quinta-feira, 29 de abril de 2010

Onde há lama, há esperança.

Lama é matéria orgânica. Apodrece, mas também cria vida. Na planície lamacenta, onde esperança de tão madura, cai podre, as sementes se renovam e enraízam novas possibilidades.

Se analisarmos a movimentação política na cidade, e na Câmara Municipal, podemos enxergar, ainda que tímida e discretamente, uma fresta por onde algum raio de luz ilumina aquela Casa talhada para operar nos porões.

Nas útlimas semanas, várias audiências públicas e eventos com a presença de integrantes da sociedade civil renovaram o ar mofado do local.

A atuação dos vereadores passou a ser mais vigiada, e os temas polêmicos não escapam ao debate de alguns setores de nossa comunidade, principalmente a blogosfera.

É claro que isso não é tudo, mas já é alguma coisa.

No varal.

Penduramos aí as noticias sobre o Moviemento de Controle Social:

quinta-feira, 29 de abril de 2010


II Conferência Local de Controle Social: Royalties em Campos - balanço e perspectiva

O Movimento Nossa Campos (MNC) e o Observatório de Controle do Setor Público (OCSP) com o apoio do IFF, UENF e UCAM no dia 20/05, 5ª feira, às 18:30h, promoverão a apresentação da II Conferência Local de Controle Social com o tema: Royalties em Campos - balanço e perspectiva.
O evento será realizado na Câmara de Vereadores de Campos (Avenida Alberto torres, nº 334, Centro).

Coordenação: Hamilton Garcia (LESCE-CCH/UENF)

Abertura: Almy Carvalho (UENF, Cibele Monteiro (IFF, Nelson Nahim (Câmara de Vereadores) e Aurélio Lorenz (OCSP)

Palestrantes:
Geraldo Coutinho (Diretor Regional da FIRJAN)
Denise Terra (CEPECAM DA UCAM)
Eduardo Crespo (Diretor do FUNDECAM)
Roberto Moraes (Pró-Reitor de Relações Institucionais do IFF)

Participação Especial:
Odisséia Carvalho (Vereadora do PT)

Debatedores:
Antônio Rangel (ex-vereador do PT)

Pensamentos de lama.

A bem da verdade, a parte que mais gosto em mim é você!

Cargo público= concurso público.

Por iniciativa da vereadora Odisséia foi aprovada  por unanimidade  a prorrogação do concurso público da educação de 2008.
A prorrogação do concurso é uma reivindicação dos profissionais da educação através do SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da educação).
A aprovação aconteceu na sessão de ontem da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, processo número 0898/2010/SEC/CMCG.

No varal.

Todos já sabem o que penso, mas ainda assim, está aí o recado enviado pela vereadora pelo nosso e-mail:
 
Como forma de me comunicar com a população e prestar contas de minhas atividades como vereadora,além de receber sugestões e debater os assuntos de interesse da população,  coloquei hoje no ar o blog http://ilsanviana.blogspot.com .
Atenciosamente,
Ilsan Viana

Bancos e a "saidinha".

No blog do Marcelo Bessa Cabral há uma postagem sobre o tema, a partir dos fatos noticiados pela mídia ontem, onde um gerente de uma agência do Unibanco-Itaú é suspeito de colaborar com os ladrões que subtraíram com violência(roubo qualificado pelo emprego de arma e em concurso de pessoas), uma certa quantia em dinheiro.
Os ladrões foram presos, e foi descoberto pelos agentes de polícia que um dos autores era irmão do gerente, o que indicou a ligação entre eles, fato comprovado pela quebra do sigilo telefônico de um dos aparelhos apreendidos em poder dos ladrões.

Primeiro gostaria de abordar uma questão que julgo relevante. Essa "ligação" entre funcionários e assaltantes merece uma atenção maior das autoridades policiais, uma vez que já há investigações que apontam, em outros casos, o mesmo modus operandi, ou seja: um funcionário, de posse das informações sobre previsão de saques exigida pelos bancos, avisa aos comparsas, o dia e hora previstos. Nessa data, o funcionário liga para o "olheiro", e dá a "planta", quer dizer: a descrição do cliente, o valor que sacou, e daí em diante, a vítima passa ser acompanhada, até o "bote".

Lógico que não se pode generalizar e dizer que em todos os casos isso acontece, há outras ocasiões onde os "olheiros" agem por conta própria, ou com informações vindas de fora do banco, geralmente de empregados ou pessoas ligadas à vítima.

Mas a simples menção de que essas situações podem ocorrer com o conluio de bancários, repercute de forma fundamental na esfera jurídica.

Explico:

Está em curso, nas cortes superiores e em instâncias primeiras do Judiciário, um movimento doutrinário e jurisprudencial que aponta na responsabilização dos bancos pelos danos causados por terceiros, nesse caso, roubos após os saques em suas dependências ou em terminais de auto-atendimento.

O entendimento é que bancos "vendem" a idéia de segurança, uma vez que deixamos lá nossos recursos, principalmente, porque não é prudente guardar dinheiro em casa. Assim, teríamos a responsabilização objetiva dos bancos quando esse contrato(segurança nas operações)é quebrada, ainda que por outras pessoas alheias a relação de consumo.

O fato é que aos bancos cabe garantir a segurança de todos os processos de movimentação financeira, aqui o saque. Para cessar a responsabilidade dos bancos sobre esses valores, o dinheiro tem que estar na posse pacífica do cliente, o que não é o caso quando são surpreendidos pelos meliantes.

Os tribunais começam a acordar(felizmente)que os bancos não podem "transferir" essa responsabilidade pela segurança ao consumidor, ainda mais nos casos onde os roubos se dão após saques em terminais de auto-atendimento, que funcionam como verdadeiros "chamarizes" para os "amigos do alheio", dada a facilidade para perpretarem os crimes.

Essa é uma discussão que dá panos para manga.

Receitas de lama.

Filé com parafuso.

Ingredientes:
04 cortes grossos de filé ou contra-filé em bifes(02 ou 03 dedos).
04 dentes grandes de alho.
01 colher de sopa de mostarda branca.
01 colher de sopa de molho inglês.
Alecrim.
Pimenta calabresa.

1/2 kilo de macarrão parafuso.
02 colheres de maionese light.
01 colher de iogurte natural(desnatado ou não).
01 lata de ervilhas em conserva.
400 g de peito de peru/frango(o que estiver mais em conta) defumado, cortado bem pequeno.
300 g de ricota em pedaços pequenos.
Azeite de oliva(comum).
Alho (1 dente pequeno).
Sal.

Modo de fazer:

Amasse o alho, junte a mostarda e o molho inglês, o alecrim a a pimenta em uma pasta de consistência mole. Adicione molho inglês até atingir esse ponto. Coloque numa vasilha e "vista" cada pedaço de carne. Ao final do processo, misture-os todos na vasilha. Em uma frigideira, aqueça um pouco de azeite comum(o extra-virgem não é recomendado para fritura). Com o azeite já quente "sele" os dois lados de cada filé, que deve ser grelhado um a um, para não juntar muita água. O ponto é mal passado. Jogue mais um pouco de alecrim em cima.

Cozinhe o macarrão na água com azeite e sal á gosto. Ponto al dente. Misture em uma vasilha o alho amassado, a maionese, o iogurte, o presunto, a ervilha e a ricota. Peloamordedeus, não se lava macarrão!!!

Sirva e aproveite.

Ahhh, não deu para tirar foto, não deu tempo. A fome era grande.


Bon apetit.

Dedicado ao Sabor e Histórias. Aos 29/04/2010.

O pior cego é aquele tem olhos puxados.

Não é uma provocação racista ou etnocêntrica com nossos amigos descendentes de povos orientais, ou amarelos. É apenas uma constatação. O secretário de sáude parece fingir que não vê muita coisa. Não vê o caos que está em seu entorno. E não vê que sua caneta acaba de ter sua tinta esvaziada.
Ora, quando uma prefeita vai a público dizer que uma "força-tarefa" será instalada para resolver os problemas na pasta da Saúde, o recado está dado,  só não vê quem não quer ver, ou tem olhos e percepção pequenos!

Força-tarefa significa, para mim que sou um parvo, emergência, falência, exceção, enfim, tudo que a administração pública tem por obrigação legal evitar.

Quais serão os laços que mantêm o secretário atado a sua cadeira? Dizem os maledicentes que são laços financeiros históricos, vindos lá do Século XVI, no tempo de Estácio de Sá.

Pensando bem, esse pessoal têm olho pequeno, mas apetite enorme pelo poder!

Planície, lama, cana e escravidão.

Do blog do Núcleo:

quarta-feira, 28 de abril de 2010


Como uma pessoa livre se torna escrava?



No Brasil, o processo pelo qual o trabalhador é enredado no ciclo vicioso do trabalho escravo segue um padrão básico. A seguir, a descrição sumária de suas etapas:
1) Ao ouvir rumores de que existe serviço farto em fazendas, mesmo em terras distantes, o trabalhador ruma para esses locais. O Tocantins e a região Nordeste, tendo à frente os Estados do Maranhão e Piauí, são grandes fornecedores de mão-de-obra.
2) Alguns vão espontaneamente. Outros são aliciados por "gatos" (contratadores de mão-de-obra a serviço do fazendeiro).
3) O destino principal é a região de expansão agrícola, onde a floresta amazônica tomba diariamente para dar lugar a pastos e plantações. Os estados do Pará e Mato Grosso são os campeões em resgates de trabalhadores pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O Grupo J. Pessoa se superou no quesito reincidência em escravidão contemporânea. O flagrante ocorrido no final de 2009 no corte de cana-de-açúcar em área economicamente explorada pela Agrisul Agrícola - braço da companhia responsável pela produção rural - em Campos dos Goytacazes (RJ) foi a quarta libertação de trabalho escravo em apenas dois anos. Ao todo, 1.468 pessoas foram libertadas de canaviais vinculados à empresa em diferentes estados do país: Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
4) Há os "peões do trecho" que deixaram sua terra um dia e, sem residência fixa, vão de trecho em trecho, de um canto a outro em busca de trabalho. Nos chamados "hotéis peoneiros", onde se hospedam à espera de serviço, são encontrados pelos gatos, que "compram" suas dívidas e os levam às fazendas. A partir daí, os peões tornam-se seus devedores e devem trabalhar para abater o saldo.
5) A dívida que tem por conta do transporte aumentará em um ritmo crescente, uma vez que o material de trabalho pessoal, como botas, é comprado na cantina do próprio gato, do dono da fazenda ou de alguém indicado por eles.
6) Após meses de serviço, o trabalhador não vê nada de dinheiro. Sob a promessa de que vai receber tudo no final, ele continua a derrubar a mata, aplicar veneno, erguer cercas, catar raízes e outras atividades agropecuárias, sempre em situações degradantes e insalubres. Cobra-se pelo uso de alojamentos sem condições de higiene.
7) No dia do pagamento, a dívida do trabalhador é maior do que o total que ele teria a receber. O acordo verbal com o gato também costuma ser quebrado, e o peão ganha um valor bem menor que o combinado inicialmente. Ao final, quem trabalhou meses sem receber nada acaba devedor do gato e do dono da fazenda e tem de continuar a suar para quitar a dívida. Ameaças psicológicas, força física e armas também podem ser usadas para mantê-lo no serviço.

Nos hangares da História.

O festival de imagens proporcionadas pelo blog avyadores.blogspot.com da banda Avyadores do Brazyl é um deleite para qualquer um que professe a "religião" do rock'n'roll, blues e outros "shake it all over".
No cartaz com a formação, além das defecções causadas pela fatalidade, como a morte de Paulinho Karioca, vemos o retorno de Sérgio Máximo. Talvez essa tenha sido a principal virtude desse grupo. A capacidade de se reinventar, de se reciclar, sem perder o eixo central, tenazmente mantido pelo brigadeiro Ribeiro. E como uma casa de filhos pródigos(e o diabo é o pai do Rock), os avyadores vão e voltam, mas nunca desaprendem a arte de voar.

Da planície até o mar. Rio das Ostras, urgente!

Nossos leitores em Rio das Ostras nos avisaram, e fomos checar com nossos colegas e amigos da 128ª DP, comandada pelo delegado Luis Maurício Armond Campos.

Vejam aí:

No dia 27 último, por volta das 23h, foi preso CLODOALDO ANTÔNIO, suspeito de praticar o crime de agressão(lesão corporal) e estupro de vulnerável(manter conjunção carnal com menor de 14 anos).
O suspeito de 36 anos, é morador no bairro Âncora, e sua captura se deu após chegarem a unidade policial, informações acerca da agressão perpetrada por CLODOALDO contra a enteada de 11 anos, bem como a notícia do delito de estupro, também praticada pelo referido.
De posse das notícias, o delegado Luís Armond determinou a uma equipe que comparecesse ao endereço e conduzisse CLODOALDO até a 128ª DP, onde após a apreciação dos fatos foi lavrada sua prisão em flagrante(APF- 128-01626/2010) pela prática das lesões corporais em ambiente doméstico(129,§9º, do CP), com a instauração de outro inquérito policial para apurar se houve ou não a violência sexual noticiada.
Pelo crime de estupro de vulnerável, CLODOALDO pode ser condenado a prisão por até 15 anos.

Em  suas declarações o CLODOALDO confirmou a pratica dos atos libidinosos praticados contra a menor, com início quando a mesma tinha 08 anos de idade até a idade atual 11anos; o CLODOALDO é ex-presidiário e respondeu anteriormente pelo crime de roubo e teria conhecido a mãe da menor na cadeia, quando a mesma ia visitar um filho que estava preso.
O preso foi conduzido a carceragem de Macaé, ficando a disposição da justiça.


Abaixo, a foto ao "artista" e um trecho de suas declarações:

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar...

O Magal saiu do palco principal. Entregou a liderança do governo na Câmara.
Liderança, mas que liderança?
Desde que tomou uma rasteira dos seus pares na CPI da Campos Luz, quando "Papinha", foi alçado a presidência da comissão, a despeito de Magal reivindicar o posto, o vereador nunca liderou mais nada.
Governo, que governo? Bom essa, nem precisa explicar.

Portanto, acalmai-vos cidadãos atolados na lama da planície, nada mudará: nem o cheiro, nem a forma, nem o conteúdo.

Pelo menos, resta o número musical de consolo para a Prefeita, que deve estar a cantar e a sorrir.

Agradecimento.

A todos que repercutiram a nossa conversa com o Herval Machado, no programa Falando Francamente, na Multi TV.
Aos comentaristas/leitores, aos co-irmãos da blogosfera e principalmente, aos próprio Herval e ao produtor, Don Gustavo Oviedo, que foram gentis e demonstraram que é possível estabelecer boas polêmicas com respeito e sem dirigismo de qualquer espécie. Democracia em formato de som e imagem.

É um orgulho ter participado, e deixado uma pequena participação nesse movimento de mídia alternativa que se inaugura em nossa região.

Manifestação da UFF. Os dois minutos de ódio!

Todos devemos lutar pelos nossos direitos, isso é garantia expressa em Constituição. O caso da manifestação da UFF revela diversas faces de conflitos variados.
Primeiro, a incapacidade da PMERJ de lidar com o problema, que quase causou incidentes graves. É lógico que prevalece o interesse de ir e vir, e o tráfego de veículos deve ser reestabelecido com celeridade. Mas os manuais de gestão e gerenciamento de conflito, ensina a tratar questões excepcionais com medidas e atenção excepcionais.

Logom se estudantes deixam a sala de aula para bloquear ruas para pedir medidas contra a criminalidade, é por que devem estar com medo, portanto, a dispersão deveria levar em conta tais pressupostos, e a PMERJ deveria fazer voltar a normalidade o trânsito, sem ceder o açodamento de quem acha que a direção de um carro ou moto é salvo conduto para desconsiderar quem quer que seja, por qualquer motivo que seja.

No manifestação em questão, veículos invadiram as calçadas, e quase atropelaram pedestres que lá estavam, tudo isso ao arrepio das leis de trânsito, do bom senso e da boa educação. Afinal, se fosse a filha de um dos motoristas envolvida pelos casos de violência ocorridos recentemente nas cercanias da UFF?

Bom, depois disso tudo, salta os olhos a questão de fundo que causou todo esse problema: A criminalidade urbana praticada por população de rua. Em tese, moradores de rua, que invadiram uma casa vizinha a UFF, têm praticado delitos contra o patrimônio(roubo) e contra a liberdade sexual.

Ora, ora, ora, não seria o caso dos cietntistas sociais e assistentes sociais e estudantes intervirem para mediar esse conflito, antes que ele chegasse a esse ponto. Ou será que a presença de moradores de rua no local só foi notada pelo "grito da violência"? É claro que crime é problema da polícia, mas a questão é: E enquanto não vira crime?

Também reforçamos que a UFF, seus estudantes, professores e gestores não são poder público, pelo menos não com atribuição para dirimir esses conflitos sociais.
Mas algo está errado quando estudantes de serviço social começam a enfrentar o problema pelo fim, ou seja: a violência é sinal de que qualquer forma de tolerância ou diálogo falharam. Mas não é na Universidade que se parende isso?

Como disse George Orwell, em 1984, estão aí os "dois minutos do ódio" de todas as camadas: Estado(polícia), sociedade(estudantes, motoristas) e os marginais(lato sensu).

Areia movediça.

Vem dos Outros Campos o alimento para nosso intelecto:

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O PT-Campos e o “Garotismo”: o porquê de o PT rodar, rodar e parar no mesmo lugar


Parte 1 – Introdução

Todos nós que temos debatido na blogsfera campista temos sempre associado as práticas políticas engendradas nestes últimos vinte anos à uma diversidade de fenômenos, que parece ter uma cara um pouco definida. Falamos da “prefeiturização das relações”, do clientelismo barato que se instaura como única linguagem política visível, da compra de votos, da virulência vingativa associada a uma fanfarrice juvenil na fala dos políticos, da cooptação de setores dos movimentos sociais, do uso de contratados como arma política, entre tantas outras. Essa percepção, que não é só minha, mas sim dos debatedores de nossa rede blog, é por nós chamada de “garotismo”. Com isso queremos por um lado denunciar uma falsa oposição, como também demonstrar que esse jeito de fazer política transcende a figura pessoal de Garotinho, impregnando toda a política local.

Desse modo, podemos dizer que, o “garotismo” tem impacto em toda a política, ou melhor, a ascensão de Garotinho, como o maio fenômeno político da região, “moldou” por assim dizer, todas as esferas da política, mesmo aquelas que não são suas “criaturas” diretas.

A maneira mais clara que todos nós vemos isso é na relação entre Garotinho e seus “filhos” políticos. Antigos aliados rompem com seu pai político e se tornam seus desafetos, porém, sem com isso apresentar algo de novo, de diferente. O Caso mais exemplar é o de Arnaldo Viana, embora nós podemos lembrar de outros como Sérgio Mendes, Fernando Leite etc. Há também aqueles que não são seus “filhos” diretos, mas agem como se fossem. Não o conheço bem, mas me parece que Barcelar é o melhor exemplo disso. Quer combater Garotinho, tentando imitá-lo (consciente ou inconscientemente) ao extremo, tanto na fala quanto nas práticas políticas.

No entanto, há também aqueles que não são seus “filhos” diretos, nem buscam o imitar indiretamente, mas tem todos os seus movimentos políticos (ou quase todos) subjugados ao “garotismo”. A esse aspecto deste fenômeno nos referimos ao PT-Campos. Um partido que, nestes vinte anos de “garotismo”, roda, roda, ensaia mudanças, mas continua no mesmo lugar político, ocupando praticamente a mesma função política. E de certa forma é um partido integrado à lógica política do “garotismo”. A nosso ver os últimos movimentos políticos do partido só confirmam esta tendência. É esta relação e o resultado dela, ou seja, o fracasso do PT em se tornar uma alternativa para Campos, que pretendemos desenvolver nesta análise.
Continua. . .
Por Brand Arenari e Roberto Torres

terça-feira, 27 de abril de 2010

Contos de lama!

Anatomia do amor antropofágico.
  Silenciosa, ela o esquarteja. Ele não reclama, consciente e voluntário. Devora cada pedaço com devoção, lambe cada pedaço, sorve a carne e a suga até os ossos, enquanto escorre pelos cantos da sua boca o sangue e o gozo. No fígado não há amor, só ódio. Ela joga fora.Depois, metódica, arranca-lhe os olhos, e faz duas contas, que pendura em brincos, exibidos como troféus de uma refeição bem feita. O coração acelera, e ela o arranca de uma só vez. Tão rápido que ainda há batimentos reflexos fora do corpo. Ela aproveita, e coloca aquele coração ainda pulsante dentro de si, como um parto invertido.Depois, extinto o movimento, empalha e o coloca em algum canto de sua memória sombria. O cérebro ela deixa intacto, pois não quer comer suas últimas lembranças.O couro ela esfola, seca, trata, faz uma capa e voa, nas noites sem lua, à caça de outros alimentos:sentimentos.     Aos 27-04-2010, dedicado a todas as devoradoras

No varal.


Convite de Filiação

Estamos criando a associação dos ex-funcionários, aposentados e amigos do H.P.C. (Hospital dos Plantadores de Cana).

Objetivos

1-Dar apoio aos colegas quando demitidos (juridico emoral)

2- Fazer denuncia coletiva ao ministério publico federal do trabalho, sempre que as leis trabalhistas que não forem respeitadas (atraso de salários, atraso no pagamento de ferias etc.).

3- Comunicar ao ministério publico federal quando tomar conhecimento do crime de sonegação fiscal, como, pagamento por fora da carteira sem recolhimento de INSS,FGTS e etc.

4- Quando tomar conhecimento de qualquer indicio de improbidade administrativa praticado pela administração, comunicar ao ministério publico estadual (com prova documental)

5- Sempre que houver qualquer denuncia comprovada de não cumprimento das leis trabalhista, assedio moral (grave como trabalho escravo) alem das medidas judiciais, fazer denuncia as autoridades publica e sociedade civil organizada.

A associação pretende procurar apoio social, jurídico e material com algumas instituições e pessoas:

Comissão de Direitos Humanos da ALERJ (Deputado Marcelo Fleixo)
Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal (Deputado Chico Alencar)
Comissão de Direitos Humanos do Senado (Senador Jose Nery)
Comitê Popular de Erradicação do Trabalho Escravo (Carolina Abreu)
Ordem dos Advogados do Brasil
Organização Internacional do Trabalho
Pastoral da Terra (Padre Geraldo João Lima)
Secretaria Direitos Humanos (Paulo Vannuchi)
Sindicato dos Bancários de Campos
Sindicato do Servidor Publico Municipal
Sindicato dos Empregados de Estabelecimento de Saúde de Campos
Sindipetro Norte Fluminense
Subsecretaria de Direitos Humanos RJ (Simone Pita)
Superintendência Nacional do Trabalho-Auditoria Fiscal (Dr.Jose Carlos Almeida)
Universidade Estadual Norte Fluminense (Prof. Marcos Pediowsky)

Para se filiar enviar e-mail com nome endereço para: aexfaahpc@yahoo.com.br
Estamos pronto para receber sugestões se você não quiser se expor temendo represália indique alguém para representá-lo, se desejar conversa pessoalmente com algum membro da diretoria provisória forneça endereço e telefone.


Atenciosamente
Diretoria provisória

Na lama.

Eita, fase deprê.

Poemas de lama.

Luz, câmera, ação.

Amar é,

Acreditar que manteiga,
Não serve apenas,
Para passar no pão.

Amar é

Replicante.

O vento leva.

É silêncio,

e inocente.

É instinto,

e selvagem.

É covarde,

E matou Jesse James.




Aos 27/04/2010.
Com as devidas desculpas a quem leu.

Poemas de lama.

Sopro de vida.

Você
Me inspira.
Eu
Inspiro.
Expiro:
Você.
O amor
É
Mais leve que o ar.



Aos 27/04/2010, com as devidas desculpas aos leitores.
Dedicado a quem não tem medo de voar.

Ao vencedor: As batatas!

Jornais anunciam que a cidade conhecerá a "campeã do Carnaval". Deve ser piada de mau gosto. Alguém disputa esse "troço"?
Será uma competição de "circo de horrores"?
Parabéns às autoridades municipais:
Mataram e vão enterrar o Carnaval de avenida com pompa, e vão enterrá-lo com toda cirscunstância no Cepop, o túmulo do samba!
Parabéns aos "carnavalescos" e "especialistas": Sem a conivência de Vossas Senhorias, o crime não seria perfeito, nem compensaria tanto!

Desde já avisamos, pois não é demais lembrar: Amamos e respeitamos o Carnaval como manifestação cultural, e por tais sentimentos reclamamos contra a desfiguração completa, em nome de interesses imperdoáveis, da festa que se transformou em cortejo fúnebre. Nosso lamento é de indignação, e não de escárnio elitista, como assistimos aqui e ali.

Essa planície lamacenta parece uma "dimensão paralela", onde a realidade funciona de forma distorcida: Carro particular faz papel de ônibus, a principal atividade econômica é movida à trabalho escravo, jornal pensa que é partido, dinheiro público serve apenas a uma parte(pequena)do público, escola particular funciona "de grátis" em prédio da prefeitura, "clones" cometem crimes hediondos, prefeitura faz obra em área de preservação ambiental sem licença, fecham-se escolas, contratam-se servidores sem concurso, quem foi aprovado em concurso não é chamado, e ou sequer sabe sua nota ou colocação, na Câmara a situação diz sim, e a oposição, sim senhor, compra-se merenda com preço de caviar, mas serve-se ovo com ki-suco, ambulância-fiat(Fui Iludido, Agora é Tarde)com preço de BMW, carros nas calçadas, pedestres na rua, reserva de vagas para "VIPs" em logradouros públicos, pirataria nos camelôs, pirataria nos shoppings, carros "capixabas" em profusão, etc, etc, etc.

Vivemos na Belívia: Orçamento de Bélgica, pobreza de Bolívia.

Não cansamos de repetir: a esperança, por aqui, é a última que morre, mas é a primeira que adoece!

Propaganda é a alma do negócio.

A julgar pelo silêncio da mídia, como bem observou o atento Ricardo André, não será surpresa se, em breve, lermos um anúncio nas páginas onde já escrevem alguns coronéis:

VENDO:

Dois escravos de ganho e um de eito.
Peças novas, com boa dentição e de ótimo temperamento.
Aceito escravas de companhia ou amas de leite na troca, e dispenso as crias.
Tratar no cais da Lapa, das 08 até as 12 horas, com o pregoeiro.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Perdeu uma grande chance.

Li no blog do Cláudio Andrade que o Secretário de Saúde justificou o caos da saúde, em um programa de TV, como fruto de "demanda centralizada".

Ok, ok, ok, eu sou um parvo, e entendo muito pouco de muita coisa, e muito menos de gestão de saúde, mas perguntar não dói, nem ofende:

Então a culpa é do povo que procura um lugar que funciona? Seria isso a tal de "demanda centralizada"?
Ué, não seria papel do governo "descentralizar" a demanda pelo atendimento descentralizado em unidades que funcionem de forma descentralizada?

Eu imagino que essa administração é que precisa "centralizar" sua atenção e começar a governar!

O secretário deixou escapar uma ótima oportunidade de nos poupar de ouvir asneira.

Óbvio ululante.

Ora, por que o crime de escravizar trabalhadores permanece? Porque compensa, é claro! Lucro com impunidade é o que move qualquer delinqüente, esteja ele na boca-de-fumo, esteja ele em um apartamento da Pelinca.

31 de fevereiro, à tarde.

Extra, extra, extra.

É o dia marcado para o recolhimento a prisão dos traficantes de escravos, os senhores de engenho e os capitães-do-mato que espremem cana para mover motores a explosão, dentre outras finalidades.

Tradição, família e propriedade.

Não se pode dizer que essa terra não preserva suas tradições: Escravidão é coisa nossa, passada de geração em geração.

Nosso "museu" da escravidão é a céu aberto, e com "espécimes vivos".
 

A podre, fétida e assassina lama!

As notícias da planície são animadoras: Trabalho escravo na pauta do MPF e com ação na Justiça.

Há uma pergunta que eu não consigo responder, por mais que tente: Como fazer essa atividade econômica adentrar o século XIX?

Digo e repito, a escravidão das lavouras de cana não podem ser consideradas como uma exceção. Elas são a regra, e quem diz isso não são os detratores ou "inimigos" do "progresso", e do "combustível verde". São os números, as estatísticas.  Eu chamaria o álcool de combustível melancia: verde por fora, mas vermelho-sangue-escravo por dentro

Ora, qualquer fiscal iniciante sabe que para cada caso notificado e autuado, temos dez subnotificados.

E essa situação vergonhosa acontece qualquer que seja a escala do negócio, desde a gigante COSAN até os pré-falidos dessa nossa terra chata.

Mas na cidade que sonegador condenado, que fugiu do apartamento "voando", é nome de avenida na chegada da cidade, e onde "clones" assediam e violam menores, escravidão até é sinal de civilização.

Mundinho Fashion.

Esse editor nada entende de moda. No máximo, sei que Channel nº 5 é o perfume mais famoso já feito, e que uma bolsa Louis Vuitton pode custar três meses do meu salário de "tira"(as mais baratas, vejam bem).

Mas eu sou fã do Sérgio Roberto Cardoso Moreira, e no que ele estiver envolvido, eu divulgarei. Copiei lá do blog da Jane:

segunda-feira, 26 de abril de 2010


CATÁLOGO OUTONO/INVERNO DIEGUEZ

Blogs e tendências na planície lamacenta.

Mais uma frente de combate foi aberta pela rede local de blogs. Antes restrita ao arbítrio das pautas dos meios de comunicação tradicionais, a divulgação de reclamação de leitores, com as famosas colunas de espaço do leitor, parece ter sido sistematizada, após um início disperso em um ou outro blog.
Mas aqui, na blogosfera, mais uma vez é possível enxergar uma nítida diferença entre os veículos tradicionais e a mídia alternativa.
Há, dentre os diversos blogs que apresentam esse "novo" formato uma orientação que suplanta o mero "trombetear". Há sim um sentido político direcionado a questionar os problemas e investigar suas causas, e claro, cobrar soluções a quem de direito.

É claro que no PIG também há um sentido político. Mas, como sabemos, eles fazem questão de dizer o contrário, escondidos no mito da imparcialidade da "utlidade pública", mas que nem sempre servem ao público!

Eu destaco aqui as iniciativas de Cláudio Andrade, da Jane Nunes e por útlimo, do Blog do Dignidade, que decidiram investir nessa fórmula como uma maneira de qualificar suas intervenções. Como resultado desse "movimento", houve até uma migração, ou melhor, uma complementaridade com o programa Falando Francamente, do Herval Machado, da Multi TV, um canal claramente "pautado" pelo debate na rede de blogs.

As possibilidades são múltiplas. Que bom! Sopram ventos de novidade para varrer os cantos mofados dessa planície lamacenta.

domingo, 25 de abril de 2010

O efeito CSI.

Quem nunca viu, deve ter ouvido falar. O programa exibido pela Rede Record, que surgiu nos canais fechados, cujo nome, CSI, é abreviatura em inglês para Crime Scene Investigation, ou seja, a perícia criminal e médico-legal.
Durante anos e anos, programas de televisão, filmes, seriados e outras atrações tem o condão de alterar e influenciar a percepção das pessoas sobre o trabalho policial e da Justiça, para o bem e para o mal.

Não há dúvidas que, recentemente, o seriado que mais mobiliza as atenções dos criminólogos de controle remoto são as versões do CSI, tanto a Miami quanto a Las Vegas.

Eu já havia percebido a repercussão desses programas no meu ambiente de trabalho. Vez por outra, surge um "especialista" em perícia criminal, toxicologia, exame de local e materiais, e os preferidos: impressões datiloscópicas e o DNA.

Acontece que esse fenômeno que ocorre aqui, já está sob estudo no país de origem da série, os EEUU, e como os programas têm influenciado e alterado o comportamento de jurados em relação a coleta de provas, e de como, na maioria das vezes, esses jurados ultrapassam a barreira entre conhecer um procedimento(ainda que precariamente)e saber quando e como usá-lo.

Um artigo na The Economist trata do assunto, e destacamos alguns trechos principais, e disponibilizamos o link:

"(...)In 2008 Monica Robbers, an American criminologist, defined it as “the phenomenon in which jurors hold unrealistic expectations of forensic evidence and investigation techniques, and have an increased interest in the discipline of forensic science.”(Em 2008, Monica Robbers, uma criminologista americana, definiu-o(efeito CSI) como "o fenômeno no qual os jurados mantêm expectativas irreais das evidêncais forenses e as técnicas de investigação, e cresceram o interesse na disciplina da ciência forense)

"(...)Now another American researcher has demonstrated that the “CSI effect” is indeed real. Evan Durnal of the University of Central Missouri’s Criminal Justice Department has collected evidence from a number of studies to show that exposure to television drama series that focus on forensic science has altered the American legal system in complex and far-reaching ways. His conclusions have just been published in Forensic Science International".(Agora outro pesquisador americano tem demonstrado que o efeito CSI é de fato real. Evan Durnal do Departamento de Justiça Criminal da Universidade Central do Missouri tem coletado evidências de um número de estudos para mostrar que a exposição ao seriado de televisão que foca a ciência forense tem alterado o sistema legal americano de modos complexos e amplos. Sias conclusões foram publicadas na Forensic Science International)

De todo jeito, o artigo continua a revelar como um produto cultural de massa pode determinar modificações imporantes em esferas cruciais, como a administração da Justiça.
De um lado, um tempo enorme tem sido perdido para explicar aos jurados que algumas provas ou exames não são necessários. Outro ponto é convencê-los que o "padrão televisivo" não tem correspondente na vida real, pois tudo aquilo é uma dramatização.
No texto há inclusive uma parte que trata do "aprendizado" proporcionado aos criminosos pelas técnicas de "apagar" evidências e cenas de crimes, mostradas no programa

Mas os pesquisadores enxergam alguns pontos positivos, pois o "conhecimento" e interesse dos jurados aumenta a necessidade de um trabalho mais cuidadoso por parte dos investigadores, e aumenta as chances de colocar dúvidas razoáveis, que beneficiam réus.

O pequisador Durnal não culpa o programa, pois entende que eles nem sequer se preocupam com a veracidade das suas funções: peritos não entrevistam/interrogam pessoas, nem prendem pessoas, e testes que levam minutos na TV, tomam semanas e meses para ficarem prontos.
Há, antes de tudo, um sentimento moral de querer livrar os inocentes e colocar culpados atrás das grades. Como disse Mr Durnal, infelizmente, nem sempre a vida imita a arte!


Acesse o link, leia  e debata por lá:
http://www.economist.com/science-technology/displaystory.cfm?story_id=15949089&source=features_box_main

A quem interessar possa.

Ninguém notou, é verdade, mas eu gosto de acreditar que tenho alguém a dar satisfação. Então, vamos lá: Nas últimas 72 horas, esse anti-blogueiro esteve envolvido em suas obrigações profissionais. Mas vejam que não os esqueci, entre registros de ocorrência da nossa miséria humana, escrevi dois pequenos contos que dedico a vocês: loucos de péssimo gosto que ainda me lêem.

O outros post não é requentado, e saiu do "pedido" do Gustavo Rangel para divulgarmos o blog dos Avyadores do Brazyl.

Estamos de volta, para desgosto de muitos, e satisfação de alguns poucos! Tanto faz, quantidade nunca rimou bem com qualidade mesmo!

Contos de lama!

A casa.

 
As janelas e as portas estavam abertas. Mas, estranhamente, não entrava nenhum vento, nenhum som ou nenhum outro sinal de vida naquela casa. Por isso mesmo, tudo indicava que ele não ficaria muito tempo. Mas, ao contrário do que se podia esperar, ele ficava, e contemplava uma paisagem que nunca mudava. Paciente, esperava. Houve um dia em que ela chegou. Nada disse. Sentou ao seu lado, no chão. Nem sequer se olharam, mas sabiam mais um do outro do que de si mesmos. Nunca tinham se encontrado, mas com certeza, se conheciam. Procuravam a mesma coisa. Ela entrou, ele lá já estava. Não importa. O fato é que ficaram juntos. E um dia, saíram juntos. E voltaram juntos. Mas deixaram as portas e as janelas abertas. Sempre.

Contos de lama!

O amor que virou suco!

Olhava o relógio a cada instante, como se esse movimento pudesse adiantar o correr das horas. O suor escorria pelo seu rosto, e junto com ele sua esperança de vê-la de novo. Não havia garantias ou laços que permitissem concluir que se veriam de novo. Era sempre assim. No início, esse suspense era o remédio da excitação, depois, virou veneno da angústia!
Restava apenas uma ansiedade incontrolável e indisfarçável. A moça do balcão da lanchonete o olhava, pois talvez flertasse com seu desconforto evidente.
Talvez adivinhasse o motivo desse desespero, estampado em sua cara como um letreiro luminoso. Talvez se divertisse com isso, ou talvez não: Talvez sentisse só dó e pena, apenas. 
Ela deveria saber, afinal, todos os encontros eram ali, sob o mesmo ritual.
Esses pensamentos se embaralhavam e se misturavam como os ingredientes dos sanduíches que eram preparados atrás do balcão. Seus sentimentos eram triturados como as frutas no liquidificador. 
Olhava o relógio de novo, e quase podia afirmar que o tempo havia parado, como a imagem daquele ovo cozido da estufa, azulado e fossilizado pela indiferença dos fregueses.
Tinha certeza que ela não viria, mas alimentava uma dúvida raquítica. Uma dúvida pedinte e esmulambada, como os moleques viciados em crack que esmolavam por ali.
O tempo passou. Não sabe precisar quanto tempo, mas sabe que havia muito.
Não veio. Ela não veio. Pediu mais um suco de laranja. A atendente sorriu. Veio o suco. Misturou o veneno sem que ninguém visse. Antes de beber, foi ao banheiro para vomitar as náuseas que a idéia de suicídio lhe causava. Na volta, viu um tumulto enorme. Mal chegou, e no pé do balcão, por detrás dos curiosos, jazia seu amor. Havia tomado o suco de laranja quando a atendente lhe indicou o lugar onde o moço nervoso lhe esperava!
Nas mãos, o motivo da demora: o resultado do exame de gravidez, que apanhara no laboratório aquela tarde!

Nas asas da história do Rock. Senta a Púa, Avyadores.

P47 Thunderbolt. Esquadrão de caça da FAB em ação na Itália, em 1945.

Lá se vão mais de vinte anos. É assim que começa toda conversa para dinossauro dormir. Eu vivia e militava na política de minha cidade, me considerava um cara "antenado", dono de todas as "verdades de 19 anos".
Algumas dessas certezas ruíram, outras mudaram de tom, mas outras tantas resistiram a ação corrosiva do tempo. Foi naquele ano de 89, no evento que a Juventude Petista promoveu, o Rock Brasil Popular, que arrecadava fundos e agregava gente para a campanha do então candidato Lula, que tomei conhecimento da dimensão dessa banda.
A banda Avyadores do Brazyl é uma dessas marcas que trago tatuada em minha memória. Para além da sonoridade que me agrada, e sempre me agradará, a banda carrega uma simbologia que transcende qualquer formação, ou suas escolhas estéticas.

Avyadores é produção cultural de resistência em uma planície onde todos os sonhos não decolam. Não dá para desvincular a biografia de Luizz Ribeiro dessa luta, ainda que banda não seja partido político. A mediocridade regada a zilhões de royalties empalou a criatividade dessa terra, enos condenou ao arbítrio das agendas e calendários dos empresários-lavanderia, com seus shows de caixa dois.

Se não for essa a razão, qual será o motivo para que tanto talento não esteja ao alcance de mais gente? Não se trata de demonizar o outro que traz sua arte de fora, ou imaginar um dirigismo cultural que imponha gestos e costumes. Não é nada disso. Política cultural é facilitar acesso, democratizar informação, enfim, aumentar a chance de escolha.

Bundas, funks, axés, sambanejos, rocks, blues, maracatus, emboladas e partido alto. É a maior possibilidade de opções que fortalece cada escolha. Dinheiro público não pode escolher essa ou aquela manifestação, mas ao contrário, tem que equilibrar o jogo, e reforçar aquelas que estão esquecidas e segregadas pelo mercado.

É nesse contexto que bandas como Avyadores deveriam ter seu espaço garantido. Como ter milhões para uns e migalhas para outros?

Como disse, o talento dos Avyadores, comandados pelo Brigadeiro Ribeiro está além dessa barreira. Eles romperam o som e a História faz tempo.

Visitem e prestigiem o blog dos Avyadores do Brazyl: avyadores.blogspot.com/

Apertem os cintos e boa viagem, qualquer que seja o seu destino!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Péssimo negócio.

Se você fosse empresário, e precisasse anunciar seu produto ou serviço, é certo que buscaria um veículo que apresentasse, de forma crível, os números relacionados não só a tiragem, mas o número de edições vendidas e o encalhe.
Perguntamos: Qual é o instituto ou verificador desses índices em relação aos jornais, rádios e redes de tv nessa cidade.

Publicações como Carta Capital utilizam o IVC.

Enquanto isso for um problema só da esfera privada, tudo bem, mas não custa lembrar que são esses números(ou será a ausência deles?)que determinam os valores pagos pelo poder público pela propaganda oficial. Dinheiro público é dinheiro nosso, ou pelo menos deveria ser.

Como esses números são um duplo mistério: tanto da circulação/vendagem quanto dos valores contratados, tudo indica que pagamos para ser enganados: duas vezes!

Positivo e operando.

Os policiais civis da 128ª continuam marcando seus pontos contra a criminalidade. Leiam aí as notícias que nos chegam de Rio das Ostras:

Na data de hoje por volta das 15h, policiais da delegacia de Rio das Ostras, comandados pelo delegado titular, LUIZ MAURICIO ARMOND CAMPOS, efetuaram a prisão da Sra. ROSILENE RODRIGUES DA SILVA, contra ela existia um mandado de prisão preventiva pendente oriundo da 2ª Vara Criminal de Rio das Ostras, pelo crime de EXTORSÃO COM EMPREGO DE ARMA DE FOGO E QUADRILHA OU BANDO, datado de 2009, contudo, o crime ocorreu em 2005.
Registro nº 128-01628/2010
 

terça-feira, 20 de abril de 2010

Boas novas.

A vereadora Odisséia do PT lançou seu blog, aos cuidados de minha amiga Ana Paula Motta. Uma boa inciativa.
O endereço é www.odisseia.net.br

 A questão é que o blog está estacionado no convite do PAC há dias. Nenhuma palavra sobre a audiência do trabalho escravo, nada sobre o fechamento das escolas, enfim, embora o blog seja uma tentativa do mandato de imprimir agilidade e certa independência a interlocução com a sociedade, de nada adianta se não tiver ação política que lhe sirva de conteúdo. E isso nem s super-hiper-mega eficiente Aninha dará conta, pois não é seu papel "criar" fatos que não existem.

Do jeito que está, parace anúncio de margarina. Ou propaganda de creme dental, haja vista o belo sorriso da vereadora!

O "reclame" está ótimo, agora falta o "produto", ou seja: o mandato!

PS: Já que faltam fatos relevantes do mandato, poderiam aproveitar e colocar algo da pré-campanha da Dilma, do Lindberg ou as campanhas e lutas dos movimentos sociais.

Saúde na Emergência.

É grave a crise no setor de atendimento de emergência/urgência e ambulatórios da rede municipal. Leia a nota do Sindicato dos Médicos:
O SINDICATO DOS MÉDICOS DE CAMPOS considera covarde e traiçoeira a atitude do Governo Municipal em relação ao fato acorrido no dia 14/04/2010 com uma médica e um interno no PU de GUARUS.
O Sindicato dos médicos de Campos considera tal ato medíocre e populista.
O compromisso de campanha do atual governo com a saúde é um blefe, e parece mais interessado em perseguir a CLASSE MÉDICA.
O SINDICATO DOS MÉDICOS EXIGE RETRATAÇÃO!
A Médica e o interno acusados de irregularidades durante o plantão no PU GUARUS no dia 14/04/10 não cometeram nenhum crime!
Resoluções e pareceres do CREMERJ, do CFM e Códigos de Ética do Estudante de Medicina esclarecem a questão.
Esperamos que a normatização dos estágios de acadêmicos, publicada no diário oficial do dia 19/04/10, evite a repetição de casos semelhantes em que pessoas sérias, de bem e conceituadas sejam injustamente acusadas de crimes que não cometeram, embora não estivessem atuando dentro das normas recém-publicadas e que não existiam por ocasião dos fatos.
A SAÚDE NO MUNICIPIO ESTÁ UM CAOS! O exemplo mais trágico é o HGG que não atende às necessidades da população na qualidade de hospital. Até o grupo de vereadores que apóia o governo concorda.
Cobramos a divulgação de todas as aquisições de materiais e medicamentos para a Rede Pública; licitações e concorrências!
Apoiamos a apuração de todas as irregularidades e ilegalidades possíveis na Administração Pública Municipal de Campos.
O SIMEC apóia a defesa dos Royalties do Petróleo desde que sua utilização seja para o bem do POVO de Campos e não para beneficiar POLÍTICOS.
O SIMEC conclama os médicos para que não aceitem imposições que firam os princípios éticos e a dignidade profissional, denunciando-as ao SINDICATO DOS MÉDICOS.
Diante da gravidade dos acontecimentos convocaremos uma ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA para DESAGRAVO aos ofendidos e para discutir as condições de trabalho, materiais e as reivindicações da categoria!
A Categoria está indignada e decepcionada! Os médicos não são bandidos! Médico não é escravo! Médico não é capacho!
Ao contrário do que querem fazer crer, os MÉDICOS vem sofrendo, como a população, todas as mazelas de um sistema de saúde que não funciona devido, principalmente, a omissão e incompetência de políticos populistas, demagogos e corruptos que só pensam em suas próprias necessidades e nunca nas necessidades do POVO.
O POVO NÃO É BOBO! Não quer só pão e circo!. O POVO QUER SAÚDE! Educação! Moradia! Transporte! Arte! TRANSPARÊNCIA na Administração Pública. O Povo quer participar das decisões sobre a aplicação dos recursos públicos.
POSTOS DE URGÊNCIA ESTÃO SOBRECARREGADOS! A REDE AMBULATORIAL NÃO FUNCIONA! O PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA ESTÁ PARADO! AS UNIDADES ESTÃO SUCATEADAS! OS SALÁRIOS ESTÃO BAIXOS! O PCCS NÃO FOI IMPLANTADO! OS MÉDICOS ESTÃO SE DEMITINDO! AS CONDIÇÕES DE TRABALHO SÃO PRECÁRIAS! FALTA DE SEGURANÇA NOS LOCAIS DE TRABALHO! GASTOS SÃO REALIZADOS SEM CRITÉRIO!
QUEREMOS JUSTIÇA!
EXIGIMOS RESPEITO!

Parabéns Ilsan Viana.

Todos sabem o que penso sobre a forma de fazer política da (por enquanto)vereadora Ilsan Viana, ex-esposa do deputado Arnaldo Vianna, e uma das expoentes do grupo político que luta pela hegemonia do garotismo nessa planície lamacenta.
Vez por outra, para não esquecermos do prefeito-Canecão, que teve que correr às pressas com milhões de motivos para "abortar" uma reportagem no Fantástico sobre a farra de shows com dinheiro dos royalties, referimo-nos a sua ex-esposa, e atual companheira política como Imperatrix, em referência aos 1.8 milhão de reais para posar de destaque na passarela do samba, na Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense.

Não há dúvidas que ela, e seu marido representam uma parte do que há de pior na política local.

Mas ao tomar posse, nas suas primeiras aparições em público, e em suas primeiras palavras ao PIG local, eu confesso: fiquei surpreso e com inveja do profissionalismo da vereadora.
Não se deixou intimidar, não falou palavras colocadas em sua boca, não cedeu as provocações de quem deseja a polêmica para vender como sabão em pó OMO(que dá o branco que sua família merece).

É de se ressaltar: Não há um blog de cativeiro da Ilsan na página eletrônica do jornal.

A bem da verdade, as relações da (por enquanto)vereadora com o PIG local são mais orgânicas, o que nos remete ao seguinte:
No caso dela, a relação pressupõe uma igualdade de condições e distinção dos papéis de cada parte, já no caso de outros setores da oposição, resta a cooptação e subordinação em troca sabe-se lá do quê.

Não é demais lembrar: O PIG local perdeu todas as eleições majoritárias que "disputou" nesses últimos 20 anos, e não se pode aquilatar ao certo quantos parlamentares conseguiu emplacar.

Deve ser por isso que Ilsan, esperta como é, não cria zonas de atrito, mas mantém uma distância segura.

Ponto para a (por enquanto)vereadora!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

De que é feito o PT em Campos?

Todo processo de transição cria expectativas, às vezes exageradas. No caso da chegada a presidência do PT do professor Eduardo Peixoto, com uma nova configuração da Executiva Municipal e do Diretório, com a novidade da criação de um Núcleo de Base, o Núcleo Lenilson Chaves, aumentaram-se as esperanças de que O PT fosse, finalmente, corresponder a demanda por uma alternativa de formulação, debate e construção de um campo político que rompesse com a tradição que vigora há 20 anos.

Lógico que esse não é um processo alheio a turbulências, na medida que o próprio PT também esteve, em maior ou menor medida, refém da conjuntura da divisão da cidade entre facções rivais de um mesmo fenômeno político: O garotismo, tão bem "batizado" pelo Brand Arenari.
É natural que o PT, agora sob o comando do professor Eduardo ainda vacile e oscile em sua ação política. Qualquer pessoa, com um pouco mais de conhecimento do assunto e um pouco menos de açodamento, enxergará isso, ou seja, não haverá rupturas imediatas. Não há nada demais em agir e errar. A questão é a inação!

Há um dado preocupante nisso tudo, ainda que compreendamos as limitações impostas pela realidade. É o afastamento e imobilização do PT em relação a sociedade civil organizada, que teve seu ápice na ausência do partido, da mandatária do partido ou qualquer outro representante na Audiência Pública sobre trabalho escravo. FATO GRAVE! FALTA GRAVE!
São gestos simbólicos como esse que nos levam a duvidar da capacidade do PT e seus dirigentes, e sua parlamentar, de empunharem uma bandeira de mudança real e efetiva, com o rompimento com nossas novas e velhas oligarquias locais. Não custa lembrar, essa planície lamacenta é campeã em trabalho escravo, somado ao fato de que faz um ano que uma MULHER foi queimada em um canavial, sob regime de exploração desumana.
A vereadora do PT, ex-assessora especial da Ministra Especial de Políticas de Igualdade para Mulheres nunca poderia se ausentar ou não enviar um representante. Será que no meio de tantos assessores qualificados não havia um que pudesse levar a palavra de solidariedade da vereadora à causa?
Tudo bem, vamos entender que a agenda estivesse lotada, mas e o PT, sua executiva municipal, faltou por que? E o Núcleo Lenilson Chaves, faltou por que? Será que concordam com o trabalho escravo?
Não acredito e afirmo que NÃO, mas o que eu sei, ou acredito, pouco importa.
O PT e seus gestos(ou ausência deles)repercutem na sociedade que diz querer merecer a confiança. Qual parte dessa sociedade o PT quer agradar: Trabalhadores escravos ou usineiros e produtores escravagistas?

Outra questão que nos assusta é o silêncio em relação ao fechamento das escolas municipais. Temos na presidência, na executiva e no diretório municipal vários sindicalistas-professores, e também a vereadora, e NADA!

O PT parece imerso em um estado letárgico de contemplação, ou uma catatonia política, incapaz de repercutir na cidade a enorme popularidade do nosso presidente Lula, do ótimo momento do país e da onda Dilma que varre o país.

Desse jeito, parafraseando outra boa sacada do Brand, o PT não fará por aqui o que fez pelo Brasil!

Esperança é a última que morre, mas, nesse caso, é a primeira a adoecer!

Sem saída.

Uma das grandes habilidades dos grandes líderes políticos, que os distingue dos chefes políticos, ou de meros caciques regionais, é a capacidade de encaminhar sua carreira política para lugares onde sempre haja uma alternativa, e assim, sempre haja uma escolha, ainda que nem sempre seja possível angariar vitórias.
A capacidade maior ou menor de reger suas escolhas, e não ficar refém das conjunturas ou escolhas alheias é o grande capital perseguido pelos políticos que têm poder ou o buscam.

Quanto mais autonomia, mais poder, e quanto mais poder, mais autonomia. Não é o caso da "escolha" feita pelo ex-Governador Anthony Garotinho.O lançamento de sua candidatura ao governo do Estado é um gesto de quem está sem saída, e sobre quem pesa a responsabilidade de carregar nas costas um esquema político que está espremido em uma prefeitura de cidade do interior com 500 mil habitantes, e um mandato de vereadora da filha. Esse esquema ruirá em breve, sem uma vitória com essas dimensões.

É verdade que o orçamento de Campos dos Goytacazes, com todas as liberalidades, ausência de controle e submissão da Câmara local é uma ferramenta poderosa, disso não resta dúvidas.
Mas falta a capilaridade da "caneta" para suprir as "demandas" dos chefes políticos regionais, seus candidatos e os deputados que desejam se reeleger.

Some-se a isso tudo a pouca densidade eleitoral do PR, um partido-quitinete, que tem um tempo de TV que mal dá para um espirro.

Com sua inata capacidade de construir arestas, a margem de "escolha" do ex-governador o empurrou a essa empreitada inglória, onde faltam aliados suficientes para dividir o ônus da derrota. Caso aconteça, o que é muitíssimo provável, será toda debitada na sua biografia.
Se acontecer um milagre, poderá ser alçado a condição de "gênio estrategista", e volta para o cenário nacional com bastante força.

Mas tudo isso, para o ex-governador, seria mais fácil, como já dissemos, se as variáveis estivessem sob seu controle, e não estão.
A retirada de Gabeira do páreo, que por enquanto "leiloa" sua decisão para quem oferecer mais, transformará a eleição em um plebiscito.
O grande cabo eleitoral do momento, Lula, não tem dúvidas sobre quem hipotecará seu apoio, ainda que permita sua candidata "passear" por palanques mais fracos.
Cabral é o candidato do governo federal, e sobre esse ponto não restam dúvidas, pois o PT aprovou a aliança e se mantém no governo estadual(inclusive, para meu desgosto pessoal, diga-se de passagem).

Na medida que restam poucas escolhas ao ex-governador, podemos esperar uma campanha de nível baixo, pautada pelo desespero de quem tem poucas armas para combater.
Pode dar resultado, mas as últimas eleições demonstram que esse apelo não sensibiliza tanto mais o eleitor, que deseja continuidade com prosperidade. Uma agenda que o ex-governador não tem como colocar na pauta.

Uma lástima que nós, fluminenses, tenhamos que escolher entre o ruim(Cabral) e o muito pior(Garotinho).

Pensando bem, não é só o Garotinho que está sem opção. Nós, eleitores, também estamos.

Areia movediça.

Ótimas observações do camarada Brand Arenari em seu blog. Compartilhamos com vocês:

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O que representa o “retorno” de Ilsan à câmara?

Certamente é muito cedo para fazer afirmações muito taxativas sobre os impactos políticos da posse de Ilsan, no entanto, algumas coisas parecem óbvias.

A primeira delas, é que isto pode representar o início da recomposição do grupo político capitaneado por Arnaldo, o qual se encontra meio perdido depois da derrota nas últimas eleições municipais. Ilsan pode ser o elo que faltava para recompor as alianças daquilo que nos chamamos de “garotismo anti-garotinho”*. Estes impactos deverão ter efeito a médio e longo prazo.

A curto prazo, acredito que o maior impacto do reaparecimento de Ilsan cairá sobre as ambições da vereadora Odisséia. Até então, a Odisséia ocupava o cargo de “primeira dama do PIG campista”. Era lançada candidata a prefeita pelo PIG, desfrutava de muitas manchetes nos jornais do PIG, entrevistas, blogs, coluna no jornal para o marido etc. E a partir de agora, como será esta relação?
Vale lembrar que Ilsan, além de teoricamente ter maior peso político, tem alianças mais sólidas com o PIG. Por mais que podemos pensar que o mandato de Odisséia é mais um produto de sua aliança com Arnaldo Viana e os “Telhadeiros” do que um produto do PT enquanto partido, há sempre fantasmas no partido querendo puxar a vereadora Odisséia para a esquerda, o que desagrada o PIG.
É claro que, no que depender do PIG, este tentará manter as duas como suas “companheiras”, o difícil (há quem ache que isso não é difícil) é fazer com que alguma ocupe o papel de “amante” enquanto outra de “primeira dama”. Alguém aí terá que repensar suas ambições. . .


* Assim como na mitologia grega, em que os filhos de Saturno se revoltam contra o pai, o “garotismo anti-garotinho” são os “filhos” políticos de Garotinho que se revoltaram contra seu criador. Enfim, é o modelo e prática política criada pelo Garotinho, mas sem ele, ou seja, uma falsa oposição.

domingo, 18 de abril de 2010

Palavra de quem sabe o que fala.

A prefeita falou que seu marido é como um carro 5.0 turbinado. Movido a "royalties", é claro. "Bebe" que é uma beleza!

Movimento sindical na blogosfera.

Vejam aí a mensagem do pessoal da ADUENF:

"Prezadas e prezados,

Sempre no esforço de ampliar nosso diálogo com a sociedade, a diretoria da Associação de Docente da UENF acaba de lançar o seu próprio blog para veicular de forma mais direta as questões que envolvem a nossa ação como sindicato. Peço a vocês que nos ajudem a disseminar a existência cujo endereço é:"




Glorioso!

Tabus foram feitos para serem quebrados, velha e gasta máxima do football. Por isso se chamam máximas.
Mas há outra máxima que foi contrariada.
Dizem que football se ganha dentro de campo. Essa é uma parte da verdade. O Botafogo Futebol e Regatas ganhou o match dentro de campo, já o Clube de Regatas Flamengo começou a perdê-lo fora, com brigas, vaidades e o desgaste natural de um elenco que começa a encontrar sua curva de descenso, e precisa renovar-se.

O match foi emocionante, e não poderia ser diferente. Com o cansaço, no second-half os espaços aumentaram junto com as possibilidades.

No second-half o Flamengo melhorou, mas nunca empolgou. E tudo isso de resume na cobrança da penalidade máxima pelo Imperador. Fraco, apático, desanimado, acovardado. Com a cara em desalinho. Resumo do ambiente extra-campo, que foi decisivo durante os 90 minutos.

Destaque para Herrera, um verdadeiro "chato". Somália, em atuação de gala, barrou Léo Moura. O canhoto Renato Cajá, que se impôs na meia-cancha, e o espírito de garra e ousadia do El Loco Abreu, que abusou na cobrança que lhe coube.

Nem citemos o Jéferson, um goalkeeper que não desfruta dos melhores elogios na crônica especializada, mas hoje, revelou-se um gigante.

Aliás, nas duas cobranças, a diferença fundamental do match. El Loco, em uma cobrança "louca", e Adriano "coroando" a atuação do Jéferson.

Parabéns aos torcedores do Botafogo.

Tudo igual!

Tudo no script. O Botafogo Futebol e Regatas jogou como todos teams do coach Joel Santana. Forte marcação para anular a ligação dos center-halfs com a linha de forwards adversários. Esse esquema espremeu o Flamengo em seu campo, embora não representasse muitas jogadas perigosas na área rubro-negra.

O team de Andrade pareceu perdido em campo. A presença de um canhoto no setor do Léo Moura, podou uma das principais jogadas da squadra rossonera. Do outro lado, o substituto de Juan, Rodrigo Alvim se limitou a marcar, e errar todos os cruzamentos que tentou.Adriano fora de forma, e Vágner Love isolado.

Um match muito disputado, mas com poucas faltas(menos de 20, penso), e o desatque do first-half foi o discretíssimo e eficientíssimo Leandro Guerreiro. Um símbolo de jogo duro, mas limpo!

Um jogo sem muitos shoots ao goal. Os goalkeepers praticamente só trabalharam para apanhar a bola no fundo das malhas.

Tanto é que o do Botafogo nasce de uma jogada de bola parada, um cornerkick, onde o back Angelim fez uma falta infantil dentro da área. Penalidade máxima bem marcada, mal batidoa mas convertida pelo hermano Herrera.

goal da Urubuzada foi a base da força bruta, uma blitzkrieg desajeitada, atabalhoada, mas que acabou no fundo das redes alvi-negras. Vánger Love, artilheiro do certame, e premiado pela sua dedicação incomum em campo.

Que venha o second-half. Veremos se Andrade mexe suas peças para "abrir" a barreira botafoguense.

Detalhe: Sua Senhoria, o árbitro, amarelou quase toda a linha de backs dos dois teams. Veremos o desfecho.

Bom domingo.

Um belo dia, que promete. Para quem gosta, futebol no fim da tarde.
Mas antes, vá se mexer um pouco, e sai da frente desse computador.
Clube, praia, lagoa, ou se não puderes ter acesso a nada disso, dê uma caminhada. renove seus laços de afetividade com a vida e consigo mesmo.

Eu já fiz minha caminhada diária, já vou dar as minhas braçadas e depois comer um filé de traíra na Lagoa de Cima. Fuiiii!


PS: Antes de sair, dê uma olhadinha nos textos aí debaixo, é claro!!

A hora e vez de Baltasar Garzón.

O texto nos foi enviado pelo Tadeu 360º. Já havíamos tocado no assunto essa semana, e vale a pena refletirmos:
Lá como cá.
 
Sds
O Tribunal Supremo da Espanha deu mais um passo para levar a julgamento o magistrado Baltasar Garzón, famoso, entre outras, por mandar prender o ditador chileno Augusto Pinochet. O juiz Fernando Varela transformou em procedimento jurídico um processo no qual Garzón é acusado de ignorar a lei de anistia para investigar os crimes cometidos durante a ditadura franquista (1939-1975).
Varela quer ver o magistrado preso por vinte anos, encerrando assim uma carreira marcada pelo combate às violações de direitos humanos muito além das fronteiras espanholas. Em 16 de outubro de 1998 levou-se a cabo o processo que transformou o magistrado em figura mundial. Seu trabalho na Audiência Nacional, órgão criado para investigar os abusos do general Francisco Franco, fez com que Garzón ganhasse muitos inimigos e passasse a ter uma escolta particular. Foi durante a noite que Pinochet foi despertado na clínica na qual havia sido submetido a uma cirurgia, em Londres.
No quadro interno, ele passou a incomodar além da conta quando solicitou o comparecimento de autoridades judiciais de países nos quais houve revisão dos processos de anistia. De acordo com o jornal Página12, de Buenos Aires, Garzón esperava ter uma audiência com juízes argentinos que anularam as leis “ponto final” e “obediência devida”, formuladas para proteger os militares responsáveis pela morte de 30 mil pessoas durante a última ditadura militar (1976-83). O Tribunal Supremo espanhol decidiu não apenas proibir as audiências como processar o integrante da Audiência Nacional.
Uma manobra definida pelo Página12 como “uma autêntica jogada de manual sobre como proceder quando se quer arrebentar com a carreira de um juiz”. Varela acelerou o andamento do processo para coincidir com outros dois que correm contra Garzón. Um diz respeito ao uso de escutas telefônicas nas investigações de corrupção do Partido Popular e outro por aceitar pagamento por palestras feitas em universidades dos Estados Unidos. Agora, o Conselho Geral do Poder Judiciário pode imediatamente se reunir em Madrid e determinar a suspensão provisória de Garzón, uma medida de praxe.
Agora, o magistrado parece encontrar apenas tímidas defesas no meio político. Os socialistas, atualmente no poder, emitiram umas poucas palavras sobre o caso. O Partido Popular, como esperado, aproveitou para somar-se ao coro pela condenação.
As partes envolvidas no processo têm dez dias para que se manifestem. A saber, as partes são: Mãos Limpas, um sindicato de ultradireita; Falange Espanhola, uma organização ultranacionalista e conservadora do começo do século XX que apoiou Franco e segue existindo; e Liberdade e Identidade, outro grupo conservador fundado em 2006.

A Anistia Internacional, por outro lado, decidiu sair em defesa de Garzón. O diretor da organização na Espanha, Esteban Beltrán, considerou insólita a decisão, que envia uma mensagem equivocada a todo o mundo. “As leis de anistia que trataram de impedir em outros países a verdade, a justiça e a reparação para as vítimas, na maioria dos casos acabaram derrubar por tribunais supremos”, recordou. Os maiores sindicatos espanhóis decidiram organizar uma marcha na próxima semana em defesa do magistrado começaram a recolher assinaturas contra o processo.
Pinochet

A história de como Garzón levou Pinochet à cadeia é contada por Fernando Morais no livro “Cem quilos de ouro”. A história, publicada originalmente na revista Playboy, faz a seguinte descrição: “ O homem que mudou o destino de Pinochet é um espanhol míope, de 1,80 metro de altura, com cara de galã de cinema -- e que nunca havia posto os pés no Chile”. Garzón enfrentou resistência por parte do Judiciário espanhol porque alguns de seus colegas entendiam que não havia amparo legal para ordenar a prisão por crimes cometidos no Chile.
Peitando esses problemas, o magistrado e sua equipe trabalharam em ritmo de maratona durante 72 horas para conseguir apanhar Pinochet. Um processo de 300 páginas foi apresentado ao Judiciário britânico com a necessidade de se fazer uma rápida análise, pois era sexta-feira e no dia seguinte, além do descanso dos juízes, o ex-ditador deixaria o país.
Morais narra outros casos nos quais o magistrado atuou: “Foi daqui, desses micros, que saiu a munição que Baltasar Garzón utilizou para pôr na cadeia gente de todo tipo – de terroristas da ETA, o grupo nacionalista espanhol que luta pela independência do País Basco, a policiais que torturavam terroristas da ETA. Daqui saíram mandados de prisão contra um ex-presidente da República do Togo, na África, acusado de corrupção, contra dois generais, um brigadeiro e um almirante argentinos, acusados de tortura, contra Amira Yoma, cunhada do presidente argentino Carlos Menem, denunciada por lavagem de dinheiro para narcotraficantes, contra o milionário ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, que Garzón acusou por sonegação de impostos, e contra capi da Máfia italiana e traficantes de drogas dos cartéis de Cáli e Medellín, na Colômbia”.
Na ocasião da prisão do ditador chileno, o juiz manifestou que “Sempre confiei na Justiça. Estou convencido de que Pinochet, mais dia, menos dia, desembarcará no aeroporto de Barajas, em Madri. E aqui será julgado pelos crimes que cometeu”. O fato é que o responsável pela queda de Salvador Allende morreu em dezembro de 2006 sem pagar pela morte de três mil pessoas.

sábado, 17 de abril de 2010

O Samba vive!

Aqui vão nossas impressões da apresentação do Grupo Ébano, que se repetirá aos sábados, a partir das 16horas, no Arpex.
O samba é de primeiríssima linha. Repertório luxuoso: Monarco, Candeia, Cartola, Luiz Carlos da Vila, dentro outros. Um fraseado de violão sustentado por uma percussão enxuta e segura, que davam o contorno para os vocais do grupo.
A amplitude do ambiente faz parecer um "terreirão do samba".
Mesas dispostas a permitir que os mais ousados arrisquem alguns passos. Não vi ninguém tentar, mas a música pedia.
Estive por lá na companhia da amiga Andréia Bueno e Verinha, que pareciam satisfeitas com a temperatura da cerveja e com a música.
Outro ponto positivo foi a atenção do serviço, que não deixava faltar nada a mesa, pois estava perto para ser eficiente, e discreto para não ser inconveniente.

Compromissos me impediram de ficar até o final, mas a julgar pelo movimento de pessoas que não paravam de chegar, o samba de sábado à tarde vai emplacar.
 

O samba morre. O samba vive!

A despeito das entidades carnavale$ca$, e do politbur(r)o da cultura municipal, tentarem a todo custo matar e enterrar o samba no Túmulo do Samba, ou CEPOP, o samba resiste, se esgueira por entre iniciativas autônomas e apresenta o talento dessa gente dessa e de outras terras, para o deleite de quem aprecia o gênero.
É lógico que tais eventos estão associados ao esforço dos empresários de bares e restaurantes de apresentar um diferencial, uma vantagem competitiva em relação aos concorrentes.

Nem sempre dá certo, e tudo está relacionado a uma mistura de ingredientes heterogêneos, que se estiverem em proporção errada, tendem a atravessar o samba. Público, músicos, local devem estar em sintonia para que o espírito do samba possa promover os encontros de gente, que afinal, é função precípua de qualquer manifestação cultural.
Ontem fui a um desses locais.

É um barzinho, agregado a uma quadra de futebol, ali no começo da Rua Formosa, salvo engano, Espaço da Bola. Ali, reencontrei o meu queridísimo Toninho, que já esteve no bar da pracinha do Sossego. Os petiscos, todos tipo "boteco", como pasteizinhos com massa caseira, bolinho de bacalhau, dentre outros, dão o sabor a um samba de primeira. Samba de bambas, como diriam os "especilalistas". De Noel a Paulinho da Viola. Candeia, Cartola, Djavan e por aí vai.
Tudo na cadência certa, na altura da contemplação, e na medida exata: Começa às 20 horas e termina às 0horas.

Lá encontrei o blogueiro e camarada Neto(Gervásio)do Sociedade Blog.Encontro desses que faz a gente ganhar a noite.

Fui uma vez gostei. Voltei e a impressão primeira foi superada pela segunda, e espero que assim seja na terceira.

Ahhh, detalhe importante: preços camaradíssimas.

Hoje vou me aventurar a um lugar chamado Arpex(nome estranho para casa de samba). Quero ver como roda o samba no local.

Mais tarde, eu conto para vocês.

Mas de tudo isso, fica a certeza. O samba de escola morreu na avenida. Mas o samba de roda ressuscitou ali em cada esquina.

Rio das Ostras na lama!

Uma postagem aparentemente despretensiosa, com informações sobre uma operação policial em Rio das Ostras, a Operação Tarja Preta, desencadeada por colegas policiais civis da 128ª DP, deflagrou uma torrente de comentários no blog, durante toda a madrugada.

Fora o tom repetitivo, o que me assustou foi a linha de raciocínio ali revelada.
A pretexto de defender a hipossuficiência financeira e cultural de um dos presos em flagrante, pela prática prevista no artigo 273 do CP, o comentarista ataca a atuação da Polícia, e procura "inocentar" o acusado a partir dos erros alheios, como se um justificasse o outro.

Lógica semelhante encaramos por aqui em Campos dos Goytacazes, quando falamos que os servidores contratados ilegitimamente(sem concurso)são vítimas/cúmplices da situação em que vivem. Ora, alguns se levantam em defesa desses, mas eu pergunto: E aqueles que esperam pelo concurso, não merecem defesa?

Escusar práticas ofensivas a lei pela situação do autor é ignorar que a grande maioria das pessoas passa por problemas semelhantes, e ao fim das contas, cumpre a Lei. Quando "paternalizamos" a questão, abrimos um precedente perigoso, ou seja: "Se um pode, todos podem". Nesse "universo", a mediação dos interesses nunca é transparente, portanto, sempre é mais injusta!
Não é assim que se rege o Estado Democrático de Direito, ainda que relevemos certas circunstâncias atenuantes em virtude da condição desse ou daquele agente.
O crime praticado em Rio das Ostras é gravíssimo, e se assemelha, quanto ao bem jurídico tutelado(a saúde pública)ao tráfico de drogas.
A ONU e a Organização Munidial de Saúde divulgaram semana passada que o uso/abuso/dependência de drogas legais de uso terapêutico(fármacos)já ultrapassou os índices relacionados as chamadas drogas ilícitas de uso recreativo(maconha e cocaína)em todo o mundo.
Parte dessa tragédia está adstrita ao fato de que em boa parte do mundo, o controle na venda de medicamentos é frouxo ou inexistente, como no Brasil, onde há mais farmácias que restaurantes ou escolas em determinadas cidade.
Na outra ponta do problema, a "empurroterapia" dos balconistas, movidas a "guelta"(propina em dinheiro para que indiquem os medicamentos de determinado laboratório), unida a um exército de divulgação e um esquema de cooptação de médicos pelos "representantes de remédio", com recompensas em dinheiro, despesas em hotéis de luxo e "patrocínio" de congressos e encontros.

É claro que a Lei deve ser rigorosa para todos, e tanto ricos quanto pobres devem responder pelos seus crimes sob condições isonômicas. Mas o caminho para isso não é "aliviando" para ninguém.

O comentarista argumenta que toda mobilização deve ser feita para apoiar o "josé amancio" que migrou pobre em busca de oportunidade e acabou preso por vender remédios proibidos em uma farmácia.
Perguntamos: E os outros "migrantes josé amancios" que fizeram o mesmo percurso, mas ainda assim cumprem a Lei e não ameaçam a saúde pública?

Leiam aí o artigo 273 do Código Penal, e veja como o legislador trata com rigor a prática pela qual foram presos o balconista, o gerente, e pela qual será indiciado o proprietário:

Código Penal  Brasileiro
Art. 273- Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou
medicinais151:
 
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa.
 
§ 1º - Nas mesmas penas incorre quem importa, vende, expõe à venda, tem em depósito
para vender ou, de qualquer forma, distribui ou entrega a consumo o produto falsificado,
corrompido, adulterado ou alterado.
 
§ 1º-A - Incluem-se entre os produtos a que se refere este artigo os medicamentos, as
matérias-primas, os insumos farmacêuticos, os cosméticos, os saneantes e os de uso em
diagnóstico.
 
§ 1º-B - Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1º em
relação a produtos em qualquer das seguintes condições:
 
I - sem registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente;
 
II - em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior;
 
III - sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua
 
comercialização;
 
IV - com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade;
 
V - de procedência ignorada;
 
VI - adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Lamaçal regional!

Leiam aí as notícias que nos chegam de Rio das Ostras:

Operação Tarja Preta
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            Policiais da delegacia de Rio das Ostras, comandos pelo delegado  Titular Luis Mauricio Armond  Campos, após  denuncia e dois meses de investigações, fecharam  a DROGRARIA DA PRAIA, localizada na Av. Amaral Peixoto, centro de Rio das Ostras.
A farmácia vendia de forma ilegal medicamentos de uso controlado e sequer possuía qualquer autorização da A.N.V.I.S.A.  para a venda dos medicamentos, como determina a lei. Os medicamentos eram comprados, livremente, no balcão pelos clientes, sem as respectivas receitas médicas , fato que foi comprovado no momento da chegada dos policiais, que se fizeram passar por clientes. 
Na Operação Tarja Preta, foram presos em flagrante o vendedor e balconista  JOSÉ MANOEL  AMANCIO  de 27 anos  e o gerente do estabelecimento  ALMIR FADEL JUNIOR  de 40 anos, ambos jserão recolhidos a carceragem em Macaé, e ficarão a disposição da Justiça.
O proprietário e o farmacêutico responsável não estavam no local para esclarecer os fatos.   
No local além dos medicamentos encontrados em uma mesa dos fundos, foram encontrados outros em uma sala com uma parede falsa, todos sem nota e de uso controlado. 
Diante de tais circunstâncias, o Delegado Luis Armond, titular da 128ª DP de Rio das Ostras lacrou e interditou as instalações da FARMÁCIA DA PRAIA, onde serão realizados exames periciais e inventário dos bens ali arrecadados, bem como outros documentos que comprovem os crimes ali  verificados. 
A pena prevista para o crime, artigo 273 do nosso Código Penal, é de 10 a 15 anos  de reclusão, o registro do Auto de Prisão em Flarante foi lavrado sob nº 128-01553/2010. 

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