empresa privada, e controlavam a operação realizada pelo caminhão.

Eu pergunto mais uma vez: O contrato de concessão prevê que os bens públicos sejam utilizados na execução do serviço pelo qual a empresa Águas do Paraíba cobra da população?
Ou seja, cobra e usa o dinheiro público? Ganha lá, e cá também?

Ora se esse for o caso, eu gostaria que a concessão fosse novamento colocada em pauta de licitações, pois eu montaria "uma empresa", pegaria dinheiro do BNDES, do FUNDECAM, enfim, todo din-din público disponível(e sempre o há, quando so argumento$ $ão "convincentes"), e depois utilizaria o bem público para prestar o serviço, cobrando da população. Não é um negoção? Melhor que isso, só empurrar bêbado da ladeira.

Mas esperem aí, isso não seria peculato?

Esse é um retrato fiel da mistura dos interesses até no esgoto dessa planpicie de lama.

Ah, antes que eu esqueça, os dados, os indefectíveis dados que recolhi, na ausência de imagem:
Mercedez Benz, modelo L1620 Truck, cor branca, placa KYL-1356.

domingo, 6 de junho de 2010

Diário de campanha.

diário de bordo:

aos 06 de junho de 2010, colocamos as últimas minas defensivas na trilha que leva ao nosso acampamento, do tipo "bloody-mary". Os suprimentos acabaram, e restam poucas cargas ofensivas, alguns obuzes de 105 mm, três metralhadoras ponto 60, alguma munição, 42 fuzis Ak-47, 08 M-16, 23 sub-metralhadoras Uzi, 09mm, 56 granadas...pouco alimento, para o corpo, nenhum para a "alma"...

mas o que nos mais falta é vontade de seguir lutando...

resta incendiar tudo o que foi feito, ou escrito...

o suícidio ainda é uma alternativa...a outra é reincorporarmos a vida civil: ver TV aberta, empaturrarmos de carne, carboidratos e cerveja, um casamento sólido(porém pesado, como uma âncora), comprar um carro, filhos, um salário e uma boa dose da vacina contra a rotina: mediocridade. Ou o que alguns chamam de: felicidade. Tanto faz...Nos tornemos violentamente pacíficos...!

Fase otimista: exposição de imagens

 De cima para baixo: Crianças palestinas mortas depois de um ataque israelense durante o último conflito em Gaza, feridos em um ataque estadunidense no Afeganistao e feridos de uma ataque terrorista em Moscou.

Nessas duas últimas: Banho de sangue em ataque no Iraque e crise humanitária na Somália.

De cima para baixo: cenas da violência mexicana em Ciudad Juarez, na guerra dos narcos, e nas duas últimas, cenas de um ataque com bombas incendiárias de fósforo em um hospital da ONU na Faixa de Gaza, promovido pelos israelenses.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Fase otimista!

Os planos são os seguintes:

1. Fechar o blog;
2. Pedir transferência para a capital;
3. Largar essa cidade, e esquecer que já vivi por aqui.

Já deu.

Em dois dias o blog termina.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

"Preces da resistência."

Trecho da entrevista com o historiador e professor emérito da USP, Alberto Bosi, acerca de seu mais novo livro: Ideologia e Contraideologia. A conversa foi publicada na revista Carta Capital, por Rosane Pavam:


"(...)
CC: Que distinção o senhor faz entre ideologia e contraideologia?
AB: Ambas se articulam em conjunto de ideias e valores. A diferença é que a ideologia generaliza interesses particulares e os dá como se fossem universais. Por exemplo, a ideologia da competitividade corresponde a luta econômica que a burguesia trava nos meios do poder financeiro e industrial. Mas os ideólogos do capitalismo procuram demonstrar que a competitividade é uma necessidade universal, até fundada na biologia, em Darwin. Para convencer os seus destinatários retoricamente, já que se trata de uma arte de persuadir, os ideólogos  criam um discurso justificador universal de seus interesses. Os editoriais dos grandes jornais e das revistas de grandíssimas tiragens são peças ideológicas perfeitas. No caso da contraideologia, a intenção é o bem comum. O escritor contraideológico, que combate a ideologia da competitividade, é por exemplo, procura demonstrar que ao lado do que seria um instinto competitivo existe uma tendência solidária. O discurso contraideológico visa o bem-comum, não particulariza interesses.
(...)"

Bilhetes do exílio.

Recordo-me que quando criança, matava passarinhos, talvez por inveja pelo fato de que voavam. Hoje, comprei asas em alguma loja, mas escolho ficar dentro da gaiola.

A felicidade é como um cheque especial. Alivia, mas a conta vem com juros sobre juros.

São cerca seis bilhões de seres humanos no mundo. Você viverá cerca de 70 ou 80 anos, em média. E ainda assim, te dizem que você deve amar uma mulher de cada vez!


Todas as grandes paixões do homem são femininas, e não há meio seguro de conviver com elas: mulheres, drogas, violência, velocidade e liberdade!


Eu não acredito em deus. Não acredito em criação. Não sou cristão. Mas compreendo, perfeitamente, a parábola de Adão e Eva, sexo, paraíso e pecado capital!


E algumas do meu filósofo predileto, Schopenhauer:

"O amor é a compensação da morte."

"Quem não tem medo da vida também não tem medo da morte."

"A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais."

"Casar-se significa duplicar as suas obrigações e reduzir a metade dos seus direitos."

"Ninguém é realmente digno de inveja, e tantos são dignos de lástima!"

"Não devemos mostrar a nossa cólera ou o nosso ódio senão por meio de atos. Os animais de sangue frio são os únicos que têm veneno."

"Sentimos a dor mas não a sua ausência."

Lá como cá...Pero no mucho!

Não dá para escapar a comparação, ainda que levada à cabo, como a maioria delas, soe como farsa. Mas a senadora Kátia Abreu seria a Sarah Palin do cerrado.
Eis que o Alaska tem para os estadunidenses simbologia parecida com a cerrado brasileiro, que na década de 70 e 80 do século XX, atraía os "pioneiros" de segunda geração(a primeira seriam os bandeirantes paulistas?), dispostos a trocar o espremido sul brasileiro pela abundância fundiária do centro-oeste.

Bem menos inóspito que o glacial 50º estado da União Estadunidense, o nosso cerrado tem clima árido e severo para quem vivia em temperatura subtropicais e temperadas de Santa Catarina, Rio Grande e o enclave São Pauraná, mas permitiu uma acomodação mais rápida. Podemos dizer, numa rasa simplificação geodeterminista que essa "amenidade climática" forjou um caráter mais oportunista e bem menos combativo na nossa direita agrobusiness, que a senadora Kátia Abreu representa.
Vai aí outra comparação: Lá, os pioneiros saíram do calor(Arizona, no caso dela)para o frio, o que os endureceu e tornou mais tenazes. Já em nosso caso, o calor do planalto central amoleceu o coração dos sulistas, e lhes trouxe uma malemolência macunaímica, misturada com a hipocrisia moralista agrocapitalista, grileira, e tão violenta quanto o furor miliciano dos extrativistas minerais da terra gelada do Tio Sam, comprada aos russos, lá onde o vento e o mundo fazem a curva.
Logo, apesar de empunhar a bandeira do que há de mais retrógado em política nacional, como a senadora de lá, candidata a vice na chapa republicana derrotada por Obama, a "nossa Sarah Palin",que também não faria feio em nenhum concurso de miss cerrado, declinou de embarcar na canoa furada do Jonh McCain tupiniquim.
A candidatura zé motossera está destinada a afundar por aqui por motivos distintos:
Lá a direita perdeu porque era a continuidade, aqui ela perderá porque é a mudança, mas o viés ideológico dos dois se assemelha:
Direita "esclarecida", que circula à margem do núcleo duro do neoudenismo pátrio, mas que não hesita em utilizá-lo para lançar sua plataforma quase democrata-cristã ou para brecar as reformas do Estado que pretendem equilibrar desigualdades milenares.

Pato fu...Na lama...!

"(...)quando penso em nós dois, deixo tudo para depois, quando penso em nós três, fica pr'á outra vez(...)"
Fernanda Takkai

O tempo não pára!

"(...)Cansado de correr na direção contrária, sem pódio de chegada, nem beijo de namorada(...)"
Cazuza.


Eu estou chegando ao limite. Covardia, oportunismo, egoísmo? Tudo isso junto? Humanização? Não sei. Tenho apenas a sensação que de tanto chafurdar nessa planície lamacenta, eu me acostume com seu cheiro e textura.
A tão decantada "banalização do mal".

Estou saindo de cena, em breve...Eu desisto,e  admito,e  tomo emprestado a "sabedoria popular" do Elias, O maluco: "Perdi, meu chefe. Leva, mas não esculacha!"

Daqui por diante, penso seriamente em focar esse blog na campanha da Dilma. Afinal, é prazer "estético", e uma autopremiação, na medida que, de um jeito ou outro, a vitória do Lula é um pouco minha também. Quero fazer parte do time que ganha, pelo menos uma vez!

A Câmara na encruzilhada!

Nenhuma outra instituição revelou tanta tibieza e instabilidade quanto a Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, o que, ironicamente, a torna fiel depositária da representação do cinismo do seus eleitores. A Câmara, por vias transversas, somos nós, sem retoques.


Como uma caixa de ressonância amplificada, podemos dizer que nosso parlamento municipal é um dos pilares de um tripé que simboliza o caos que vivemos: Poder Executivo, Legislativo e sociedade. Não há contornos exatos para definir o campo de influência de um sobre o outro, mas a estranha simbiose que os une, revela um caráter cívico que se reveste de oportunismo e hipocrisia.


É lógico que nossa cena política e institucional não se resume a esses entes. Mas não seria exagero dizer que os outros elementos dessa relação, como Judiciário, Polícia, Ministério Público e partidos, funcionam como meros acessórios, ainda que passem-nos a imagem de alguma proatividade. Qual nada, são meros geradores de atos reflexos.

Mas o resultado é desastroso por onde quer que olhemos. E mesmo dentre os que hoje se beneficiam de um modelo que se instalou há 20 anos, não há quem veja virtudes no que pratica, por mais devotado que seja às causas próprias no exercício do egoísmo cívico, e do culto ao personalismo garotista.


No entanto, a propositura de Comissão Processante para apurar a possibilidade de irregularidades das relações com a mídia, na eleição da atual prefeita é, com todas as reservas que detalharemos a seguir, um passo na recuperação do papel da oposição, e mais, da própria casa na qual ela se alberga.

Primeiro é bom que se diga: O fato determinado que o vereador Marcos Bacellar apresenta pode contaminar, em nosso chulo e raso entender, o resultado a que se propõe, e explicamos nosso pobre raciocínio:
Ora, comissões dessa natureza se destinam a apurar, com juízo político, essencialmente, fatos que se referem a delgação popular que pretendem cassar, ou seja: o mandato. Como os atos que perseguem são anteriores a sufragação e a diplomação, estariam fora do alcance da Comissão. É como, em analogia pobre, querer cassar por quebra de decoro um vereador que não o era na época dos fatos.

Dito isso, e superada essa querela "jurídica", penso(e torço) que o vereador e a oposição detenham melhores argumentos do que esse barnabé estadual para sustentar a empreitada, vamos a análise de mérito:

Uma Comissão dessa natureza, para produzir os efeitos a que se destina em última instância(repactuar as formas de se exercer a Democracia nessa cidade, pois isso é que deveria estar em jogo)tem que cortar a carne até o osso.
Deve vasculhar toda e qualquer relação espúria dos meios de comunicação, quaisquer que sejam, no período das eleições, ainda mais que, mesmo que reconheçamos que o candidato derrotado, Arnaldo Vianna, e seu apoiador, Alexandre Mocaiber, então prefeito, não tenham obtido sucesso em vencer o pleito de então, tratava-se de dinheiro público para alimentar propaganda, e quiçá, esquemas de captação ilícita de votos e dinheiro, que,  SE COMPROVADAS, devem merecer tamanha reprovação e punição, tanto quanto a aplicada a prefeita, a saber: impedimento para concorrer a novas eleições, com o envio das conclusões ao Ministério Público Eleitoral, como preconiza a Lei.


Então, não se trata apenas de inquirir um lado da questão, e perpetuar a noção de realidade aleijada que temos, onde a Justiça apenas se mostra como vingança, e nunca punição e reparação para reconstruir laços de convivência segura e crível.

Esse é o dilema que a Câmara, através dos parlamentares da oposição, e por que não da situação, terão que enfrentar.

Desde já fica o registro desnecessário, para aqueles imbecis que enxergam análises como tratados de rendição, na lógica mesquinha e caolha pela qual enxergam o mundo, que não reconhecemos no vereador Marcos Bacellar o estofo necessário para reunir em torno de si os requisitos para executar tal tarefa: resgatar a credibilidade da Casa de Leis.

Mas diante da omissão dos outros, vamos com ele mesmo!  Chamem os bombeiros, o circo chegou, e vamos tocar fogo nele!